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Tudo o que é preciso saber sobre Crédito Formação

      
Tudo o que é preciso saber sobre Crédito Formação
Tudo o que é preciso saber sobre Crédito Formação  |  Fonte: ComparaJá

A formação superior tem vindo a registar um aumento geral no número de alunos inscritos, sendo que o número de alunos no Ensino Superior Privado inverteu a negativa tendência em 2014 e tem vindo a aumentar de forma gradual desde então. Mas as subidas não se ficaram pelo número de alunos, uma vez que o material de suporte (como livros, computadores, etc) está cada vez mais caro, sem contar com os custos de vida.

Todos os estes fatores levam a que seja necessário para alguns estudantes recorrer a financiamento para esta etapa da vida, e é importante que o façam de forma informada sem pôr em risco o seu futuro financeiro.

Em Portugal, uma vez que o Crédito com Garantia Mútua (em que o Estado se assume como fiador) continua sem regressar ao ativo, as soluções de financiamento para formação podem passar pelo Crédito para Formação.

O crédito para formação é um produto de Crédito Pessoal com condições específicas para a aquisição de educação e materiais necessários para a mesma como computadores, materiais de estudo, etc.

Este tipo de financiamento pode ainda ser usado para formações que garantem um grau académico (como Licenciaturas ou Mestrados, por exemplo) ou para outras formações que não atribuem grau académico como pós-graduações, formações técnicas e outras.

Uma das especificidades interessantes é a possibilidade de existir um período de carência, durante o qual apenas é necessário reembolsar os juros aplicáveis ao crédito. Esta fase é normalmente limitada ao período do empréstimo acrescido de 6 meses após o término da formação, e deverá ser ponderada a sua requisição principalmente pelos proponentes a licenciaturas, uma vez que a procura do 1º trabalho poderá ser mais demorada.

Como calcular o valor necessário de financiamento?

O primeiro passo para se candidatar a um empréstimo será calcular o valor total que será necessário para se poder obter simulações exatas e tomar decisões informadas.

Alguns dos custos a ter em consideração para calcular o valor total:
1. Custo das propinas
2. Custo da alimentação
3. Custo de habitação (se for o caso)
4. Custo dos transportes

Depois de somados estes custos e aferido o valor do crédito, importa simular e perceber qual é aquele que tem menos custos para o cliente, o que pode fazer aqui.


Como descobrir quanto é que um empréstimo custa na totalidade?

Existem três siglas que é muito importante conhecer quando se procura um crédito, sendo elas a TAN, a TAEG e o MTIC.

TAN - Taxa Anual Efetiva é o indicador que o informa sobre a taxa de juro a que estará sujeito o capital emprestado, mas é a taxa seguinte (a TAEG) que deve utilizar para comparar custos entre bancos.

Usando a TAEG que inclui encargos com juros, despesas de processo e comissões, englobando igualmente os custos do seguro do crédito temos um ótimo indicador para comparar o custo total de um crédito pessoal entre as várias entidades.

E por último, o indicador mais preciso de todos, o MTIC - montante total imputado ao consumidor diz-nos o custo final total do crédito, ou seja quanto vai acabar por pagar na totalidade pelo empréstimo contraído. Normalmente aparece da seguinte forma:

* Montante de financiamento de €10.427,53
* Montante total imputado ao consumidor de €13.708,12.


Que condições existem para pedir um Crédito Formação?

Será sempre necessário apresentar um certificado de matrícula para a concessão deste produto, documento este que poderá requisitar na entidade formadora.

Além deste documento, são também necessários todos os outros que são normalmente exigidos pelas entidades financeiras.

* Documento de Identificação: Cartão de Cidadão (CC) ou Bilhete de Identidade (BI).
Se tiver outra nacionalidade que não a portuguesa, deve levar uma autorização de residência.
* Cartão de Contribuinte, caso não tenha Cartão do Cidadão.
* Comprovativo de morada, tais como faturas de água, luz, telefone (fixo ou móvel), gás ou TV por cabo.
* Comprovativo de rendimento: no caso de trabalhador por conta de outrem, recibos de vencimento dos últimos meses; no caso de sócio gerente ou trabalhador por conta própria, a última declaração de IRS; e no caso de reformado, o último comprovativo de reforma.
* Comprovativo de IBAN (International Bank Account Number): cópia do cartão multibanco e talão do multibanco com IBAN ou comprovativo de IBAN impresso através do site do seu banco.
* Note que os bancos têm acesso a um relatório com o seu histórico de crédito, como parte do seu processo de avaliação. Assim, além dos documentos acima referidos, manter um bom histórico de crédito e demonstrar capacidade de pagar o empréstimo serão fatores importantes para assegurar a aprovação da sua solicitação.

Uma vez que a linha de Crédito de Garantia Mútua do Estado não se encontra ainda a funcionar, na vertente atualmente disponível a necessidade ou não de apresentar fiadores será negociada pelo banco caso a caso.

Como em qualquer crédito, existe um processo de avaliação do pedido em que se verifica a capacidade para reembolso dos titulares.


O dinheiro chega ao cliente sempre de forma igual?

As várias instituições oferecem formas diferentes de usufruir do empréstimo, algumas fazem a transferência do montante total, outras permitem que se liberte o valor através de tranches.

Deve ser mantido em mente que assim que o crédito for atribuído, e existindo período de carência de capital, durante este período estará sujeito ao pagamento mensal do valor dos juros.

As condições podem alterar-se durante o crédito?

Sendo um produto que tem condições melhores no geral do que o crédito pessoal para outras finalidades, está também sujeito, por vezes, a algumas condições diferentes.

Alguns bancos e financeiras aplicam uma “sanção” no caso da média de notas ser inferior a um determinado valor pré-acordado, ou de o estudante não completar o semestre com sucesso. Esta penalização passa normalmente por um aumento do spread a que o crédito está sujeito, mas poderá passar por outras ações.

Já sabemos como financiar a aprendizagem, a parte mais difícil será escolher o que aprender, mas independentemente da opção, devemos recordar-nos das famosas palavras de Benjamin Franklin: “O investimento em conhecimento garante a melhor rentabilidade”.

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