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Como falar melhor em público com a ajuda do seu cão

      
Como falar melhor em público com a ajuda do seu cão
Como falar melhor em público com a ajuda do seu cão  |  Fonte: Shutterstock

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Tem que fazer uma apresentação para um público da sua universidade e já está tudo preparado. Slides perfeitos, com informações concisas e efeitos visuais começam a colorir a tela no auditório. Está nervoso, mas ainda não gaguejou uma única vez e a linguagem corporal parece estar bem. No entanto, a plateia está bastante resistente.

Assim que passa para o segundo slide, um homem levanta-se e sai da sala. Na primeira fila, o seu professor luta para não passar pelas brasas na cadeira. Ao aperceber-se deste cenário, tenta alterar a voz para um tom mais alto e começar a gesticular e a caminhar pelo palco, na tentativa de captar a atenção do público entediado.

Estas técnicas funcionam muito bem com uma plateia humana e também com um público canino, mais precisamente com Teddy, um Jack Russell Terrier, e Ellie, um Boiadeiro de Berna. A American University (AU), em Washington, nos Estados Unidos, conduziu uma experiência para controlar a ansiedade dos estudantes da sua escola de negócios ao falar em público. No projeto, os alunos faziam apresentações importantes para cães. O objetivo é tentar manter a atenção destes fiéis amigos do homem durante o tempo todo em que o aluno estiver a falar.

Terapia com cães Segundo os estudos realizados pelos participantes do programa, treinar discursos e apresentações com cães pode ajudar a baixar a pressão arterial, a diminuir o stresse e a melhorar o humor. Como os animais não falam, nem fazem julgamentos, a pessoa sente-se mais à vontade para praticar.

The audience dogs, que em português pode ser traduzido como “os cães audiência”, é o nome do projeto desenvolvido por Bonnie Auslander, apaixonada por cães e diretora do Centro Kodog para Comunicação em Negócios da AU, que ajuda estudantes a desenvolverem habilidades de escrita e de discurso.

Depois da febre das terapias com cães para reduzir o stresse, a diretora decidiu embarcar na moda e fazer um teste com seus estudantes que sofriam de ansiedade durante as apresentações. Para isso, o Centro recrutou os cães da vizinhança, que foram escolhidos pela sua personalidade tranquila e amigável.

Em entrevista ao The New York Times, Zachary Fernebok, um estudante de mestrado na instituição, disse que era completamente cético em relação à experiência. “Eu nunca tinha apresentado um trabalho académico para um cão”, contou a rir-se. A apresentação que Zachary está a praticar agora é a sua tese final do mestrado, por isso há uma expectativa enorme para que tudo corra como planeado. “Eu superei o ceticismo em relação ao projeto, porque sei que o cão pode ser muito mais do que ‘o melhor amigo do homem’. Ele pode ser ‘o melhor terapeuta do homem”, disse.

Os resultados desta experiência ainda não são precisos, mas os estudantes afirmam ter ficado mais calmos e felizes ao apresentar os trabalhos aos animais. A seguir, veja o vídeo da experiência publicado pelo The New York Times:



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