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Não estudar nas melhores universidades do país não significa que vai ser prejudicado nos processos de recrutamento

      
Não estudar nas melhores universidades do país não significa que vai ser prejudicado nos processos de recrutamento
Não estudar nas melhores universidades do país não significa que vai ser prejudicado nos processos de recrutamento  |  Fonte: Shutterstock
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DICAS DE RECRUTAMENTO

Os Técnicos do Universia Emprego deixam algumas dicas sobre como conseguir emprego, como funciona o mercado de trabalho e o desenvolvimento profissional. Acompanhe a série

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Anteriormente, as competências técnicas eram tidas como o principal elemento diferenciador de um candidato, num processo de recrutamento. Por isso, criou-se um cenário que quase obrigava a que se conseguisse entrar nas faculdades mais conceituadas caso o objetivo fosse conseguir um bom emprego ou constituir uma carreira sólida. Felizmente que nos últimos tempos os processos de recrutamento têm vindo a sofrer transformações. Cada vez mais as características comportamentais e a conduta do candidato passaram a ser tidas em consideração durante a avaliação.

Claro que continua a ser necessário que o candidato tenha conhecimentos técnicos, mas ter o perfil profissional em consonância com cultura organizacional da empresa contratante é agora fundamental. Esta mudança deve-se a estudos que comprovam que os funcionários que se identificam mais com os valores da empresa em que trabalham são mais motivados, produtivos e dedicados.

Quando uma pessoa é contratada, caso apenas se tenha tido em conta as suas competências técnicas - sem que ela se identifique com o modo de ser e de agir de uma organização - corremos o risco desta desistir do cargo em poucos meses. Ou seja, ter o melhor diploma já não é suficiente.

Alguns profissionais ainda vão resistindo a esta mudança, mas já há quem procure com o seu trabalho mostrar de que forma é que a faculdade pode ser um fator com menos peso na hora de um candidato se destacar. A instituição de ensino nem sempre está diretamente relacionada com a qualidade profissional de uma pessoa. Um candidato pode estudar na universidade mais afamada do mercado, mas se não se dedicar aos estudos e ao desenvolvimento das suas competências e da sua carreira poderá ficar para trás nos processos de recrutamento.

Nos processos conduzidos na Universia, antes da empresa contratante divulgar a vaga, a equipa de Recrutamento e de Seleção entra em contacto com o responsável da empresa para tentar perceber os requisitos básicos da oportunidade em causa e o que é esperado do futuro funcionário.

Nesta conversa, feita em formato de entrevista, conseguimos identificar quais são as competências comportamentais que o candidato deve possuir para estar alinhado com a filosofia da organização. Nesse momento, aproveitamos também para falar sobre a importância de se considerar muito mais a conduta do profissional em detrimento da universidade de origem.

Verificamos que os responsáveis das empresas estão cada vez mais sensibilizados para apostar nas características e nas competências do candidato em vez de considerarem quase em exclusivo a universidade onde estes estudaram. Em diversos casos, os alunos de faculdades mais pequenas tiveram um desempenho muito melhor nos processos de recrutamento do que os de universidades de maior relevo. Sempre que observamos algum tipo de resistência, apresentamos estes casos, pois não adianta estudar numa instituição conceituada e chegar a um processo de recrutamento sem saber trabalhar em equipa, por exemplo. E infelizmente há quem saia da faculdade sem saber trabalhar em equipa. Aqui o fundamental é garantir que todos têm as mesmas oportunidades num processo de recrutamento, independentemente de terem estudado na universidade A, B ou C.

Ou seja, aos poucos este cenário vai-se alterado e a escolha da faculdade passa a ser cada vez menos determinante na seleção dos candidatos. No entanto, independentemente da universidade, é fundamental alguma dedicação por parte do candidato para conseguir uma oportunidade de emprego. Por isso, lembre-se: os comportamentos de um candidato estão constantemente a ser avaliados ao longo das várias etapas e qualquer deslize pode acabar por garantir a sua exclusão do processo.



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