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Qual é a chave para explorar todo o potencial da Inteligência Artificial?

      
Embora a inteligência artificial já seja capaz de realizar algumas tarefas melhor do que os humanos, não tem qualidades como o bom senso e intuição
Embora a inteligência artificial já seja capaz de realizar algumas tarefas melhor do que os humanos, não tem qualidades como o bom senso e intuição
  • A inteligência artificial é um dos grandes desafios tecnológicos da época em que vivemos.
  • Nascida dos avanços da informática e exploração de dados a inteligência artificial vai ter efeitos em todas as grandes indústrias, expandindo a economia global.
  • A inteligência artificial deve servir para complementar e dar mais liberdade aos seres humanos, não para substitui-los.

Quais são os passos para garantir que a Inteligência Artificial vai servir as conquistas da humanidade? Apesar dos acréscimos que esta tecnologia revolucionária pode trazer, existem alguns cuidados que os seres humanos devem ter para uma feliz convivência com as máquinas.

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Construir Inteligência Artificial para ampliar, não substituir

As máquinas até já são capazes de vencer campeões mundiais de xadrez. À medida que a automação se torna mais poderosa, alguns empregos tornam-se obsoletos e os salários em determinados setores provavelmente vão diminuir.

A preparação para as mudanças decorrentes da inteligência artificial poderá ser realizada através da educação e reciclagem de conhecimentos para recursos humanos mais qualificados.

Mas o maior impacto da inteligência artificial deverá surgir em combinação com os seres humanos, complementando-os e não substituindo-os. De acordo com um relatório de Danny Chui, do Mckinsey Global Institute, pelo menos na próxima década, há pouquíssimas ocupações que esta tecnologia substituirá de imediato.

Embora a inteligência artificial já possa realizar algumas tarefas melhor do que os humanos, não é capaz de agir com bom senso e intuição e não será possível desenvolver estas competências nem a curto nem a médio prazo.

A possibilidade de robots inteligentes inserirem, associarem e recuperarem informações transcende o que as pessoas podem fazer. Mas a capacidade de alguém usar essas informações de modo a raciocinar, avaliar e criar estratégias excede em muito as aptidões de qualquer máquina. Ainda assim, muitas empresas que procuram lucros rápidos podem apostar em investimentos na inteligência artificial tendo em vista a substituição de trabalhadores.

Inteligência artificial capaz de nos tornar mais humanos

Dennis Mortensen, um empresário da área tecnológica, refere o exemplo dos vendedores. Muitos aspetos mais repetitivos relacionados com as vendas - pesquisar perspetivas, inserir dados e enviar e-mails de follow-up - serão executados em breve pela inteligência artificial.

Na visão de Mortensen, esta não é apenas impulsionadora da produtividade, mas também libertadora, permitindo que o vendedor gaste o seu tempo nas áreas criativas, emocionais e empáticas do trabalho. Para este responsável a inteligência artificial é capaz de nos tornar "mais humanos".

“Algoritmos de caixa preta”

Para qualquer nova tecnologia, conquistar a confiança do público é crucial. Os sistemas de aprendizagem que simulam as redes neurais do cérebro humano são tão complexos que até os programadores e cientistas têm dificuldade em explicar como tudo se processa.

Por isso é que em empresas de tecnologia como o Facebook, os algoritmos são tratados como segredos comerciais e deram origem ao termo “algoritmos de caixa preta”.

A inteligência artificial pode ter reflexos nas decisões relacionadas com a vida de todos nós. Se um algoritmo negar à nossa família um empréstimo crítico, vamos querer entender o motivo.

Esta situação levanta uma série de perguntas: como podemos contestar um resultado quando não há justificação disponível? Como podemos corrigir problemas que surgem em algoritmos se não entendermos a sua origem? E quem é o responsável quando algo acontece errado?

Dhruv Gulati, CEO da Factmata, afirma que “apenas um algoritmo que possa ser totalmente validado e explicado, que qualquer pessoa possa interrogar e criticar” é adequado para uma empresa cujo objetivo é promover a confiança online.



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