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Conheça diferentes formas de pagar os seus estudos superiores

      
Conheça diferentes formas de pagar os seus estudos superiores
Conheça diferentes formas de pagar os seus estudos superiores  |  Fonte: Shutterstock

Ainda que os números nos mostrem que o ensino superior em Portugal está cada vez mais democratizado e acessível a todos, a verdade é que nem todos têm uma rede familiar que lhes permita prosseguir tranquilamente os estudos sem que tenham que se preocupar com o pagamento das contas. Como tal, há que encontrar formar viáveis de financiamento dos estudos e a solução passa por recorrer às várias opções disponíveis.

Se estuda numa instituição de ensino superior, a primeira opção passa sempre por recorrer aos Serviços de Ação Social da instituição de ensino e solicitar uma bolsa de apoio aos estudos. A candidatura à bolsa de estudo do Estado é efetuada através do site da DGES, não existindo atualmente prazo de encerramento para as candidaturas. Ou seja, podem ser realizadas ao longo do ano letivo, no entanto, nos casos em que a candidatura seja entregue nos prazos de 25 de junho a 30 de setembro o estudante recebe o valor da bolsa anual por inteiro. Nos casos em que é entregue mais tarde, o valor da bolsa de estudo a atribuir é proporcional ao valor calculado para os restantes meses que completam um ano letivo.

Para saber se terá direito a uma destas bolsas de estudo, o aluno - que também deverá estar inscrito em no mínimo 30 créditos (ECTS) - deverá calcular os rendimentos anuais do agregado familiar, que não podem ultrapassar 16 vezes o Indexante de Apoio Social (421,32 euros) acrescido do valor da propina paga. O agregado familiar também não deverá ter um património mobiliário acima dos 100 mil euros e para a continuidade da atribuição da bolsa será exigido ainda um aproveitamento escolar no mínimo de 60% das disciplinas em que o aluno está inscrito.

No que respeita a valores, estes variam conforme o rendimento do agregado familiar: a bolsa mínima corresponde ao valor da propina máxima, que este ano é de 1.063,47 euros, garantindo assim que o estudante paga as suas propinas; e o valor máximo calcula-se multiplicando por 11 o IAS (4634,52 euros), e somando-se depois o valor da propina paga pelo aluno. Em setembro próximo o valor máximo de bolsa vai aumentar 23€, pois o IAS vai aumentar de 4.611,42 euros para os 4.634,52 euros. O IAS foi atualizado agora em janeiro, passando dos 419,22 euros para os 421,32 euros, mas este valor apenas será refletido no cálculo para as candidaturas do próximo ano letivo, em setembro.

Mas para além destas bolsas de estudo existem também algumas fundações como a Gulbenkian ou a Fundação Oriente que concedem bolsas aos melhores alunos; outras ainda, como por exemplo a EDP, concedem bolsas aos melhores alunos, filhos dos seus funcionários; algumas autarquias também visam contribuir para facilitar o acesso dos seus residentes ao ensino superior e a grande novidade deste ano é o regresso do crédito de garantia mútua, programa que até agora estava suspenso.

Além disso, as próprias instituições de ensino superior apresentam alguns programas específicos de apoio aos seus estudantes através dos quais os alunos podem colaborar em alguns serviços da instituição de ensino, ficando isentos das propinas. Outras ainda permitem a negociação de um plano de pagamento das propinas de acordo com as possibilidades dos alunos.

Mas voltando à opção de recurso ao crédito, existem duas opções:

1 - Crédito de Garantia Mútua, para empréstimos até 25 mil euros, com um spread mais baixo e não obriga a que sejam dadas garantias ao banco por parte do estudante.

2 - Créditos Bancários de apoio aos estudos, para empréstimos até 60 mil euros

Antes de mais, não se esqueça de solicitar várias simulações para poder decidir com propriedade. Se perante o sistema de Crédito de Garantia Mútua, o mais favorável aos estudantes porque tem um ‘spread’ mais baixo e está disponível para qualquer estudante sem que este tenha que dar qualquer tipo de garantia ao banco, as condições são muito semelhantes, fora deste sistema as condições podem conter disparidades consideráveis, sendo fundamental comparar os valores da Taxa Anual Efetiva Global (TAEG).  

No que respeita aos empréstimos de garantia mútua que viram este ano o seu programa reativado, o montante máximo é de 25 mil euros. Nos restantes empréstimos o valor poderá subir até aos 60 mil euros. Em qualquer uma das situações apresentadas os montantes podem ser aplicados em cursos de licenciatura, mestrado, doutoramento ou de pós-graduação.

1% é o spread máximo a aplicar no caso dos créditos com garantia mútua, sendo que este poderá ainda baixar caso o aluno tenha uma média superior a 14 valores. A título de exemplo, os estudantes com médias entre os 14 e os 16 valores, podem ver o seu ‘spread’ reduzir para os 0,65%. Caso o estudante supere os 16 valores de média poderá vê-lo baixar até aos 0,2%.

Caso o banco o permita poderá receber o valor de duas formas: na totalidade ou em tranches, sendo esta última a mais económica pois só paga juros sobre o valor entregue em cada tranche.

Caso tenha que fazer um empréstimo superior a 25 mil euros para financiar a sua formação, terá que optar por outro tipo de crédito que não o de garantia mútua e neste caso o ‘spread’ médio ronda os 3% a 3,5% indexado à Euribor a três ou a seis meses.

No sistema de Garantia Mútua, após a conclusão do curso o aluno tem um ano para começar a pagar o crédito. Enquanto frequenta o curso não é exigido qualquer pagamento ao banco (o chamado período de carência). Depois deste período o aluno tem entre seis a dez anos para concluir o pagamento. Nos outros créditos o período de carência pode variar entre os seis e os 42 meses.

Para finalizar, outra forma de financiar os estudos passa também por conseguir conciliar um part-time que lhe permita equilibrar as contas durante parte, ou até mesmo até ao final dos estudos. Há quem trabalhe apenas aos fins de semana e durante as férias, há quem consiga manter um part-time ao longo de períodos mais longos. Consoante a sua disponibilidade horária - tendo em conta a carga horária do seu curso - poderá optar por fazer um part-time de manhã, à tarde ou mais ao final do dia. Nos portais da rede Trabalhando encontra várias oportunidades. Registe o seu currículo, mantenha-o atualizado e tenha atenção às ofertas disponibilizadas.

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