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Mulheres auferem menos 24% do salário que os homens segundo estudo da UMinho

      
Mulheres auferem menos 24% do salário que os homens segundo estudo da UMinho
Mulheres auferem menos 24% do salário que os homens segundo estudo da UMinho  |  Fonte: Universidade do Minho

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O estudo teve em conta uma amostra de 190  mil trabalhadores de mais de 1500 empresas privadas do país comparando os vencimentos entre trabalhadores dos diferentes sexos com a mesma idade e o mesmo nível de escolaridade. 

Relembramos também que numa sondagem de opinião feita em 2015, pela comunidade Universia e a Rede Trabalhando, 82% dos estudantes portugueses considerava que em igualdade de circunstâncias os homens têm uma maior oportunidade de crescimento na carreira.

Regressando a este estudo recente da Universidade do Minho, para Windy Noro, Luís Aguiar-Conraria e Miguel Portela (foto), os seus autores, “grande parte desta discriminação reside no acesso à profissão e ao tipo de empresa. Os homens tendem a trabalhar para as entidades que pagam melhor”.

Cruzando as bases de dados fornecidas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, este estudo revelou ainda que 65 a 70% das mulheres estão nas profissões mais mal pagas. Verificou-se também que a diferença salarial entre homens e mulheres é “diminuta” quando se aufere próximo do salário mínimo nacional, atingindo a diferença máxima em empregos com ordenados a rondarem os 800 a 1000 euros. A desigualdade salarial entre sexos atinge os 5% nas funções pagas entre os 1000 e 2000 euros por mês, voltando a crescer a partir daí. “O aumento da disparidade em salários elevados pode estar relacionado com o facto de as mulheres terem maior dificuldade em ocupar lugares de topo nas empresas. Em Portugal, apenas 12% das mulheres chegam a cargos de chefia”, contextualiza a mestranda Windy Noro.

Ainda de acordo com os dados recolhidos, os cursos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) são aqueles que dão acesso às posições mais bem pagas e que proporcionam menor desigualdade no mercado de trabalho. “Talvez porque estes profissionais têm uma produtividade mais fácil de medir e melhores alternativas de emprego”, explica Luís Aguiar-Conraria, docente da Escola de Economia e Gestão da UMinho. Embora as mulheres constituam 60% do meio universitário português, apenas três em cada dez opta por formações STEM. “Existe um problema de mentalidade na seleção do curso, quer por parte das famílias, quer por parte dos jovens. Ainda há muitos pais a pressionarem as filhas para escolherem áreas ditas femininas. É preciso mudar rapidamente esta mentalidade”, realça o colega Miguel Portela.

Empresas “devem ser obrigadas” a divulgar salários de todos

Segundo os autores deste estudo existem algumas estratégias que podem ser aplicadas com vista à redução das desigualdades salariais entre colegas de sexo diferente. Algumas destas estratégias passam, por exemplo, por “obrigar” as empresas privadas a divulgar todos os salários, levando os funcionários a exigirem igualdade em caso de injustiça. Estabelecer licenças de parentalidade obrigatórias de três meses para a mãe e o pai é outra das sugestões apontadas. “Queremos que a mulher se emancipe em termos profissionais, mas para isso é importante exigir também que o homem se emancipe na vida familiar”, conclui Luís Aguiar-Conraria.

Este estudo incidiu numa amostra de 190 mil trabalhadores (52% homens e 48% mulheres) de 164 profissões, com um rendimento médio de 1292 euros. Os salários foram dos 485 aos 19.575 euros por mês e a idade variou entre os 25 e os 60 anos.

Este ano letivo de 2017/2018 a UMinho oferece 55 licenciaturas e mestrados integrados, num total superior a 2700 vagas. Somam-se ainda 529 vagas para alunos internacionais. As áreas com mais lugares são Direito, Medicina, Enfermagem e as engenharias Informática, Mecânica, Gestão de Sistemas de Informação e Eletrónica Industrial e Computadores. Há sete cursos em horário pós-laboral: Contabilidade, Marketing, Música, Negócios Internacionais, Direito, Educação e Engenharia e Gestão e Sistemas de Informação, englobando mais de 200 vagas. Os três últimos estão também disponíveis em regime normal.

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