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DEVE confiar mais nos seus instintos segundo estudo da Universidade de Cambridge

      
DEVE confiar mais nos seus instintos segundo estudo da Universidade de Cambridge
DEVE confiar mais nos seus instintos segundo estudo da Universidade de Cambridge  |  Fonte: Shutterstock

Se não toma decisões segundo os seus instintos, talvez seja uma boa altura para começar. De acordo com a pesquisa publicada no Scientific Reports, a sua capacidade de interpretar os seus instintos ajuda-o a tomar decisões importantes. Isto foi descoberto este ano por investigadores da Universidade de Cambridge e Sussex.

Estes instintos são sensações internas do organismo que guiam o nosso comportamento. Em vez de compilar informações e de tomar decisões com os sentidos, estas sensações percetivas compilam as informações e tomam decisões sobre os nossos corpos. Elas podem “reportar qualquer reação do seu corpo” e “identificar estados de fome, de sede, de dor ou de ansiedade” de acordo com o Science Daily.

O neurologista Antonio Damásio explicou também outros pontos a seguir. É esta última habilidade das sensações percetivas que funciona bem na tomada de decisões importantes. As pesquisas revelam que essas decisões são acompanhadas de mudanças fisiológicas subtis, como a aceleração dos batimentos cardíacos. Estas mudanças são conhecidas como marcadores somáticos. O estudo informa que “essas respostas dizem ao nosso cérebro o que pensar da decisão, afastando-nos de apostas com resultados negativos e aproximando-nos de resultados positivos”.

Os investigadores de Londres testaram a teoria com investidores financeiros. Reuniram 18 homens que atuavam na área e pediram-lhes que contassem os seus batimentos cardíacos sem tocar no seu peito ou pulso. Os cientistas compararam os resultados dos 18 participantes com os do grupo de controlo, que continha 48 estudantes. Os investidores “saíram-se bem melhor, com uma média de acertos bem superior aos do grupo de controlo”. E quanto maior a experiência na área, maior o número de acertos.

Estas descobertas confirmam um grande segredo do mercado de ações: ele é movido pela emoção, não pela lógica. Outro estudo descobriu que até mesmo os investidores mais antigos tinham palpitações antes de tomar decisões. As vendas de ações são feitas essencialmente com base na reação dos investidores aos dados e não nos dados em si.

Mas existem ressalvas neste estudo de Cambridge, por exemplo, o facto dos investigadores terem testado apenas homens. E mesmo que algumas profissões deixem as pessoas mais conscientes dos seus batimentos cardíacos, tudo o que o estudo de Cambridge demonstra é que existe uma relação entre a deteção de batimentos cardíacos e a deteção de riscos. “É um ponto inicial para um estudo mais controlado” admite Coates, um dos cientistas do projeto. “Existe uma parte do nosso cérebro que envia sinais para o nosso corpo, e essa comunicação funciona bem”.



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