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Portugueses cada vez mais abertos ao empreendedorismo

      
Portugueses cada vez mais abertos ao empreendedorismo
Portugueses cada vez mais abertos ao empreendedorismo  |  Fonte: Shutterstock Brasil

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De acordo com o 7º estudo AGER (Amway Global Entrepreunership Report), um relatório anual que foca as principais tendências empreendedoras a nível global, e que analisa também a realidade nacional revela que 67% dos portugueses apresenta uma atitude positiva perante as temáticas do empreendedorismo. Este valor, ainda que bastante positivo, contrapõe-se aos 74% da média europeia ou 77% da média global.

Analisando os dados por faixas etárias conclui-se que os jovens com menos de 35 anos, os millennials, são aqueles que se mostram mais motivados e com vontade para desenvolver o seu próprio negócio, com uma média nacional de 78%, muito acima dos 67% registados pelos adultos entre os 35 e os 49 e dos 55% dos séniores com mais de 50 anos de idade.

Contudo, ao analisarmos o potencial para empreender, verifica-se que apesar da vontade existir, as pessoas não conseguem passar à prática, uma vez que apenas 36% dos inquiridos (um número ainda mais baixo e que em 2015 obteve 39%) pretende vir a criar o seu próprio negócio. E esta realidade afeta não só os grupos etários mais velhos, como os “jovens millenials”, abaixo dos 35 anos de idade, que nesta análise apenas 44% se manifestaram de forma positiva.

Para Monica Milone, General Manager da Amway Iberia, “é muito positivo comprovar que a atitude favorável ao empreendimento na 7ª Edição do AGER cresceu. É um sinal claro de recuperação e vontade que a sociedade portuguesa quer mudar algo. Por outro lado, a percentagem referente ao potencial empreendedor baixou no presente ano e é uma variável em que apenas as empresas privadas e a sociedade, em conjunto com as entidades governamentais e de ensino público e privado devem trabalhar para inverter essa atitude”. Monica Milone defende ainda que “é necessário dar mais apoio aos cidadãos, oferecendo-lhes melhor formação e incentivando-os a empreender. É por isso que a oportunidade de negócio que a Amway oferece, de baixo risco, baixo investimento e com formação contínua e gratuita é tão valorizada no mercado e o motivo para o aumento do número de portugueses interessados em criar um negócio próprio com a empresa, nos últimos anos”.

Em termos geográficos, Lisboa (72%) e Alentejo (71%) são as áreas regionais do nosso país que demonstram uma atitude empreendedora mais positiva, por oposição ao Algarve (48%).

As principais motivações para a criação do próprio emprego continua a ser o mesmo ao longo dos anos: ser o seu próprio chefe (45%), seguido da “concretização de ideias pessoais” (38%) e a possibilidade para regressar ao mercado de trabalho (35%). A conciliação entre trabalho, família e lazer (19%) e a obtenção de uma segunda fonte de rendimento (17%), foram outras opções apresentadas.

Um dos objetos de estudo deste ano e desenvolvido pela Amway, pelo segundo ano consecutivo, é o Índice do Espírito Empreendedor Amway (AESI), que se baseia na “Teoria do Comportamento Planeado” de Icek Azien, medindo três variáveis que influenciam a intenção de uma pessoa iniciar um negócio: Desejo (pela realização das próprias ideias), Viabilidade (relacionada com a educação e formação, as competências necessárias para iniciar um negócio) e Estabilidade (contra a pressão social, família e/ou amigos). Esta inovadora métrica de análise pretende indicar de que forma as pessoas estão inclinadas e predispostas para começar um negócio.

A análise é efetuada pela média de respostas em cada um dos pilares e numa escala de 0 a 100, sendo que o 100 indica que todos os entrevistados do país responderam positivamente às três perguntas.

Este ano, a média em Portugal foi de 46 de 100 pontos, mantendo-se num nível inferior face à média global (50 pontos) mas superior à Europeia (45%).

Outro subtema analisado no AGER 2016 foi também a perceção dos portugueses relativamente ao futuro do empreendedorismo. Pensando a curto-médio prazo, para os próximos cinco anos, 28% dos inquiridos acredita que as pessoas estarão mais empregadas, com o seu próprio emprego, 25% acha que a situação se vai manter idêntica ao que se regista hoje em dia e 30% não abona o empreendedorismo de forma tão positiva. Desta forma, os inquiridos portugueses demonstram uma opinião difusa em torno do futuro do autoemprego

A primeira interação do AGER aconteceu em 2010 como o Relatório Europeu de Empreendedorismo da Amway, foi expandido para o mundo em 2013, abrangendo 24 países. Este ano o relatório expandiu-se a 45 países, com entrevistas pessoais e telefónicas conduzidas por mais de 50.000 homens e mulheres, com idades entre os 14 e os 99 anos. O AGER 2016 foi conduzido pela Amway, com o apoio da Professora Drª. Isabell M. Welpe, presidente de Estratégia e Organização na Universidade Técnica de Munique, Alemanha. O trabalho de campo foi completado pela Gesellschaft fuer Konsumforschung (GFK) da Nuremberga, desde Abril a Junho. Os resultados são partilhados com a comunidade científica, incluindo os 45 orientadores académicos AGER e todos os interessados como instituições académica e públicas e think tanks.

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