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Hack for Good: Aprender a programar sem computador é possível

      
Os smartphones são o primeiro contacto de muitas crianças e jovens com a tecnologia. Aprender a programar neste dispositivo é possível
Os smartphones são o primeiro contacto de muitas crianças e jovens com a tecnologia. Aprender a programar neste dispositivo é possível
  • O centro de investigação Fraunhofer Portugal AICOS criou uma app para smartphones e um conjunto de sensores sem fios para ajudar o ensino da programação.
  • A plataforma destina-se a crianças e jovens entre os 10 e os 14 anos e tem como objetivo promover a educação tecnológica.
  • A solução, que arrecadou o terceiro prémio do Hack for Good, será desenvolvida durante os próximos meses.

Aprender a programar sem computador é possível e trata-se de uma forma de estimular os mais jovens para esta área que tem amplas saídas profissionais em todo o mundo. 

Uma equipa de investigadores do centro de investigação Fraunhofer Portugal AICOS (FhP-AICOS) criou uma plataforma destinada a promover a educação tecnológica de crianças e jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos, em contextos com poucos recursos tecnológicos.

A solução nasceu durante a maratona de programação tecnológica Hack for Good, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, que decorreu a 5 e 6 de Maio, no Palácio dos Correios, no Porto.

Chama-se LitMaker. É um kit de “faça você mesmo” composto por uma aplicação para smartphones e um conjunto de sensores sem fios e de baixo custo que tem como objectivo “aliar a criatividade ao pensamento lógico, promover o sentido de causa e consequência e a curiosidade pelas ciências da computação desde tenra idade”.

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Uma solução inspirada na experiência africana

A ideia surgiu após o contacto com parceiros africanos no âmbito do trabalho realizado no FhP-AICOS, onde a equipa constatou uma desproporcionalidade entre o número de crianças e os recursos tecnológicos (in)disponíveis nas escolas.

Por outro lado, os smartphones são cada vez mais o primeiro contacto com tecnologia que estas crianças têm. Tendo em mente este problema, a equipa decidiu criar uma solução para melhorar o acesso às tecnologias de informação, e combater a baixa literacia tecnológica desde cedo.

A solução, que arrecadou o terceiro prémio do Hack for Good, será desenvolvida durante os próximos meses num programa de mentoria, ainda dentro do âmbito do concurso. Há ainda a possibilidade de apresentar o produto na Web Summit, em Novembro.

Associação Fraunhofer Portugal Research (Fraunhofer Portugal), é uma associação privada sem fins lucrativos fundada pela Fraunhofer-Gesellschaft, a maior organização de investigação aplicada na Europa.

A Hack for Good é uma maratona de programação, que decorre durante dois dias, com o intuito de promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas. As melhores equipas têm acesso ao bootcamp que decorre até outubro em Lisboa, Porto e em modo virtual, em que recebem mentoria para continuar a desenvolver as suas ideias que podem vir a ser apresentadas na Web Summit, em Novembro.

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