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Hospital Veterinário Montenegro realiza o seu XIII Congresso

      
Hospital Veterinário Montenegro realiza o seu XIII Congresso
Hospital Veterinário Montenegro realiza o seu XIII Congresso  |  Fonte: Reprodução

É já nos próximos dias 18 e 19 de fevereiro de 2017, que o Europarque de Santa Maria da Feira recebe a XIII edição do Congresso Hospital Veterinário Montenegro, paralelamente com a VII edição do Congresso Enfermagem Veterinária - um evento que já é referência na Península Ibérica. Esta 13ª edição deste congresso internacional terá como tema “Patologias Cardiorrespiratórias Sem Segredos”, contemplando numa componente educativa e social, a vontade de partilhar e discutir as novidades e as boas práticas nesta área.

Para percebermos melhor a importância de iniciativas como esta o Universia Portugal entrevistou o mentor deste projeto, o Dr. Luís Montenegro, diretor do Hospital Veterinário Montenegro e membro da organização do congresso e que nos explica que “neste evento, todos os anos, procuramos desvendar os segredos de uma patologia que afete os nossos animais de companhia para que a classe veterinária possa rever casos e partilhar a evolução de técnicas de diagnóstico e de tratamento. Atendendo que os distúrbios respiratórios afetam muitos animais é importante refletir sobre a possível sobrecarga cardíaca”.

Ao longo do congresso vários oradores nacionais e internacionais, como Eric Monnet da Universidade do Colorado – EUA, João Loureiro da Inglaterra, José Matos da Suíça e German Santamarina de Espanha, vão apresentar temas como “Abordagens à cavidade torácica e cirurgias dos pulmões”, “Colapso no cão - cardíaco ou não”, “Cardiomiopatias felinas: do exame físico à terapêutica” e “Atualização no maneio da bronquite felina/asma felina”.

Na 13ª edição a organização repete o apoio a uma causa solidária, sendo que 25% do valor dos ingressos reverte para apoiar a Liga para a proteção da Natureza e em concreto o Programa Lince.

Entrevista Universia a Luís Montenegro, diretor clinico do Hospital Veterinário Montenegro e membro da organização do Congresso Hospital Veterinário Montenegro.

Universia Portugal - Qual a importância da realização de um evento desta magnitude em Portugal para o sector veterinário no nosso país?
Luís Montenegro - Consideramos que este é um evento de elevada importância no panorama veterinário em Portugal. Não só porque permite a confraternização entre todos os colegas e restantes parceiros, bem como o contacto com as técnicas de diagnósticos e tratamento mais atuais, o facto de ser monotemático possibilita um maior aprofundamento do conhecimento das patologias relacionadas com o tema debatido que, este ano, é o cardiorrespiratório.

Universia Portugal - Como é que tem sido adesão dos estudantes ao longo das várias edições deste evento e de que forma é que podem participar? Que mais-valias levam para a sua carreira profissional após a sua participação em eventos como este?
Luís Montenegro - Os estudantes são fortes entusiastas do evento pois, estão numa fase em que se encontram ávidos por conhecimento. Por outro lado, são os que têm mais dificuldade em conseguir convites para o Congresso ou, até mesmo, para efetuar a inscrição pois, dispõe de menos recursos para o fazer. De toda a forma informamos que todos os patrocinadores dispõem de convites, e que também podem conseguir convites através da participação no concurso “Prémio Startup Montenegro”, que pretende premiar novas ideias na área da veterinária, devendo consultar para tal o regulamento disponível no nosso website. Todos os que puderem estar presentes, são bem-vindos e levarão consigo uma nova imagem do que é a realidade prática do dia-a-dia da veterinária, para além do convívio e da possibilidade de trocarem ideias com aqueles que já se encontram a desempenhar a profissão.

Universia Portugal - Quais são as Patologias Cardiorrespiratórias mais frequentes no cão e no gato? São facilmente "geríveis" permitindo um nível de vida dito "normal" para o animal, ou ainda obrigam a vários cuidados especiais?
Luís Montenegro - As patologias cardiorrespiratórias são muito frequentes em ambas as espécies, sendo que em gatos e cães mais jovens, é mais comum observarem-se patologias infeciosas, congénitas ou provocadas por parasitas. Em idades mais avançadas, aparecem mais patologias crónicas ou do foro oncológico. Para todas elas o diagnóstico precoce é fundamental para que a terapia possa ser eficaz na erradicação e/ou controle da patologia.

Dependendo de cada patologia, os animais poderão necessitar de uma certa adaptação por parte dos seus donos. No entanto, grande parte das parasitoses ou infeções têm uma cura total, outras poderão não ter um prognóstico tão favorável mas o seu diagnóstico atempado possibilitará sempre um tratamento eficaz, proporcionando mais longevidade e qualidade de vida.

Universia Portugal - Apesar da crise, nota que os portugueses dão cada vez mais atenção à saúde dos seus animais de estimação?
Luís Montenegro - Sem dúvida. Para a maior parte dos portugueses, os seus animais de estimação fazem parte da família e do lar, e são hoje uma prioridade em todos os níveis, mesmo apesar de as dificuldades económicas serem um constante na maioria das famílias.

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