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Portugueses são 10% menos stressados no trabalho do que os restantes europeus

      
Fonte: Shutterstock
A empresa Michael Page, especializada em recrutamento e seleção, revelou as conclusões do estudo Impacto das Deslocações Casa-Trabalho, que analisa o tempo despendido na deslocação diária e o seu impacto na produtividade dos europeus, particularmente nos profissionais portugueses. Na ocasião foram entrevistadas mais de 12 mil pessoas.

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Os dados revelam que 37% dos inquiridos portugueses demoram entre 15 e 30 minutos diários para ir de casa até ao seu local de trabalho, por outro lado 25% fazem a deslocação em mais de 45 minutos. Esta última média é inferior à dos restantes países da Europa, que está em 39,3%. Turquia, França, Bélgica e Itália são os países em que os entrevistados demoram mais tempo para se deslocarem até à empresa.

“O tempo despendido diariamente nas deslocações casa-trabalho tem um impacto considerável nos níveis de cansaço, stress e ansiedade acumulados, contribuindo para uma diminuição mais rápida da energia e produtividade dos colaboradores ao longo da semana. Portugal é, entre os países analisados na região europeia, o que apresenta melhor média. Algo muito positivo, principalmente se considerarmos o exemplo da Bélgica, um país geograficamente mais pequeno, mas que apresenta uma média bastante elevada de 46,8%” explica Álvaro Fernández, Diretor Geral da Michael Page.

Além de gastarem menos tempo indo de casa para o trabalho, os portugueses também são os que mais usam os meios de transporte próprios. Na Europa em geral, 66% das pessoas optam pelo transporte privado, e em Portugal essa percentagem é de 80% dos trabalhadores, com apenas 19% a afirmar que partilha o veículo. Sobre transportes públicos, 28% disse achar um meio de deslocação stressante e 30% não o acha eficiente. Por outro lado, entre aqueles que utilizam o transporte público, 54% disseram ser um meio mais rápido.

Deslocação e stresse

Entre os entrevistados na pesquisa, 41% revelaram que costumam chegar atrasados ao trabalho e aproximadamente 24% disseram começar o dia com stresse e ansiedade. Apesar de o resultado ser preocupante, os portugueses estão entre os menos estressados da Europa. A média geral europeia de pessoas que dizem trabalhar sob stresse é de 33,6%.

Apesar das dificuldades diárias e dos seus efeitos negativos na saúde e produtividade dos profissionais portugueses, apenas 33% considera provável mudar de local de trabalho para reduzir o tempo despendido diariamente na deslocação casa-trabalho. A média europeia é de 39,5%.

Álvaro Fernández ressalva que “apesar de Portugal revelar valores saudáveis face ao resto da Europa, é importante contrariar os efeitos negativos das deslocações diárias. Muitas empresas procuram atualmente implementar soluções que permitam às suas equipas trabalhar mais perto de casa. O trabalho remoto e a flexibilização do tempo, por exemplo, podem ser uma pausa importante nas deslocações semanais e possibilitar a redução dos custos associados à manutenção e ao espaço de escritórios, além dos custos de deslocação para os colaboradores".

Após o horário de trabalho, 70% dos inquiridos afirma ir diretamente para casa, sem realizar qualquer tipo de atividade de lazer.



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