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Estágios profissionais são bons para ganhar experiência

      
A rede Universia e o portal de empregos www.trabalhando.com realizaram em nove países um questionário sobre emprego
A rede Universia e o portal de empregos www.trabalhando.com realizaram em nove países um questionário sobre emprego
Os resultados deste inquérito revelam que 79% dos estudantes universitários portugueses realizariam um estágio profissional para adquirir experiência, e 51% dos jovens admite fazê-lo mesmo que os estágios não sejam remunerados. Dos inquiridos 89% revelou-se disponível para realizar um estágio este verão, e a maioria (55%) está interessada em fazê-lo numa empresa privada.

Mais de 27 mil pessoas responderam a este «Questionário de Emprego» lançado pela Universia, a rede de universidades presente em 23 países ibero-americanos, e o projeto trabalhando.com, a comunidade de emprego formada por uma ampla rede de sites associados. Trata-se do primeiro de vários trabalhos conjuntos, a realizar no decorrer de 2012.

Este questionário sobre estágios profissionais decorreu entre 18 a 27 de abril em Portugal, Espanha, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Porto Rico e Uruguai e os resultados obtidos revelam uma premissa comum para os estudantes dos vários países: adquirir experiência.

Em Portugal uma maioria de 66% de inquiridos era do género feminino, 52% tinha entre 21 e 26 anos de idade e 38% mais de 27 anos. Do total dos inquiridos portugueses, 68% encontram-se no primeiro ciclo de formação universitária entre o primeiro e o terceiro ano.

Bernardo Sá Nogueira, diretor Geral do Universia Portugal e do trabalhando.pt, considera que "este inquérito vem reforçar o interesse e a importância que os estudantes dão aos estágios profissionais, e revela que mais de metade dos inquiridos estão preparados para nada receber em troca da experiência. Numa altura de elevado desemprego que estamos a atravessar, as empresas podem beneficiar com esta opção numa solução de curta duração, para quem quer e precisa de trabalhar".

A oportunidade de integrar um mercado exigente requer uma preparação prévia. Uma maioria de 69% dos participantes dos nove países participantes, dizem que contar com alguma experiência profissional acaba por ser de grande ajuda para os estudantes.

No nosso país apenas 15% dos estudantes são desta opinião, mas 79% consideram positivo poder conciliar esta experiência com os estudos e apenas 4% considera que o estágio não é útil e 2% que lhes dificulta os estudos.  

Os estudantes portugueses dão muita importância aos estágios profissionais, e 51% disseram que fariam um estágio não remunerado porque consideram que este serve para adquirir experiência. Do lado oposto, 49% dos respondentes consideram esta opção pouco conveniente porque necessitariam de suportar gastos e rentabilizar o tempo.

Consultada para este relatório, Rita Vaz Jesus, técnica de recrutamento do Universia Portugal considera que "a realização de um estágio profissional é de extrema importância, pois significa na maioria dos casos uma introdução ao mercado de trabalho. Para muitos recém-licenciados/mestrados é um primeiro contacto com o mundo empresarial e permite um contacto prático entre os conhecimentos adquiridos e as regras da vida empresarial". Concluiu ainda que "o estágio profissional funciona ainda como extensão da aprendizagem, na medida em que permite aos jovens adquirir novas competências ou desenvolvê-las, preparando-os para o seu futuro profissional".

Os resultados obtidos revelam que 55% dos inquiridos esperam poder crescer como profissionais. Perante a possibilidade de prolongar o estágio, a maioria dos estudantes portugueses (79%), admite que o faria porque acreditam que tal os ajudaria a adquirir experiência e 11% porque teriam a possibilidade de continuar a estudar. No entanto, 5% não optariam por esta opção já que consideram que lhes dificultaria os estudos.

Dos nove países onde este questionário foi realizado (Portugal, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Porto Rico e Uruguai), 66% dos universitários prevêem realizar estágios profissionais ainda este verão. Em Portugal o valor atinge os 89%.

De acordo com os resultados obtidos, há uma preferência de 55% dos inquiridos pelo sector privado. Esta tendência coincide com os restantes países onde decorreu o inquérito, mas apenas 28% dos jovens portugueses se mostram interessados em trabalhar numa empresa pública, face a 39% dos jovens de outros países participantes, e 17% prefeririam trabalhar numa ONG.

Ainda no campo das preferências, 24% dos universitários portugueses gostariam de trabalhar no setor dos serviços, outros 24% na área da tecnologia, 14% em recursos humanos, 12% em produção, 13% em marketing sendo a área comercial a que obtém menor interesse. Estes resultados demonstram que o setor não é o mais importante no momento de trabalhar, e o que realmente interessa e é importante para os inquiridos é poder realizar um estágio profissional.

As redes Universia e trabalhando.com vão continuar a realizar este tipo de estudos com a finalidade de recolher e analisar informação sobre temas relevantes para a comunidade universitária.


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