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Quais os efeitos da luz artificial na saúde?

      
Cada vez mais o mundo usa luz artificial, mas esta realidade pode ter efeitos adversos para a saúde
Cada vez mais o mundo usa luz artificial, mas esta realidade pode ter efeitos adversos para a saúde
  • A luz artificial pode ter vários efeitos negativos na saúde desde provocar problemas na pele ou visão, alterações hormonais e distúrbios no sono.
  • Investigadores descobriram que existe potencialmente mais risco de desenvolver cancro da mama em bairros com muita iluminação exterior. 
  • Algumas pessoas com doenças que as tornam fotossensíveis afirmam que lâmpadas economizadoras de energia pioram os seus sintomas. 

Cada vez mais o mundo usa luz artificial. A maior parte dos edifícios não recebe muita luz natural e os trabalhadores quando começam as tarefas no escritório, por norma, acendem as luzes artificiais. Também os estudantes quando estão a estudar para os exames ficam muitas horas sujeitos a estar fechados, sem apanhar sol, sujeitos à iluminação artificial. O problema é que este hábito pode ter prejuízos para a saúde.

Um artigo intitulado Sleeping with your light on could mess with your body clock and accelerate aging explica que aproximadamente quatro quintos da população mundial está exposta diariamente à luz artificial e vários estudos concluíram que esta situação pode provocar efeitos que vão desde distúrbios no sono a riscos de cancro da mama.

Num estudo recente da Universidade de Harvard, os investigadores descobriram que as mulheres têm potencialmente um risco maior de desenvolver cancro da mama se morarem em bairros com altos níveis de iluminação noturna externa.

A crescente utilização de lâmpadas de baixo de consumo e o desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação lançaram o debate sobre os possíveis prejuízos da utilização deste tipo de iluminação.

Por que motivo a luz artificial é motivo de preocupação?

A luz artificial é composta de luz visível e radiação ultravioleta (UV) e infravermelha (IR), e existe a preocupação de que os níveis de emissão de algumas lâmpadas possam ser prejudiciais à pele e aos olhos. Além disso, tanto a luz natural quanto a artificial podem alterar o relógio biológico humano e o sistema hormonal, o que pode causar problemas de saúde. Os componentes ultravioleta e azul da luz são potencialmente os que provocam mais danos.

Algumas pessoas com doenças que as tornam fotossensíveis afirmam que lâmpadas economizadoras de energia (principalmente lâmpadas fluorescentes compactas e LED), que substituem lâmpadas incandescentes, pioram os seus sintomas.

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O uso prolongado de alguns tipos de lâmpadas fluorescentes compactas (CFL) a curta distância pode expor as pessoas a níveis ultravioletas próximos aos limites estabelecidos para proteger os trabalhadores de lesões na pele e nos olhos.

Que efeitos se observaram em estudo feito em ratos?

Investigadores do Centro Médico da Universidade de Leiden (Holanda) realizaram uma experiência com ratos que mantiveram sob constante iluminação artificial 24 semanas. Os resultados de exames de saúde revelaram perda muscular, ativação pró-inflamatória do sistema imunológico e os primeiros sinais de osteoporose.

"O nosso estudo mostra que o ciclo natural claro-escuro é importante para a saúde. Mostramos que a ausência de ritmos ambientais leva a uma séria alteração de uma ampla variedade de parâmetros de saúde ", explica Johanna Meijer, líder do trabalho.

Os efeitos negativos para a saúde dos ratos foram revertidos quando terminou a experiência e foi introduzido com um ciclo natural claro-escuro por 2 semanas. Os neurónios dos ratos recuperaram o seu ritmo normal e todas as outras patologias voltara ao estágio inicial antes da investigação.

Por todos estes motivos, a exposição à luz deve ser repensada e devemos prestar atenção, sobretudo, aos setores mais vulneráveis da população, idosos e crianças, sobretudo tendo em conta que 75% da população mundial está exposta à luz artificial durante a noite, seja devido a trabalho, problemas médicos ou outros motivos.



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