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Carreira de professor tornou-se pouco atrativa para os jovens

      
A qualidade do sistema educativo depende de muitos variáveis, mas a qualidade dos professores é um dos fatores que mais pesa
A qualidade do sistema educativo depende de muitos variáveis, mas a qualidade dos professores é um dos fatores que mais pesa
  • Como atrair os estudantes mais qualificados para a profissão de professor?
  • Na média da OCDE apenas 5% os estudantes aspiram ser professores e muitas vezes obtêm resultados académicos piores do que aqueles que aspiram a outras profissões. 
  • Apesar da falta de interesse dos jovens pela profissão de professor, o salário é compatível com o mercado de trabalho.

A qualidade do sistema educativo depende de muitos variáveis, mas a qualidade dos professores é sem dúvida um dos fatores que mais pesa nesta área. Neste sentido, tem sido analisado qual o impacto dos professores no rendimento dos alunos, como identificar o que carateriza os bons docentes e como melhorar a qualidade dos mesmos.

No entanto, há um aspeto que tem sido menos valorizado e tem toda a importância: como atrair os estudantes mais qualificados para a profissão de professor.

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Os países onde uma maior proporção de bons alunos escolhe ser professor terão uma maior capacidade para formar docentes que possam fazer a diferença.

A estratégia é observada em vários países que obtêm os melhores resultados em testes internacionais ao sistema de ensino. Por exemplo, na Finlândia, todos os estudantes que ingressam na profissão docente têm notas elevadas.

A verdade é que nem todos os países têm a mesma capacidade para atrair esse perfil de alunos. Este é atualmente um dos maiores desafios para muitos dos países da OCDE, onde a proporção de estudantes que escolhem a profissão é relativamente baixa e os melhores alunos preferem outras alternativas.

Na média da OCDE apenas 5% os estudantes aspiram ser professores e muitas vezes obtêm resultados académicos piores do que aqueles que aspiram a outras profissões. Em Portugal, este problema também se coloca com o envelhecimento dos profissionais da educação.

Segundo aquela organização, apenas 1% dos professores do ensino básico e secundário têm menos de 30 anos e 38% têm 50 anos ou mais, com um aumento de 16% entre 2005 e 2016. Esta situação cria um outro desafio: a resistência à inovação.


Apesar desta falta de interesse dos jovens pela profissão de professor, o salário é compatível com o mercado de trabalho e, no pico da carreira, está acima da média dos demais países. O que torna a carreira educacional menos atraente para os jovens é a falta de empregos.

No lado positivo, os professores em Portugal são melhor formados e selecionados atualmente do que há 15 anos: entre os professores do 3º ciclo do ensino secundário, a formação melhorou 48% entre 2003 e 2015.



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