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O ensino superior vale a pena? Os salários dos licenciados comprovam que sim

      
Apostar na formação superior é positivo para a progressão na carreira
Apostar na formação superior é positivo para a progressão na carreira
  • Altos níveis de educação normalmente traduzem-se em melhores oportunidades de emprego e salários mais altos
  • Todos os níveis de ensino superiores ao 12.º representam salários médios mais altos face aos que terminaram apenas o Ensino Secundário
  • A formação superior afigura-se como uma mais-valia para o capital económico, mas também para formação cultural dos cidadãos e a sociedade como um todo

De acordo com o último relatório "Education at a Glance", da OCDE, de 2018, os licenciados portugueses ganham 80% mais do que a média nacional. Um dado que faz de Portugal um dos países da União Europeia onde o salário das pessoas com ensino superior é maior, já que se tivermos em conta todos os países desta organização 68% dos adultos com educação superior ganham mais do que a média de todos os adultos empregados.

Mas existem outros motivos para apostar numa licenciatura. Quem estuda mais tem maior possibilidade de progressão salarial, ao longo da sua carreira, do que quem se fica pela escolaridade obrigatória.

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Economia dos países depende de trabalhadores qualificados

Na média de países da OCDE analisados, 81% das pessoas entre os 25 e os 34 anos que estudaram além do ensino secundário estão empregadas em comparação com 60% dos que ficaram por este nível de ensino. As economias dos países da OCDE dependem cada vez mais de trabalhadores qualificados. A democratização da educação aumentou o número de pessoas com competências qualificadas que têm atualmente maiores oportunidades de emprego. Apesar das possibilidades de emprego continuarem a existir para os trabalhadores com baixa escolaridade o mercado parece estar a mudar e apresenta novos desafios, reporta o relatório. As pessoas com baixas qualificações têm ordenados mais baixos e frequentemente trabalham em tarefas rotineiras.

Avanços tecnológicos exigem profissionais com formação superior

Devido aos avanços tecnológicos, os sistemas de ensino confrontam-se com os mais diversos desafios para responder às transformações do mercado global.  Em países como Portugal, Austrália, República Checa, Estónia, Hungria, Alemanha, Reino Unido, entre outros, a percentagem é de mais 7 por cento ao nível da empregabilidade para as pessoas que têm uma educação para além do ensino secundário.

Em Portugal, 68% das pessoas (dos 25 aos 64 anos) com escolaridade obrigatória (12º ano) estão empregadas em comparação com 82% dos que têm uma formação mais elevada, sendo que o número sobre para 88% para quem tem master e para 92% no caso dos doutorados. Quanto ao desemprego, segundo o nível de ensino em Portugal, as taxas são semelhantes independentemente dos graus.

Segundo a média dos países da OCDE, os adultos entre os 25 e os 64 anos com uma educação superior ganham mais 54% dos que se ficaram pelo ensino secundário ou menos. Em todos os níveis de ensino, as diferenças nos ganhos salariais entre homens e mulheres com ensino superior persistem, com uma diferença média de 26% menos nos salários para as mulheres.

Salários de profissionais qualificados sobem com o tempo

Mais uma nota, avançada por este estudo, as pessoas com maiores qualificações normalmente assistem a uma forte subida dos seus ordenados com o tempo e a idade, enquanto no caso dos trabalhadores menos qualificados a curva ascendente é bastante mais suave.

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