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Novo biomarcador para deteção precoce do cancro do pâncreas descoberto por investigadores da Universidade do Algarve

      
Novo biomarcador para deteção precoce do cancro do pâncreas descoberto por investigadores da Universidade do Algarve
Novo biomarcador para deteção precoce do cancro do pâncreas descoberto por investigadores da Universidade do Algarve  |  Fonte: Universidade do Algarve

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Inês Faleiro e um grupo de investigadores do Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR) da Universidade do Algarve, liderados por Pedro Castelo-Branco, descobriram a existência de um gene envolvido no processo de desenvolvimento e progressão da doença e que pode ajudar no diagnóstico e prognóstico do cancro do pâncreas, um dos mais difíceis de detetar.

O cancro do pâncreas é um dos mais difíceis de detetar e está entre os que tem maiores taxas de mortalidade

cancro do pâncreas um dos cancros que apresenta maior taxa de mortalidade devido a um diagnóstico tardio, o que faz com que esta descoberta ganhe especial importância, sobretudo a longo prazo e se implementada na área clínica, possa contribuir para uma deteção mais rápida da doença, possibilitando maior eficácia em termos de tratamento e podendo vir a permitir, no futuro, contrariar as dececionantes taxas de sobrevivência neste tipo de cancro.

Deteção mais rápida da doença pode aumentar a eficácia do tratamento e as taxas de sobrevivência

Esta investigação, levada a cabo pelo grupo de Epigenética e Doença Humana do CBMR, mostra, assim, que a metilação do THOR, uma região específica do gene da telomerase, que tem a particularidade de estar sempre “ativo” em casos de cancro, permite detetar a doença numa fase em que esta ainda não pode ser detetada a “olho” quando vista ao microscópio.

Medição do THOR permite avaliar estádio de evolução da doença e o grau de agressividade

No entanto, o potencial da descoberta deste novo biomarcador vai ainda além das possibilidades de diagnóstico uma vez que, sendo mensurável em termos de percentagem, a análise dos níveis de metilação do THOR oferece aos investigadores importantes dados de prognóstico para compreender, em cada paciente, qual o estádio de evolução da doença e, inclusivamente, o seu grau de agressividade.

Esta descoberta revela ainda que pacientes com elevados níveis de metilação do THOR apresentam tempos de sobrevivência inferiores e, pelo contrário, pacientes com baixos níveis de metilação do THOR parecem apresentar melhores perspetivas de tratamento.

Universidade do Algarve é uma das 31 universidades portuguesas que integram a rede Universia em Portugal e uma das 1341 a nível ibero-americano.

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