Notícias

5 táticas para superar a adição móvel

      
Construir novos hábitos de uso das tecnologias é possível e recomendável
Construir novos hábitos de uso das tecnologias é possível e recomendável
  • Na última década, a tecnologia apoderou-se das nossas vidas, mas nem sempre da forma mais positiva.
  • Embora a tecnologia ofereça acesso a informações, conexão e entretenimento, em exagero diminui a nossa capacidade intelectual.
  • Aprender a combater a adição móvel para o bem da nossa saúde e ganhar bons hábitos no que respeita às tecnologias é fundamental

Não posso ir a lugar nenhum sem o meu telefone" ou "Tenho ansiedade quando não consigo consultar o correio eletrónico" são algumas frases comuns que ouvimos aos nossos amigos.

Não é surpreendente que a investigação mostre que o uso excessivo de tecnologia diminui a nossa saúde mental e física, prejudica as nossas relações e muito mais.

Se não queremos sair da rede, como podemos construir melhores hábitos em torno da tecnologia, preservando os seus benefícios e minimizando os efeitos negativos? Estas são algumas estratégias apoiadas por investigações que podemos implementar no trabalho e em casa para evitar a adição móvel.

Utilizar o julgamento antes de usar as opções "Em cópia" e "Responder a todos"

Os emails de grupo, embora sejam úteis para colaboração em equipa, são uma distração de trabalho cada vez mais problemática.

Depois do segundo ou terceiro "Responder a todos", quando a maioria das mensagens poderia ser endereçada apenas a uma ou duas pessoas, em vez de todas, essas cadeias começam a parecer opressivas, adicionando um conteúdo estranho às nossas caixas de entrada que já de si estão a transbordar.

Antes de alguém enviar um email deve pensar cuidadosamente sobre quem adiciona, certificando-se de incluir apenas os membros relevantes da equipa. É importante evitar o "responder a todos", a menos que os comentários sejam realmente úteis para todos os membros do grupo. Quanto mais emails forem enviados, mais serão recebidos.

Calibrar as expectativas de tempo de resposta

Antes as pessoas trabalhavam das 9:00 às 17:00; quando terminavam, podiam desligar do trabalho. Hoje, os dias de trabalho típicos estendem-se e os colegas esperam que mesmo em casa sejamos capazes de estar atentos.

Quando nos enviam emails ou mensagens de texto, independentemente do momento, esperam uma resposta imediata. Para evitar esta situação pode usar-se a estratégia de várias empresas multinacionais como a Volkswagen e Deutsche Telekom que têm uma política das 7:00 às 19:00 horas, onde as mensagens podem, é claro, ser enviadas a qualquer momento, mas ninguém deve responder antes das 07:00. ou depois das 19:00.

Fazer pausas regulares e regenerativas

O cérebro humano não está projetado para trabalhar durante horas e horas. Trabalhamos melhor quando fazemos pausas.

Por exemplo, num estudo com mais de 12.000 funcionários de colarinho branco, aqueles que deixaram o trabalho a cada 90 minutos relataram 30% de maior concentração, 50% mais capacidade de pensar de forma criativa e 46% mais saúde em comparação com os colegas que não fizeram pausas ou que só fizeram uma durante o dia de trabalho. Mas olhar para um smartphone ou navegar na Internet não conta como descanso.

Na realidade, as pausas regenerativas envolvem exercício, conversa ou reflexão. Isso significa sair para respirar, falar com alguém (sobre algo que não seja trabalho) ou tirar alguns minutos de meditação consciente. Dez minutos são suficientes, embora pausas mais longas ofereçam ainda mais benefícios.

Procuras emprego?

Pesquisa na Universia

Recuperar tempo com amigos e familiares

Precisamos deixar de permitir que a tecnologia interfira com as nossas interações interpessoais mais importantes. Mas é difícil ignorar o telefone quando está à nossa frente, com alertas de notícias e mensagens de texto a aparecerem constantemente.

Para evitar o vício podemos definir áreas em que, num esforço para facilitar uma conversa melhor e mais significativa com amigos e familiares, os dispositivos pessoais simplesmente não são permitidos. Exemplos incluem a sala de jantar, a sala de estar ou de televisão, o carro ou restaurantes.

Manter a tecnologia fora do quarto

À medida que o dia começa a escurecer, o cérebro começa a libertar melatonina, cuja acumulação eventualmente ajuda a dormir. Mas de acordo com uma investigação da National Sleep Foundation e da Mayo Clinic – a luz azul dos telefones inteligentes, tablets ou laptops retarda esse processo e também liberta cortisol, que deixa o cérebro mais alerta.

O resultado é um sono cada vez mais inquieto, que interrompe o rejuvenescimento que deve acontecer à noite e reduz a sensibilidade mental. A solução é simples: não levar os dispositivos para a cama.

Estas cinco táticas, que pode implementar por conta própria ou incentivar a sua equipa a aceitá-las, são maneiras simples de garantir que estes dispositivos omnipresentes sejam menos prejudiciais.



Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.