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Millenials vão mas podem voltar, é tudo uma questão de prioridades

      
Millenials vão mas podem voltar, é tudo uma questão de prioridades
Millenials vão mas podem voltar, é tudo uma questão de prioridades  |  Fonte: Shutterstock Brasil

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“Millennials@Work: expetativas sobre as empresas e lideranças em Portugal”, é um estudo recente, promovido por BCSD, Deloitte Portugal e Sonae e que conclui que:

  • Metade dos millennials espera sair da organização onde trabalha nos próximos cinco anos
  • Geração ambiciona novas oportunidades e experiências profissionais diversificadas
  • Trabalho à distância, flexibilidade de horários e utilização de dispositivos móveis são encaradas como alavancas à produtividade
  • Maioria dos inquiridos considera que as suas competências de liderança não estão a ser suficientemente desenvolvidas
  • Carreiras boomerang, flexibilidade, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e espaço para o crescimento e desenvolvimento do talento jovem, são alguns dos desafios colocados pela geração millennial às empresas, no que respeita à gestão de pessoas.
Esta geração dá prioridade cinco grandes pilares:
  • o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional,
  • o desafogo financeiro,
  • ter filhos e constituir família,
  • poder viajar
  • sucesso e empreendedorismo são questões que não estão no topo das suas preocupações.

Neste estudo, no qual participaram cerca de 2.000 millennials (55% do género feminino e 45% do género masculino), licenciados, empregados há mais de seis meses e a trabalhar em Portugal, procurou-se conhecer a visão e as expetativas dos millennials (jovens nascidos entre 1983 e 2000, que têm atualmente entre 17 e 34 anos e que representam 32% da população empregada em Portugal), relativamente às organizações, e analisar os desafios da atração e retenção destes jovens nas empresas. Concluiu-se assim que:
  • 50% dos inquiridos espera sair da organização onde trabalha nos próximos cinco anos
  • Apenas 29% pensa ficar mais do que cinco anos na atual organização
  • Oportunidades de aprendizagem e de aplicação de competências, a variedade de
  • experiências e o reconhecimento é o que os motiva a ficar numa organização
  • Ao optar por determinada organização para trabalhar, os millennials têm em conta aquelas que proporcionam equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o que significa ter mais tempo de lazer.
  • Equilíbrio pessoal e profissional é encarado como uma forma de reconhecimento, respeito e flexibilidade do trabalho.

Mais de 50% considera esta flexibilidade determinante para o work life balance, sendo o trabalho à distância (59%), a flexibilidade de horários (56%) e a utilização de dispositivos móveis (45%) encaradas como alavancas à produtividade.

“As organizações não podem ficar indiferentes à vontade dos millennials de desejarem ter múltiplas experiências e desafios, sob o risco de verem os seus talentos partir. A mobilidade e a rotatividade são uma realidade com a qual as organizações têm de viver e que devem abraçar, repensando a forma como percecionam as carreiras para uma lógica de maior abrangência e pluralidade, nomeadamente através de uma gestão e acompanhamento mais próximo de alumni e até através da criação de ofertas de emprego conjuntas com outras organizações”, destaca Sérgio do Monte Lee, partner da Deloitte Portugal.

Desenvolver competências e capacidade de liderança

Para os millennials o seu trabalho teria mais significado e impacto se pudessem:
  • dedicar mais tempo ao desenvolvimento de competências,
  • dedicar mais tempo à discussão de novas ideias e abordagens
  • envolver-se mais em programas de coaching e mentoring
  • reduzir o tempo que perdem com a gestão de emails, sendo benéfico apostar-se numa redução de quase nove horas semanais, para apenas seis.  
  • apostar mais no desenvolvimento das suas competências de quase duas horas semanais, para mais de quatro.

Quanto à liderança, a maioria dos inquiridos considera que as suas competências de liderança não estão a ser suficientemente desenvolvidas além de existir também uma certa escassez de oportunidades nesta área. 81% aspira tornar-se líder na sua carreira ou área de especialidade ainda que a carreira não surja no topo das suas prioridades de vida. A aposta e o desenvolvimento de novos líderes são fatores fulcrais para a retenção de talento nas organizações, segundo os millennials, que definem ainda um líder como sendo alguém inspirador e apaixonado, com um pensamento estratégico e competências interpessoais.

Esta geração acredita também na importância dos valores sociais das empresas onde trabalham ou gostariam de trabalhar.
A maioria dos millennials acredita que o setor privado (45%) e o governo (28%) são os agentes com maior capacidade de influência na sociedade, sendo que apenas 26% dos inquiridos considera que os seus líderes estão empenhados em melhorar a sociedade, com 53% a afirmar que as empresas não têm ambições para além do lucro e 82% a defender que as empresas se centram nos seus objetivos em vez de considerar a sociedade. Pouco mais de metade dos millennials (53%) reconhece que as empresas atuam em conformidade com os princípios éticos.

“Os millennials encaram as organizações como catalisadores de mudança na sociedade, mas consideram que os seus líderes não estão empenhados em usar o seu poder para a melhorar. Este gap torna-se mais relevante quando ficamos a saber que 90% dos inquiridos consideram os princípios éticos e os compromissos da empresa com os valores sociais (86%) serem importantes ou muito importantes na hora de selecionarem uma empresa para trabalhar.[...]Os millennials esperam que as empresas do futuro consigam ir para além do lucro e que assumam um compromisso evidente com o seu propósito na sociedade, que são premissas defendidas desde sempre pelo BCSD”, defende Sofia Santos, secretária geral do BCSD Portugal.

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