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Prémio de Investigação Colaborativa Santander Totta/Universidade NOVA de Lisboa entregue a projeto sobre “as estratégias dos decisores políticos”

      
Prémio de Investigação Colaborativa Santander Totta/Universidade NOVA de Lisboa entregue a projeto sobre “as estratégias dos decisores políticos”
Prémio de Investigação Colaborativa Santander Totta/Universidade NOVA de Lisboa entregue a projeto sobre “as estratégias dos decisores políticos”  |  Fonte: Banco SantanderTotta

A investigação premiada de Catherine Moury, Dima Mohammed e João Leite vai tentar demonstrar de que forma os decisores políticos – em Portugal, Espanha e França – procuram legitimar as suas escolhas em termos de políticas públicas junto da opinião pública, num momento em que os governos estão constrangidos por atores internacionais, nomeadamente pela União Europeia e os mercados financeiros.

A cerimónia de entrega do prémio realiza-se hoje às 18h00 na NOVA, contando com a presença do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, assim como do Reitor da Universidade NOVA de Lisboa, António Rendas, e do Presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro.

O grande vencedor de 2017 é o projeto A Política dos constrangimentos: Estratégias discursivas num jogo a três níveis. Tendo como investigadores principais Catherine Moury (IPRI-FCSH), Dima Mohammed (IFILNOVA-FCSH) e João Leite (NOVA LINCS-FCT), reúne cientistas políticos e investigadores da argumentação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) com cientistas na área da computação da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Esta multidisciplinariedade permitiu desenvolver uma metodologia inovadora que analisa tanto qualitativa como quantitativamente o discurso argumentativo. A intenção é avançar o conhecimento nestes três campos (Ciência Política, Argumentação e Computação) e criar oportunidades para construir futuras colaborações interdisciplinares.

Na investigação premiada procura determinar-se como os decisores políticos – em Portugal, França e Espanha – legitimam as suas escolhas em termos de políticas públicas junto da opinião pública, num momento em que os governos estão fortemente constrangidos por atores internacionais, nomeadamente pela União Europeia e os mercados financeiros. Adicionalmente, o estudo procura perceber se, e como, os políticos conciliam discursos como “não há alternativa”, que dão a ideia de que os mesmos estão desprovidos de poder e não conseguem fazer a diferença, com a legitimação política da sua função. No projeto, é estudado ainda como é que os atores não-governamentais, como os sindicatos, interagem discursivamente com os governos nestas circunstâncias. Finalmente, analisa-se como os “cidadãos comuns” percecionam e discutem argumentos apresentados por atores políticos.

Com um valor de 25.000 euros, o Prémio de Investigação Colaborativa Santander/Universidade NOVA de Lisboa, visa distinguir projetos de investigação a desenvolver por investigadores juniores da NOVA e que envolvam, pelo menos, duas das unidades orgânicas da Universidade. O prémio, de periodicidade anual, contempla sucessivamente projetos de investigação no âmbito das Ciências Sociais e Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas e Engenharias, tendo sido atribuído em 2016/2017 na área das Ciências Sociais e Humanas. Na cerimónia desta terça-feira estarão  presentes também alguns dos premiados ao longo dos 10 anos de existência.

A Universidade NOVA de Lisboa é uma das 31 universidades portuguesas que integram a rede Universia em Portugal e uma das 1407 a nível ibero-americano. Consulte também o nosso portal de mobilidade.

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