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CRISPR, um modelo de ciência aberta que revolucionará a medicina

      
 O futuro da medicina passa por esta técnica que abre importantes horizontes para a pesquisa científica
O futuro da medicina passa por esta técnica que abre importantes horizontes para a pesquisa científica
  • O CRISPR alcançou tal desenvolvimento que permite editar o genoma humano a partir da sua forma mais primária: um embrião.
  • As sequências de CRISPR permitem também um mecanismo de defesa contra vírus invasores.  
  • Este avanço da ciência coloca vários problemas éticos e sociais que devem ser amplamente debatidos.

Como afirma Dana Carroll, cientista da Universidade de Utah, o CRISPR representa “a democratização da edição genética” e esta evolução é verdadeiramente revolucionária para a ciência e humanidade.

“É importante que as pessoas tenham consciência do que esta tecnologia é capaz de fazer”, realça por sua vez Jennifer Doudna, Universidade da Califórnia. O futuro da medicina passa por esta técnica que abre importantes horizontes para a pesquisa científica, embora existam problemas éticos, jurídicos e sociais que justificam um amplo debate sobre o tema.

Os impactos da tecnologia de edição genética humana no mundo científico são enormes.

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Mas afinal que é o CRISPR?

O CRISPR (Clustered regularly interspaced short palindromic repeats) é um sistema de imunidade que as bactérias apresentam, um escudo contra os vírus que ameaçam sua destruição. As suas utilidades são múltiplas. O CRISPR permite proteger estas bactérias em outros organismos e, posteriormente, permite a edição do mesmo DNA em seres humanos.

Essa tecnologia molecular revolucionou a ciência, indo além da fronteira dos jornais científicos com milhões de referências publicadas na Internet, possibilitando a editação e reescrita da informação genética em qualquer nível e organismo vivo: plantas, bactérias, animais ... e seres humanos.

O CRISPR alcançou tal desenvolvimento que permite editar o genoma humano a partir da sua forma mais primária: um embrião. A prevenção e cura de doenças provocadas por mutações genéticas também é possível graças a este método.

Mas afinal como tudo começou?

A partir dos anos de 1990 quando foram desenhadas proteínas que podiam cortar o ADN em pontos específicos verificou-se um grande avanço a respeito das técnicas de inserção aleatória de ADN. Nesta etapa são de destacar os trabalhos do espanhol Francisco Mojica que esteve recentemente presente no IV Encontro Internacional de Reitores que decorreu na Universidade de Salamanca.

O investigador e professor titular do Departamento de Fisiologia, Genética e Microbiologia da Universidade de Alicante, várias vezes candidato ao Prémio Nobel da Medicina, foi o responsável pela conferência final e nesta ocasião resumiu os marcos alcançados pelo CRISPR, bem como algumas preocupações da comunidade científica.

Mojica apelou para a importância da pesquisa nas universidades e para o trabalho essencial de todos os professores que "não aparecem nos noticiários", mas que contribuem diariamente para o desenvolvimento da ciência que deve sempre progredir com ética.

As descobertas relacionadas com engenharia genética causam alguns receios, porque a aplicação destas técnicas pode conduzir a situações ilegítimas. John Harris no livro “Superman e a Mulher Maravilha: As dimensões éticas da biotecnologia humana” resume o novo cenário: “Estamos à beira de uma nova revolução com um poder assombroso. A revolução da biologia molecular nos dará um alcance sem precedentes. Nos permitirá fabricar novas formas de vida sob demanda, formas de vida de todo tipo. A decisão que se nos coloca não é a de usar ou não este poder, senão como e até que ponto”.

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