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Universidade do Minho tem o curso mais procurado do país

      
A licenciatura teve neste seu segundo ano de existência 170 candidatos em primeira opção para as 25 vagas do concurso nacional de acesso
A licenciatura teve neste seu segundo ano de existência 170 candidatos em primeira opção para as 25 vagas do concurso nacional de acesso

O curso de Criminologia e Justiça Criminalda Universidade do Minho foi o mais difícil de entrar neste ano letivo em todo o ensino superior público nacional. A licenciatura teve neste seu segundo ano de existência 170 candidatos em primeira opção para as 25 vagas do concurso nacional de acesso, o que significa que só 15% entraram.

Dito de outra forma, daria para abrir quase sete turmas. Os dados constam do “Índice de satisfação da procura” da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), que contrapõe o número de vagas com o dos alunos que colocaram essa formação em primeira opção entre os mais de mil cursos.

Para o diretor da licenciatura em Criminologia e Justiça Criminal, a grande procura deve-se à crescente importância social da área e à qualidade científica do corpo docente, envolvendo a Escola de Direito, a Escola de Psicologia e o Instituto de Ciências Sociais da UMinho.

“A sociedade requer especialistas no conhecimento da realidade psicológica, social e judicial do crime, pois são uma mais-valia na investigação forense, nos processos de interrogatório aos arguidos, no estudo da vitimologia, no apoio à reinserção social ou até na avaliação das questões do terrorismo, o qual é impensável combater sem criminólogos”, explica Fernando Conde Monteiro. Este campo de estudo “é recente em Portugal”, está afirmado em países como Reino Unido ou EUA e, por outro lado, mal despontou nos países em desenvolvimento, o que abre muitas portas aos futuros profissionais.

A aluna Margarida Moreira, de Paços de Ferreira, foi atraída “pela curiosidade de saber o que o criminoso faz e porque o faz”. A isso aliou o sonho de poder ser polícia e o imaginário das séries televisivas.

“Sinto-me muito feliz por ter conseguido entrar no curso mais procurado do país”, salienta. Há um ano, na estreia desta licenciatura, houve 254 candidatos em primeira opção para as vinte vagas do concurso nacional, logo apenas 7.9% entraram, mas foram quase 900 a elencá-lo nas seis escolhas possíveis no boletim de acesso ao superior.

O curso tem três anos de duração e decorre no campus de Gualtar, em Braga. Entre as próximas apostas da UMinho pondera-se a criação do mestrado e do doutoramento em Criminologia.

O “Índice de satisfação da procura” da DGES confirma também que a UMinho foi a que teve a nível nacional mais candidatos em termos proporcionais nos cursos de Estudos Orientais (Chineses e Japoneses), Design e Marketing de Moda, Engenharia Têxtil, Engenharia de Polímeros, Ciência Política, Negócios Internacionais, Química, Design de Produto, Engenharia de Materiais, Biologia Aplicada e Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação, entre outros. A UMinho oferece 55 licenciaturas e mestrados integrados, num total superior a 2700 vagas.



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