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A medicina do futuro aposta na biotecnologia com impressão em 3D

      
As impressoras 3D já estão a dar novos rumos aos tratamentos médicos
As impressoras 3D já estão a dar novos rumos aos tratamentos médicos
  • A impressão 3D, a robótica e a biotecnologia aplicadas ao mundo da medicina prometem revolucionar a área da saúde e aumentar a longevidade dos humanos.
  • Agora é possível criar orelhas, ossos e outras partes do corpo e enviar para impressão 3D.
  • Na Austrália, está a ser desenvolvido o primeiro instituto para bioimpressão de ossos e tecidos humanos.

A produção tridimensional é o grande desafio atual da engenharia com fins médicos. As impressoras 3D já estão a dar novos rumos aos tratamentos médicos, permitindo criar próteses personalizadas e réplicas de órgãos.

Por exemplo, existem pessoas que por causa de um acidente têm que retirar ossos dos joelhos e necessitam colocar uma prótese para que se possam movimentar.

O problema é que nem sempre se conseguem criar próteses que se adaptam perfeitamente ao doente e nesse caso podem surgir dores ou outras limitações. Com a impressão 3D é possível oferecer próteses com as medidas exatas da pessoa.

A partir de exames com ressonância magnética e tomografia computorizada, é viável transmitir as dimensões precisas da estrutura óssea a um software para modelos 3D. Quanto esta etapa é concluída basta enviar o modelo para impressão. Os exemplos do sucesso desta tecnologia são imensos, já foi possível colocar numa mulher parte de um crânio modelado em 3D ou num homem uma prótese das costelas.

O primeiro hospital adaptado para desenvolver a medicina do futuro

Em consequência dos avanços da impressão 3D, o primeiro hospital adaptado para desenvolver a medicina do futuro é agora uma realidade. Na Austrália, está a ser desenvolvido o primeiro instituto para bioimpressão de ossos e tecidos humanos.

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O Instituto de biofabricação de Herston, em Queensland, é o resultado de um esforço de colaboração entre a Universidade tecnológica de Queensland, o Metro North Hospital and Health Service e de uma grande variedade de pesquisadores e médicos especialistas.

A aposta é muito clara: reservaram nada menos do que dois pisos completos do hospital para realizar o que, sem dúvida, será a próxima revolução no desenvolvimento da prática médica.

Esta nova unidade não só se dedicará à pesquisa e desenvolvimento de modelagem e impressão de cartilagem, tecido ósseo ou humano, mas tentará aproveitar todos os benefícios que pode trazer tanto a impressão 3D, como a robótica e a biotecnologia aplicada ao mundo da medicina.

Quais as áreas que fazem parte desta primeira unidade de bioimpressão

  • Área do paciente: Consultas, diagnóstico e tratamento
  • Centro de pesquisa e inovação: Onde será promovida a inovação e colaboração entre equipas multidisciplinares e colaboradores externos.
  • Laboratório de bioimpressão e outros tipos de fabricação avançada: Será uma área onde as tecnologias de fabricação mais avançadas serão implementadas, como a bioimpressão 3D e outros usos da impressão 3D a nível clínico.
  • Laboratório de engenharia de tecidos: Onde as possibilidades de impressão de tecido 3D serão estudadas em profundidade, dando origem ao desenvolvimento de novos materiais e técnicas.
  • Laboratório clínico de digitalização e visualização: Nesta área vão desenvolver-se novas tecnologias de imagem 3D para obter de forma rápida e não invasiva, imagens dos pacientes em alta qualidade, para ajudá-lo da maneira mais precisa possível.
  • Laboratório de modelagem 3D e medicina computacional: Neste setor do instituto, as imagens 3D tiradas do paciente serão analisadas e serão produzidos modelos 3D para fabricar implantes e tecidos personalizados. Também será a área utilizada para planeamento cirúrgico e consultas de pacientes, se necessário, usando tecnologia de realidade aumentada e ambientes virtuais.
  • Ponto de economia da saúde: Onde será avaliado o impacto económico da pesquisa realizada pelo instituto e a sua criação com os órgãos reguladores australianos correspondentes.
  • Espaços de colaboração industrial: Espaços de co-working onde o instituto e diferentes indústrias podem colaborar, sempre na linha de trabalho desta.

O Instituto de Biofabricação de Herston trabalhará a partir de uma abordagem multidisciplinar, unindo os esforços de diferentes especialidades clínicas, científicas e industriais, para investigar e conseguir aplicar na prática médica diária, o que, sem dúvida, será a medicina do futuro.

Biotecnologia: A medicina do futuro

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