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Para chegar ao êxito é necessário primeiro fracassar

      
Estar errado é bom para algo fundamental: ser tolerante com a frustração
Estar errado é bom para algo fundamental: ser tolerante com a frustração
  • O erro serve para aprender e a evolução acontece com base num plano de melhoria mesmo que seja inconsciente.
  • Quer seja na escola ou em casa é importante ensinar as crianças a ser tolerantes à frustração.
  • Vivemos numa sociedade que estimula a ideia da perfeição, exigindo apenas vitórias.

O erro faz parte do crescimento e evolução. Se há algo que a vida nos ensina é que com os erros se aprende, que se não falhássemos não teríamos nunca sucesso. Mas o mais importante no processo é aprender com os erros, seguir em frente e tirar uma lição do sucedido.  

O sucesso não leva à análise nem à reflexão, enquanto as falhas obrigam a que pensemos nelas, desenvolvendo uma maior capacidade de aprendizagem e memória. Os passos que vão sendo dados motivam as pessoas a continuarem a aprender, estimulando novas conexões neurais no cérebro, que o tornam mais ativo e exercitam a sua capacidade de resistência.

No entanto, aceitar que nos enganámos pode ser difícil. Por isso o melhor é considerar os erros como reajustes. Por exemplo, é impossível acreditar que alguém aprende a tocar um instrumento musical sem se enganar.

Chave: forma como interpretamos os erros

A chave está na forma como interpretamos os erros, ou seja, alguns encaram-no como um fracasso e deixam-se desmotivar, podem também disfarçá-los ou atribuir as culpas aos outros, enquanto as pessoas de sucesso têm força para se tentarem superar. Assim, o erro maior não consiste em cometê-lo, mas sim em dissimular.

Não há dúvida que os erros estão muito mal vistos na sociedade. A fórmula do valor está muito associada aos resultados e por isso odiamos falhar. Existe toda uma cultura de sucesso que coloca desde muito cedo pressão nos mais jovens, embora com a nova tendência dos millennials para o empreendedorismo, a ideia de que o erro é fundamental para evoluir tem-se vindo a instalar.

As falhas relacionadas com temas nucleares como o trabalho, a família e os amigos são muito censuradas. A perfeição é colocada como que numa espécie de altar, um conceito que é muito influenciado por mensagens transmitidas pela televisão, o cinema e a Internet.

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Tolerância à frustração

Mas acima de tudo, estar errado é bom para algo fundamental: ser tolerante com a frustração. Há estudantes que não estão habituados a falhar e, depois, na universidade ou mais tarde no trabalho, cometem erros que acham difícil aceitar.

"A tolerância à frustração é muito importante para a vida, faz parte do desenvolvimento da personalidade e, segundo estudos muito rigorosos, tem um peso decisivo no futuro de cada pessoa", diz o orientador educativo Jesús Zapatero Herranz, da Associação de Psicopedagogia Aragonesa, citado pelo jornal espanhol El Mundo.. Por isso, é essencial lembrar "que não é apenas a escola que treina crianças para que elas saibam administrar emoções como a frustração, mas o papel das famílias é fundamental", conclui.

Por isso, não devemos ter receio de falhar, devemos encará-lo apenas como uma batalha perdida, sabendo que a nossa guerra a longo prazo será vitoriosa.

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