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Estamos a perder a inteligência com o passar dos anos?

      
Os testes de inteligência indicam que os seres humanos estão a perder capacidades com o passar dos anos
Os testes de inteligência indicam que os seres humanos estão a perder capacidades com o passar dos anos
  • Os resultados dos testes de inteligência ao longo das gerações têm diminuído.
  • Esta tendência pode estar relacionada com mudanças nos hábitos e alimentação.
  • O “efeito Flynn” indica que as pessoas que cresceram na primeira metade do século XX tinham um QI mais alto do que seus ancestrais.

O estudo elaborado pelo centro norueguês Ragnar Frisch Centre for Economic Research estima, com base num sofisticado grupo de provas experimentais, que os resultados do coeficiente de inteligência têm diminuído lenta, mas inexoravelmente, nas últimas décadas.

Significa que os seres humanos estão a perder a inteligência ao longo dos anos? Depende da forma como encaramos o conceito.

O estudo mostra que os humanos modernos começaram, em especial a partir de 1976, a tornar-se "menos inteligentes" de acordo com as medições dos testes de coeficiente intelectual.

O estudo consistiu em analisar os resultados dos testes de QI de um grupo de jovens, que entraram no serviço nacional da Noruega (que é obrigatório) entre 1970 e 2009.

No total, foram contabilizados 730.000 resultados. Ao estudar os dados, os pesquisadores perceberam que as pontuações diminuíram em média 7 pontos por geração: uma clara redução nos resultados dos testes, que vêm ocorrendo há aproximadamente 70 anos.

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Já em estudos anteriores se tinha mostrado que as pessoas que cresceram na primeira metade do século XX tinham um QI mais alto do que seus ancestrais, uma tendência que foi chamada de "efeito Flynn".

Nunca se chegou a uma conclusão clara sobre os motivos desta tendência crescente, mas vários fatores foram considerados como a melhoria da qualidade de vida, da nutrição, os cuidados de saúde ou uma educação apurada.  

No entanto, a curva ascendente inverteu-se, segundo o novo estudo. Os investigadores sugerem que parte dos resultados pode estar relacionada com fatores ambientais. As mudanças no estilo de vida podem igualmente explicar parte do declínio, como as mudanças no sistema educacional: crianças que leem menos e interagem mais nos telemóveis e computadores.

O que podemos concluir desses resultados?

Afirmar que o ser humano está a ficar mais “tolo” com o passar das décadas pode ser um engano, dado que a afirmação baseia-se num único critério, que tem sido usado há gerações: o teste do coeficiente intelectual.

Se as pontuações do teste estão a diminuir, é necessário perguntar se não seria necessário estabelecer uma mudança na maneira pela qual os sistemas educacionais e os investigadores medem a inteligência humana.

Pode ser que a inteligência (que tem pode ser encarada através de diversas vertentes) esteja a mudar com a simples passagem do tempo e que esta tendência não seja nem melhor nem pior em comparação com as gerações anteriores.

O desuso dos livros e o uso massivo dos telemóveis favorece uma menor capacidade cognitiva? A diminuição da concentração é um elemento prejudicial para a vida dos humanos modernos? Estas são algumas perguntas que podem ser lançadas para reflexão num tema que não é pacífico.



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