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Projecto COGNITO: Actividades senso-motoras humanas são alvo de captura e reconhecimento automático

19/07/2010

O Centro de Computação Gráfica (CCG), instituição de interface para a área das TICEs da Universidade do Minho e do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, integra o consórcio europeu responsável pelo desenvolvimento do projecto COGNITO, tendo como objectivo aumentar a capacidade de captar, reconhecer e processar a actividade humana.



Especificamente, propõe-se desenvolver novas técnicas que permitirão que os padrões de fluxo de trabalho cognitivo sejam automaticamente analisados, apreendidos, gravados e posteriormente processados e reutilizados. A reutilização pode ser especialmente útil no caso da programação de robots ou outras máquinas que devam replicar a actividade cognitiva humana.

O projecto COGNITO, acrónimo para Cognitive Workflow Capturing and Rendering with On-Body Sensor Networks, iniciou em Fevereiro passado e dura 36 meses. É liderado pelo DFKI - Deutsches Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH (Alemanha) e inclui vários parceiros, nomeadamente a Universidade de Leeds (Reino Unido), a Universidade de Bristol (Reino Unido), a Universidade de Compiegne (França), a Trivisio Prototyping GmbH (Alemanha) e a Technologie-Initiative SmartFactory KL e.V (Alemanha). O plano é co-financiado pelo VII Programa-Quadro da Comissão Europeia, a partir de uma candidatura ao tema ICT-2009.2.1, Sistemas Cognitivos e Robótica - Tecnologias de Informação e Comunicação.

O projecto foca-se sobretudo em tarefas que envolvem a manipulação manual de objectos e ferramentas, devido à sua importância em muitas aplicações industriais. Os principais objectivos incluem o desenvolvimento de uma rede de sensores corporais, composta de sensores de inércia em miniatura e sensores de visão, a criação de um modelo osteo-articular do corpo humano, a captura digital do fluxo de trabalho, e o desenvolvimento de novos mecanismos para a visualização e interacção com o utilizador. A interface final com o utilizador será criada com recurso a técnicas de Realidade Aumentada, de forma a permitir uma boa assistência à sua utilização e interacção.

Interagir com a realidade aumentada e virtual


Segundo os investigadores, a captura automática, o reconhecimento e representação das actividades senso-motoras do ser humano representam tecnologias essenciais em muitas aplicações, que vão desde guias virtuais em 3D até simuladores e inovadores jogos de computador. Embora alguns sistemas de captura já existam no mercado, estes centram-se principalmente na captação de dados de movimento bruto, combinado com um modelo grosseiro do corpo humano. Além disso, os dados registados são organizados como uma única sequência cinemática, com pouca ou nenhuma referência à actividade de trabalho subjacente ou padrão do fluxo de trabalho executado pelo ser humano.

O consórcio explica que a monitorização do fluxo de trabalho da actividade humana irá produzir informação detalhada tanto a nível semântico como temporal. Esse fluxo será representado de forma abstracta por "modelos de acção", permitindo gerar automaticamente diferentes composições em Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV), que darão suporte à interacção e utilização do sistema por parte do utilizador final, num cenário de guia/manual interactivo assistido em 3D. Por exemplo, um operário fabril poderá ser treinado na montagem de peças com auxílio de um manual interactivo virtual e com recurso a uns óculos durante a execução da tarefa. O operário é assim capaz de visualizar o mundo real que tem diante de si, juntamente com objectos sintéticos que vão sendo sobrepostos a essa imagem do mundo real e que o orientam na forma como deve executar a tarefa (texto, som imagem, objectos 3D, etc.).

Este é o principal objectivo da participação do CCG no projecto - fornecer os meios para compor automaticamente as visualizações em AR e VR, tendo como base o fluxo de trabalho tratado e previamente gravado nos "modelos de acção". Outra parte assegurada pelo CCG é o desenvolvimento e a implementação de um editor de "modelos de acção" que permita facilmente efectuar correcções ou/e ajustes nos modelos previamente gravados ou replicá-los. Os responsáveis salientam que o COGNITO será realizado com estreita colaboração de parceiros industriais e potenciais utilizadores finais.
 
Mais informações em: www.ict-cognito.org, www.ccg.pt.


Fuente: Universidade do Minho


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