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Estudantes portugueses querem partilhar casa mas só até aos 25 anos

      
Estudantes portugueses querem partilhar casa mas só até aos 25 anos
Estudantes portugueses querem partilhar casa mas só até aos 25 anos  |  Fonte: Uniplaces

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Os estudantes portugueses revelam que desejam partilhar casa mas apenas só até aos 25 anos de idade, e no máximo com duas pessoas. A maior parte dos inquiridos referiu ainda que a principal vantagem entre o arrendamento e a compra de casa prende-se com a flexibilidade.
 
No entanto, de salientar ainda que os estudantes portugueses tencionam comprar casa entre os 31 e os 35 anos.
 
Este estudo da Uniplaces (www.uniplaces.com) reuniu a opinião de 2214 estudantes de várias nacionalidades e realizou-se durante o mês de setembro, com o objetivo de aferir os principais hábitos e preferências no que se refere ao arrendamento e compra de habitação por parte dos estudantes.

Dividir casa, como e até quando?

Ao longo do percurso universitário, muitos são os estudantes que optam por viver em casas partilhadas. A principal vantagem desta opção prende-se com a redução dos encargos mensais que são, desta forma, divididos entre todos os inquilinos. No entanto, dividir casa pressupõe também a partilhar espaços comuns com outras pessoas. Os estudantes portugueses apontam como os piores colegas de casa:

  • aqueles que não têm hábitos regulares de higiene (66,32%),
  • os que se atrasam com o pagamento das contas (51,47%)
  • ou os inquilinos que comem o que não lhes pertence (56,13%)
  • colegas de casa que têm o hábito de ouvir música alto (4,15%). 

A nível global, a característica que é menos tolerada pelos inquiridos independentemente da nacionalidade prende-se com a falta de higiene (60,48%).

Entre todas as nacionalidades inquiridas, os portugueses são os que preferem dividir casa com um menor número de pessoas, apontando como número máximo dois estudantes (27,98%) para partilhar habitação. Já osestudantes de nacionalidade francesa e espanhola sentem-se confortáveis em partilhar casa como máximo de três colegas, sendo os inquiridos de nacionalidade inglesa, alemã e italiana que mostram maior disponibilidade para dividir casa com quatro ou mais pessoas.

A partilha de casa faz parte dos planos dos estudantes portugueses apenas até aos 25 anos: os resultados do questionário mostram que a maioria dos inquiridos de nacionalidade portuguesa apenas quer partilhar casa até aos 25 anos (45,77%), a par com os estudantes franceses, que também ambicionam deixar de dividir casa a partir dessa idade (55,32%). No entanto, os resultados gerais revelam que a maioria das restantes nacionalidades inquiridas pretende partilhar casa até aos 30 anos, onde se incluem estudantes de nacionalidade inglesa, alemã, italiana e espanhola.

Comprar ou arrendar?

Mais de metade (50,78%) dos portugueses inquiridos revela que vive em apartamentos arrendados, tendência que se encontra em linha com os resultados globais, sendo inferior a 1% o número de estudantes portugueses que conta com habitação própria.

Quando questionados sobre os benefícios do arrendamento, a flexibilidade é a principal vantagem apontada por estudantes de todas as nacionalidades (65,67%). Os estudantes portugueses sublinham ainda o facto de através do arrendamento terem a possibilidade de escolher casa numa localização mais central (34,37%) e de não contarem com encargos prolongados de crédito habitação (31,95%).

No entanto, os estudantes portugueses planeiam adquirir habitação própria: entre os 31 e os 35 anos de idade (46,46%) é a idade com que mais inquiridos planeiam dar este passo, sendo que apenas cerca de 8% sublinha que não tem intenção de comprar casa. Entre todas as nacionalidades inquiridas, apenas os alunos de nacionalidade francesa e inglesa revelam a intenção de adquirir habitação própria mais cedo, entre os 26 e os 30 anos de idade.

De forma global, os estudantes de todas as nacionalidades revelam ainda que para aquisição de casa própria pretendem recorrer a um empréstimo bancário (79,58%), sendo que os estudantes portugueses são os que revelam amortizar o valor num período de tempo mais curto, no prazo máximo de dez anos, e os estudantes ingleses os que pretendem pagar o empréstimo durante o período de até 30 anos.

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