45 mil morrem anualmente na Grã-Bretanha devido ao excesso de carne na alimentação
22/10/2010
E em Portugal?
Um estudo da Universidade de Oxford analisou as
consequências para a saúde de vários tipos de dieta, tendo concluído que
dietas nas quais a ingestão de carne é mais predominante, implicam um
acréscimo de doenças graves e consequente aumento da mortalidade.
"A nossa dieta está a matar o planeta e a prejudicar a nossa saúde" - Foto: Matt Moser
Consumo de carne relacionado com doenças como o cancro, a obesidade e doenças do coração
Comer muita carne está também relacionado com a desflorestação e as alterações climáticas
De acordo com o estudo, caso os ingleses não ingerissem carne mais do que três vezes por semana, o país poderia prevenir anualmente cerca de 31 mil mortes causadas por problemas de coração, 9 mil mortes de cancro e 5 mil de ataque cardíaco.
Para além destes benefícios directos em termos de saúde nacional, também a associação Friends of the Earth, atestou que a redução do consumo de carne poderia ajudar a diminuir as alterações climáticas e a desflorestação.
O crescimento da população está directamente relacionado com o desaparecimento de milhões de hectares de florestas que deram lugar a pastagens e fábricas, e desde 1961, o consumo global de carne quadruplicou.
De acordo com os novos dados, o consumo de carne para além de provocar doenças tão graves como o cancro, a obesidade e doenças do coração, é também responsável pela desflorestação e pelas alterações climáticas.
O relatório publicado pela Universidade de Oxford em colaboração com a Friends of the Earth conclui: «a nossa dieta está a matar o planeta e a prejudicar a nossa saúde».
Craig Bennet, da Associação Friends of the Earth, declarou que «não precisamos de nos tornar vegetarianos para olharmos por nós próprios e pelo nosso planeta, basta apenas que cortemos na carne».