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Cerca de 75% dos jovens portugueses acreditam que vão ter uma profissão valorizada no futuro

      
Fonte: Shutterstock
Durante o mês de junho a rede Universia e a comunidade de emprego Trabalhando.com lançaram uma sondagem na qual se pretendia apurar quais as profissões que os jovens consideram ter mais futuro, confrontando estes dados com o curso ou área que escolheram ou pretendem escolher.

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Participaram neste estudo 10 dos 23 países da rede ibero-americana Universia, tendo sido recolhida uma amostra de 4.621 indivíduos, 635 dos quais portugueses.

Quando questionados sobre a que área do conhecimento pertence o seu curso, 27% dos jovens portugueses referiu que o seu curso se integra na área das Ciências Exatas – valor que contrasta com os dados globais, nos quais apenas 16% refere ter optado por uma carreira nesta área - seguidos de 25 % que se encontram a frequentar um curso na área de Gestão e Administração de Empresas. Seguem-se depois as Ciências Sociais que representam aqui 18% dos inquiridos a nível nacional e o Desporto com 14% das escolhas, valor que volta a contrastar com o cenário global onde apenas 3% dos inquiridos referem estar a tirar ou ter tirado um curso nesta área. Registaram-se ainda 9% de respostas de jovens que se encontravam a frequentar, ou que já tinham frequentado um curso na área da Saúde; 6% na área das Artes e Humanidades; e, curiosamente, a área de Desenho e Tecnologia não foi aqui representada, apesar de no estudo a nível global ter tido uma representação de 15%. (Gráfico 1).

Ainda no que se refere aos jovens portugueses, 75% dos inquiridos neste estudo acreditam que a profissão que escolheram seguir será bem valorada nos próximos dez anos. A nível global esse valor não difere muito, tendo registado 78% das respostas. (Gráfico 2).

Quando questionados sobre quais as carreiras que acreditam ter mais futuro, os portugueses mantiveram-se alinhados com grande parte dos jovens dos outros países, destacando as chamadas Profissões de STEM (ciência, tecnologia, matemáticas e engenharias, na sigla em inglês), sobretudo as áreas de tecnologia como: Mobile Developer (8%); Digital Marketing Manager, Desenvolvimento de Software, Responsável de SEO e Robótica, todos eles com (7%); Programador web 2.0, com 6%; Enfermeiro e Desenvolvimento de Software com 5%; Auditor web, Consultor, Gastronomia e alta cozinha, Engenheiro eletrotécnico, Matemáticas com 4%. Quanto às restantes respostas, o destaque vai para a Engenharia agrícola que não registou qualquer simpatizante a nível nacional, mas que representou ser uma das áreas eleitas por 3% dos participantes globais neste inquérito a nível ibero-americano.

Perante a pergunta “Estudaste, estudas ou prevês estudar uma destas disciplinas?”, 57 % dos jovens portugueses assegurou que a sua carreira faz parte das chamadas ”profissões STEM”, em alinhamento com os seus pares ibero-americanos (55%).

Quanto aos fatores que foram tidos em conta para a eleição da área de estudo, e em alinhamento com o inquérito anterior, 73% teve em conta as necessidades do mercado de trabalho, valor que desce consideravelmente a nível global para os 30%. Seguem-se 20% que referem o interesse pela área de conhecimento – valor que a nível global sobe para os 58% - e as possibilidades económicas, que pesaram na escolha do curso para 7% dos portugueses que participaram nesta sondagem. A decisão familiar apenas foi relevante para 1% dos portugueses.

Como resultado deste inquérito denota-se uma clara preocupação com a durabilidade da vida profissional no futuro dos jovens portugueses. A aposta em áreas técnicas e sociais, e a escolha em áreas diretamente ligadas à saúde revela que os portugueses acompanham as tendências gerais das profissões do futuro.

Para Bernardo Sá Nogueira, diretor geral do Universia e da comunidade Trabalhando em Portugal, estes dados vêm revelar que os “estudantes, no caso de Portugal, estão muito preocupados com o seu futuro profissional, mas que estão animados face ao mesmo, o que revela uma maior autoestima dos nossos jovens, o que já de si é extremamente positivo”.

Dados relevantes de participação: entre os inquiridos, 55 % eram mulheres; e 45 % homens, valor que não diferiu muito a nível global (54% e 46%, respetivamente). Relativamente à idade, aqui vamos encontrar diferenças mais díspares, sendo que 43% dos portugueses que participaram neste curso tem menos de 22 anos, seguido de 34% dos inquiridos com idade entre os 23 e os 30 anos. Apenas 6% da amostra nacional refere ter mais de 46 anos. A nível global 32 % revelou ter entre 23 e 30 anos, seguido de 28% que refere ter entre os 31 e os 45 anos e 22% que referem ter mais de 45 anos. O perfil da maioria dos inquiridos portugueses é universitário em curso (39%), seguido de 18% que já concluíram um mestrado, pós-graduação ou doutoramento e de 17% que se encontram a frequentar atualmente um mestrado, pós-graduação ou doutoramento. 17% dos inquiridos referem ainda ter concluído os estudos universitários (licenciatura) e 7% o ensino secundário. Quanto à amostra a nível internacional, como verificámos anteriormente, trata-se de uma amostra com outros intervalos no que respeita à idade e, como tal, isso vai refletir-se também no nível de estudos: 34% já concluiu o ensino universitário (licenciatura), seguido de 24% que se encontra a frequentar uma licenciatura e de 12% que se encontra a frequentar um mestrado, pós-graduação ou doutoramento e de 12% que refere ter o nível Técnico.

Consulte também o infográfico que se segue com os resultados globais deste estudo ibero-americano:





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