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Porque é que cada vez mais jovens abandonam o Facebook?

      
O número de adolescentes que utilizam atualmente o Facebook é inferior aos que usam o Youtube
O número de adolescentes que utilizam atualmente o Facebook é inferior aos que usam o Youtube
  • O Facebook já não é a rede social mais popular entre os adolescentes dos Estados Unidos.
  • Os escândalos de privacidade que assombraram a empresa criada por Mark Zuckerberg tiveram um efeito de afastamento.
  • Os jovens também começaram a preferir outras redes sociais porque o Facebook é frequentado por pais, tios e até avós.

De acordo com o New York Times, o Facebook partilhou durante uma década dados privados com fabricantes de telemóveis e outros dispositivos, incluindo Apple, Amazon, BlackBerry, Microsoft e Samsung. A controvérsia levou ao afastamento de muitos utilizadores.

Um relatório do Pew Research Center (PRC) afirma que em 2018 apenas 51% dos jovens, entre os 13 e os 17 anos, usavam o Facebook uma queda acentuada em comparação com os 71% de 2015. Neste ano o uso das redes sociais girava em torno da rede social de Marck Zucherberg, enquanto hoje os hábitos estão menos centrados numa única plataforma.

Os jovens começaram a trocar o Facebook por outras redes sociais como o Youtube, Instagram ou Snapchat. Mónica Anderson, uma das investigadoras do relatório, realça que “os adolescentes estão hoje mais conectados do que nunca”, já que 95% dos adolescentes possuem um smartphone ou têm acesso a um e 45% dos jovens afirmam estar conectados à Internet “de maneira quase constante”.

A perda de interesse dos adolescentes pelo Facebook também está associada a outro relatório da eMarketer divulgado pelo The Guardian que explica que a maioria dos utilizadores do Facebook são maiores de idades (os seus pais, tios, primos maiores e inclusivamente avós) e por isso os jovens deixaram de se sentir tão confortáveis nesta rede social.

O número de adolescentes que utilizam atualmente o Facebook, de acordo com a PRC, é inferior aos que usam o Youtube (85%), Instagram – propriedade do Facebook (72%) e Snapchat (69%). Mesmo assim, a rede social de Mark Zuckerberg consegue a 4ª posição com 51%, à frente de outras como o Twitter (32%), Tumblr (9%) e o Reddit (7%).

O dados dividem os rapazes das raparigas: o sexo feminino é mais propenso a usar o Snapchat (42% contra 29%) enquanto o masculino prefere o Youtube (39% frente a 25%).

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“Apesar da presença quase omnipresente das redes sociais nas suas vidas, existe um consenso claro entre os adolescentes sobre o impato final destas plataformas entre as pessoas da sua idade. Uma pluralidade de adolescentes (45%) acredita que as redes sociais têm um efeito nem positivo nem negativo. Aproximadamente três em cada dez adolescentes (31%) afirmam que as redes sociais tiveram um impato maioritariamente postivo e 24% descreve-o como maioritariamente negativo”, conclui o Pew.



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