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Food truck: Quanto custa e como começar este negócio?

      
Food truck: Quanto custa e como começar este negócio?
Food truck: Quanto custa e como começar este negócio?
  • O investimento inicial pode ascender a perto de 40.000 €, na aquisição da viatura e outros equipamentos como, por exemplo, forno ou placa de grelhar.
  • Aconselha-se planeamento em quatro fases: 1) delinear um plano de investimento; 2) preparar o licenciamento; 3) tratar dos seguros e 4) saber como financiar
  • Na parte do financiamento há diversas opções: crédito pessoal, financiamento peer-to-peer, fundos europeus, entre outros.

A “comida de rua” está na moda e, melhor que ninguém, os frequentadores de festivais de música, festas académicas e outros acontecimentos e festividades do género sabem-no. Mas quem almeja iniciar um negócio deste tipo deve antes perceber quais as implicações financeiras e legais de o fazer.

Há 4 passos essenciais para se tornar um empreendedor das refeições sob rodas.

1) Perceber quanto se vai gastar

Antes de se “lançar” num negócio, importa estabelecer um plano de investimento. E um plano de investimento envolve sempre um estudo prévio dos custos iniciais. Passam pelo seguinte:

Nesta simulação optou-se para uma FIAT Ducato, mas há sempre outras opções. A mais conhecida será a “velhinha” Volkswagen “Pão de Forma”. E, claro, é preciso ter sempre um fundo de maneio para custos de manutenção que possam surgir. Mas, para um investimento inicial, 40.000€ são o expectável.

2) Tratar do licenciamento

Uma parte importante é conseguir uma licença para o efeito. Aqui o processo pode ser feito em duas fases: por um lado, há o licenciamento zero, que consiste num regime simplificado para a instalação, modificação e encerramento de estabelecimentos de restauração ou de bebidas, de comércio de bens, de prestação de serviços ou de armazenagem, tudo de acordo com o Decreto-Lei n.º 48/2011 de 1 de abril.

Por outro lado, é essencial a licença para venda ambulante que é emitida pelo município. E, finalmente, importa não esquecer o Decreto-Lei n.º 234/2007 de 19 de junho, onde se pode consultar o regime jurídico da instalação e funcionamento dos estabelecimentos de restauração ou de bebida. E em matéria de higiene e segurança é essencial ter em conta o Decreto-Lei n.º 67/98 de 18 de Março. Portanto, sim, é uma parte “chata”, mas importa ter a burocracia em dia.

3) Ver quais os seguros a adquirir

Como em qualquer outro negócio, é essencial precaver os investimentos face a potenciais ameaças.

Como tal, há alguns seguros que são essenciais. A lista abaixo elenca-os:

Importa notar que os valores expostos são meras estimativas e que, acima de tudo, importa consultar as ofertas das seguradoras para perceber os valores mais acertados para cada caso.

4) Descobrir o melhor financiamento passa por analisar várias opções

A parte do financiamento é essencial para conseguir dar “rodas” a este negócio. Aqui o potencial empreendedor depara-se com um rol de opções.

Opção A: pedir um financiamento ao nível do crédito pessoal. O crédito pessoal é sempre uma opção para quem pretende financiar um pequeno negócio. Aqui o empreendedor beneficia de ter mais liberdade na aplicação do financiamento e ficar logo com o dinheiro todo do seu lado. No entanto, há vários bancos a oferecer este produto e importa comparar todas as ofertas de crédito pessoal antes de ir por este caminho.

Opção B: tentar o crowdfunding. Há mesmo plataformas que incentivam a angariação de fundos online. É o caso, por exemplo, da plataforma PPL.

Opção C: procurar um business angel. Existem investidores que apostam nestes negócios, investindo capital próprio nos mesmos. Em contrapartida, poderão exigir ficar sócios ativos da empresa ou através de royalties. Por outro lado, colocam ao dispor do empreendedor toda a sua rede de contactos e conhecimentos próprios de gestão e marketing. 

Opção D: conhecer as plataformas peer-to-peer. Há já plataformas a nível nacional que disponibilizam financiamento a empresas que o procuram. Em Portugal, é o caso da Raize.

Opção E: finalmente, há vários fundos estatais que se podem ponderar. Há programas para vários perfis, sendo o mais conhecido o Portugal 2020 que é um projeto financiado pela União Europeia. Associações empresariais como a ANJE podem ser úteis no sentido de compreender qual a melhor opção para cada caso.

Seguindo estes passos, o empresário ficará no bom caminho para ter o seu próprio projeto de “meals-on-wheels” Depois, claro, é só pensar na diferenciação face ao que já existe no mercado. Mas aí deixamos a criatividade para o próprio empreendedor.



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