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Os chatbots: um novo recurso para a sala de aula

      
Um chatbot é um programa de computador capaz de manter uma conversa com uma pessoa sem intervenção humana.
Um chatbot é um programa de computador capaz de manter uma conversa com uma pessoa sem intervenção humana.  |  Fonte: Shutterstock
  • Os chatbots mais simples são programados com várias opções de resposta.
  • Os chatbots ao lidarem com tarefas repetitivas aprendem de forma autónoma.
  • A agilidade e a sua capacidade de aprender são duas das características que tornam os chatbots uma ferramenta útil para o sistema educativo.

Depois de o chatbot falar e o utilizador responder, uma conversa será iniciada. O uso de uma linguagem natural e a sua capacidade de dar respostas corretas podem levar-nos a pensar que quem está do outro lado é uma pessoa. Mas na verdade trata-se de uma máquina.

Um chatbot é um programa de computador capaz de manter uma conversa com uma pessoa sem intervenção humana. São integrados nos serviços de mensagens instantâneas, como o Facebook Messenger ou Telegram, e a sua função é responder a perguntas automaticamente, mas aprendidas através da inteligência artificial. 

Até o momento, a sua aplicação mais difundida é no atendimento ao cliente, mas o seu potencial no setor de educação já começa a ser explorado. A necessidade de partilhar informações e resolver dúvidas torna-os uma ferramenta muito útil com diferentes usos, dependendo de quem é o utilizador dentro da comunidade educativa,  professores, pais ou alunos, e a relação entre eles.


Apoio no desenvolvimento educativo

A chave, em qualquer caso, é manter uma comunicação fluida. Para os alunos, os chatbots são úteis para encontrar informações e resolver dúvidas rapidamente, 24 horas por dia e de forma imediata, ou para reservar tutoriais. Aos professores ajudam, por exemplo, a acompanhar a evolução dos alunos ou podem ser usados como um recurso para apoiar a aprendizagem. Enquanto isso, para os pais, pode ser uma ferramenta mais simples para manter contato com a escola, evitar fazer telefonemas ou enviar e-mails para resolver questões. Desta forma, basta pedir a um programa (chatbot) para obter a resposta.

Os chatbots são programados para oferecer respostas a determinadas situações e, além disso, aprendem enquanto interagem com os seus interlocutores. Isso é possível graças aos avanços da inteligência artificial, especificamente nos ramos de machine learning (aprendizagem automatizada), big data (recolha e análise de dados) e PNL (Processamento de Linguagem Natural ou processamento de linguagens naturais). Apesar de não dever ser confundido com assistentes virtuais como Alexa, Siri ou Cortana.

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Estes últimos são projetados por empresas de tecnologia como a Amazon, Apple ou Microsoft e são uma plataforma em si mesmos. No entanto, qualquer empresa pode iniciar um chatbot. "Embora o objetivo dos assistentes virtuais seja amplo, o dos chatbots é mais específico. Nascem com o objetivo de resolver uma ação clara com um objetivo específico, geralmente focado em resolver questões frequentes e amenizar a maior parte do trabalho", esclarece a Chatbot Chocolate, agência especializada no desenvolvimento deste tipo de software.


Adeus às tarefas repetitivas

Um exemplo de como a inteligência artificial está a ajudar a projetar mais chatbots interativos no campo educativo é o CourseQ. Neste caso, através da recolha e análise de dados, é possível estabelecer um diálogo com os alunos sobre questões como os horários das aula ou atividades complementares. Ao mesmo tempo, os professores ajudam a responder às dúvidas dos seus alunos e a monitorizar a sua aprendizagem. E tudo isto de forma automatizada.

Uma das vantagens dos chatbots é que lidam com tarefas repetitivas. É por isso que são capazes de aprender de forma autónoma. No caso dos professores, permite que tenham mais tempo para funções mais criativas; e nos alunos, ajuda-os a reforçar o conhecimento.

Outro exemplo de uso é a experiência que há um ano está a ocorrer na Universidade CEU Herrera Oria, com o objetivo de que os seus alunos tenham um site exclusivo, onde possam solicitar informações e até resolver incidentes. A ideia era continuar a usar os canais habituais sem ter que aprender a usar novas aplicações e utilizar uma linguagem natural. Com o apoio da Microsoft, desenvolveram um chatbot para professores, alunos e funcionários administrativos. O programa identifica cada utilizador e oferece respostas personalizadas.


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