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Como aplicar a Lei de Parkinson aos estudos?

      
Cyril Parkinson defende que quanto mais tempo se tem para realizar uma tarefa mais tempo levamos a concluí-la
Cyril Parkinson defende que quanto mais tempo se tem para realizar uma tarefa mais tempo levamos a concluí-la
  • “O trabalho expande-se de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização”.
  • “O homem mais ocupado é o que mais tempo livre tem”.
  • “O tempo dedicado a qualquer tema da agenda é inversamente proporcional à sua importância”.

Saber gerir o tempo é fundamental para conseguir obter rendimento nos estudos. A Lei de Parkinson pode ajudar a lutar contra a procrastinação e reflete sobre aspetos essenciais relacionados com a forma como trabalhamos.

Cyril Parkinson, um historiador britânico do século XX, defendeu que “o trabalho expande-se de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização” o que é o mesmo que afirmar que quanto mais tempo se tem para realizar uma tarefa, mais tempo levará até que esteja concluída. Assim, segundo Parkinson, se tivermos um dia para fazer uma tarefa que demoraria 30 minutos, levaremos esse mesmo dia para terminá-la.

Esta é a essência da Lei de Parkinson revelada pela primeira vez em 1955 num artigo publicado no The Economist. “O homem mais ocupado é o que mais tempo livre tem”, acrescentou o historiador, ou seja, o que varia não é o tempo livre, mas a eficácia durante o tempo de execução.

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Uma outra lei defendida por Parkinson diz que “o tempo dedicado a qualquer tema da agenda é inversamente proporcional à sua importância” o que significa que muitas vezes se dedica mais tempo ao que é menos importante.

Mas afinal como administrar o tempo de estudo aplicando os ensinamentos de Parkinson? Existem algumas regras que podem ajudar na gestão das tarefas.

1) A regra dos dois minutos

Esta é uma regra básica, mas muito eficiente. Desenvolvida pelo especialista em produtividade David Allen sustenta que toda a tarefa que requer pouco tempo, um máximo de 2 minutos, deve realizar-se logo, evitando ser planificada. Assim poupa-se tempo, reduz-se a quantidade de temas pendentes e criam-se hábitos e rotinas de trabalho.

2) A técnica de Pomodoro

Baseada na filosofia do “time boxing” foi criada pelo italiano Francesco Cirillo que criou este método com o objetivo de fixar um tempo máximo para conseguir atingir objetivos, tomar decisões e realizar tarefas. Utiliza-se um relógio para dividir o tempo de estudo em intervalos de 15 minutos, denominados “pomodoros”. Por cada “pomodoro” correspondem 5 minutos de descanso e por cada 4 períodos de trabalho o tempo de descanso deverá situar-se entre os 15 e os 20 minutos.

É importante que no tempo dedicado ao trabalho não exista nenhum tipo de distração e que durante o tempo de descanso não se realizem esforços mentais. O objetivo é fomentar a agilidade mental e evitar o cansaço mental.

3) Restrições também podem criar liberdades

Diminua o tempo planeado para cada tarefa, aumente a pressão, conseguindo terminar as tarefas no menor espaço de tempo possível e tenha mais tempo livre depois.

4) Gestão de energia, não apenas de tempo.

Cada pessoa é diferente e em consequência os tempos em que somos mais produtivos também diferem. Existem pessoas que trabalham melhor de manhã e outras à tarde.  Aproveitar as horas de maior rentabilidade pode contribuir para uma importante melhoria nos resultados.



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