Estudo da UMinho procura fomentar empregabilidade jovem

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O domínio de línguas e ferramentas tecnológicas e a capacidade de iniciativa e de resolução de problemas são as competências mais valorizadas no mercado, de acordo com o estudo de Sílvia Monteiro, do CIEd.
Este estudo avaliou o percurso de cerca de 900 finalistas e recém-licenciados da UMinho e defende que os graduados que encontram logo trabalho têm aptidões que os diferenciam dos restantes colegas.
As aptidões apresentadas como sendo mais determinantes são as competências práticas e transversais, como o domínio de línguas e ferramentas tecnológicas, a capacidade de iniciativa e a resolução de problemas. Por outro lado, uma das dificuldades sentidas pelos jovens adultos relaciona-se com as estratégias de procura de emprego. Sílvia Monteiro, do Centro de Investigação em Educação (CIEd), afirma que “a realidade tende a ser semelhante a nível nacional”.
Intitulado “Da formação académica à inserção profissional: Fatores de impacto na empregabilidade de diplomados portugueses”, este projeto de pós-doutoramento iniciou há três anos, em plena crise económica, “num contexto socioeconómico marcado por um elevado índice de competitividade e um mercado cada vez mais exigente”. Foram inquiridos alunos das áreas da Engenharia, da Economia, do Direito e das Ciências Sociais e Humanas, com o objetivo de cruzar um conjunto de fatores no momento final de formação e 18 meses depois: “Auscultou-se o percurso académico de cada um, nomeadamente as médias de ingresso, o rendimento ao longo do curso e as experiências extracurriculares, a forma como põe em prática estratégias para alcançar os seus objetivos, as suas perceções sobre o domínio de competências e a entrada no mercado de trabalho, entre outras variáveis”, contextualiza a investigadora, orientada por Leandro Almeida, coordenador do ObservatoriUM - Observatório dos Percursos Académicos dos Estudantes da UMinho, e por Adela García-Aracil, investigadora da Universidade Politécnica de Valência (Espanha).
O projeto revelou:
Apesar das características pessoais serem importantes nesta transição para o mercado laboral, Sílvia Monteiro destaca outros fatores estruturais que “mexem” com as expetativas dos jovens em relação ao seu futuro: “Sabe-se que, devido à conjuntura atual, há áreas com maior empregabilidade do que outras. Por exemplo, alunos das Ciências Sociais e Humanas tendem a partilhar perceções menos positivas do que os da Engenharia. O que parece afetá-los mais nesta avaliação não é tanto a questão da autoeficácia, mas sim o estado do mercado”, realça. “Não se pode colocar a responsabilidade apenas no graduado”, acrescenta.
Os resultados mostram também que as competências de empregabilidade que suscitam maior desconforto, independentemente da área de estudo ou do perfil são:
Para a psicóloga este “é um indicador relevante que permite refletir sobre o que deve ser feito para apoiar os estudantes na sua preparação para o mundo do trabalho”.
Em Portugal, as universidades estão a apostar cada vez mais na promoção de programas que visam uma melhor integração profissional dos seus diplomados. Na Universidade do Minho destaca-se o projeto “EEGenerating Skills”, da Escola de Economia e Gestão, que tem ajudado a diferenciar os seus formandos com iniciativas orientadas para o desenvolvimento de competências transversais.
O projeto de investigação prolonga-se até 2020 e é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Até lá serão ainda analisadas as perceções das entidades patronais para perceber o que procuram nos candidatos. “Queremos que estes resultados possam originar planos de ações capazes de contribuir para a melhoria das taxas de emprego dos nossos graduados e para os estudos na área a nível nacional e internacional”, conclui Sílvia Monteiro.
Para este ano letivo de 2017/2018 a UMinho oferece 55 licenciaturas e mestrados integrados, num total superior a 2700 vagas. Somam-se ainda 529 vagas para alunos internacionais. As áreas com mais lugares são Direito, Medicina, Enfermagem e as engenharias Informática, Mecânica, Gestão de Sistemas de Informação e Eletrónica Industrial e Computadores. Há sete cursos em horário pós-laboral: Contabilidade, Marketing, Música, Negócios Internacionais, Direito, Educação e Engenharia e Gestão e Sistemas de Informação, englobando mais de 200 vagas. Os três últimos estão também disponíveis em regime normal.
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