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78% dos jovens portugueses estão dispostos a emigrar em busca de melhores condições de trabalho

      
Fonte: Shutterstock
Durante o mês de julho a rede Universia e a comunidade de emprego Trabalhando.com lançaram uma sondagem na qual se pretendia apurar qual a opinião dos Millennials, também conhecidos como a Geração Y, em relação à forma como reagem perante o mercado de trabalho, o que os motiva e quais as suas preferências profissionais.


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Neste estudo participaram 10 dos 23 países da rede ibero-americana Universia, tendo sido recolhida uma amostra de 6.097 indivíduos, 389 dos quais portugueses.

Quando questionados sobre o que mais os influencia na hora de se candidatarem a uma oferta de emprego, 45% dos jovens portugueses referem as perspetivas de desenvolvimento profissional, seguidos de 17 % que se focam mais na retribuição económica, e outros 17% na empresa. Conscientes da efemeridade e volatilidade do mercado de trabalho que pautam atualmente a carreira profissional dos jovens, transformando-a acima de tudo num percurso que se vai construindo a partir de objetivos a curto e a médio prazo, estes jovens remetem para segundo plano outros fatores como o tipo de contrato e a localização geográfica, cada um com 9% das escolhas. Curiosamente e numa altura em que tanto se fala da flexibilidade horária, apenas 3% refere ter em conta este fator, na hora de se decidir se se vai, ou não, candidatar a uma determinada vaga de emprego.



Questionados ainda sobre o que mais valorizam numa empresa, a escolha dos inquiridos portugueses divide-se sobretudo entre aspetos como o ambiente de trabalho (36%) e, uma vez mais, as perspetivas de desenvolvimento profissional (34%). Os restantes 30% das respostas dividem-se entre fatores como a retribuição económica (10%); a flexibilidade horária (8%); os benefícios sociais (refeitório, transporte) 7%; e apenas 5% menciona um bom chefe como sendo determinante para aceitar ou não determinada oportunidade de emprego. Nestes pontos Portugal manteve-se em linha com os restantes países da comunidade Universia.



À pergunta “As empresas do teu país cobrem estas necessidades?” 60 % dos jovens portugueses defende que NÃO, em alinhamento com os seus pares ibero-americanos (55%).



Estas respostas são coerentes com a resposta à pergunta seguinte que os interpela sobre a possibilidade de saírem do país em busca de melhores condições de trabalho: 78% dos portugueses está disposto a fazê-lo. Ou seja, os millennials portugueses acreditam que as empresas em Portugal não estarão capacitadas para corresponder a todas as suas “exigências”, havendo uma necessidade e uma abertura para procurar melhores condições de trabalho noutros países. Nestas duas últimas questões gostaríamos apenas de destacar o Brasil e a Argentina. Para a maioria dos participantes neste estudo oriundos destes dois países, as empresas dos seus países cobrem todas as suas necessidades: 61% no caso do Brasil e 52% no caso da Argentina. No seguimento deste pensamento, 71 % dos brasileiros que participaram neste estudo referem NÃO estar dispostos a sair do seu país. No caso da Argentina esse valor baixa para os 32%.



Dados relevantes de participação: entre os inquiridos, 60 % eram mulheres; e 40 % homens, valor que não diferiu muito a nível global (54% e 46%, respetivamente). Relativamente à idade 47% dos inquiridos em Portugal referem ter entre os 23 e os 30 anos, seguido de 27% com idades entre os 31 e os 45 anos e de 15% com menos de 22 anos. 10% refere ainda ter entre os 46 e os 60 anos.

Quanto ao perfil da maioria dos inquiridos portugueses, 56 % já concluiu um ou mais ciclos do ensino superior, 18 % encontra-se a frequentar o 1º ciclo do ES. Segue-se 14% da amostra que se encontra a frequentar o 2º ou o 3º ciclo do ES e 9% tem, ou frequenta, o ensino secundário. Apenas 2% tem o Ensino Técnico ou ainda 1% encontra-se a frequentar este tipo de ensino.

Quanto à amostra a nível internacional, 39% já concluiu o ensino universitário (licenciatura), seguido de 20% que já concluiu o mestrado, pós-graduação ou doutoramento e de 14% que se encontra a frequentar o 1º ciclo do ensino superior. Segue-se 12% do ensino técnico e 8% do ensino secundário. Apenas 5% se encontra a frequentar um mestrado e 1% refere estar a frequentar o nível Técnico.



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