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É possível despedir um trabalhador por sair do grupo do trabalho no WhatsApp?

      
Nos grupos profissionais do WhatsApp deverá também evitar o uso de abreviaturas nas palavras e emojis
Nos grupos profissionais do WhatsApp deverá também evitar o uso de abreviaturas nas palavras e emojis
  • O trabalhador não é obrigado a usar o telemóvel, tablet ou as redes sociais para fins corporativos
  • As regras que se aplicam ao convívio físico devem ser transpostas para o mundo virtual, ainda mais se forem ambientes de trabalho criados pela empresa
  • Os comentários difamatórios contra colegas, o chefe ou empresa estão proibidos no WhatsApp 

Os despedimentos relacionados com comportamentos nas redes sociais são cada vez mais comuns e nem sempre é fácil compreender até onde podemos ir, no tom da conversa ou nas atitudes permitidas.

É possível por exemplo despedir um trabalhador por sair de um grupo do WhatsApp? A resposta é simples, mas o bom senso deve prevalecer: um funcionário não é obrigado a participar neste tipo de grupo, sem que essa condição tenha sido acertada no contrato de trabalho entre as duas partes. Por isso tem o direito de sair da conversa e não poderá ser despedido por justa causa, embora a atitude possa ser mal interpretada e considerada deselegante.

E mais se o funcionário continuar a trabalhar fora do horário de trabalho através da resposta às solicitações dos chefes via WhatsApp pode alegar trabalho extraordinário e exigir o direito ao pagamento de horas extra.

De qualquer forma, o entendimento é a melhor via e pode haver um acordo informal entre o trabalhador e as chefias para o uso de grupos de trabalho do WhatsApp. Neste contexto, é muito importante que o superior hierárquico seja moderado e o funcionário tenha cuidado para que a comunicação seja profissional.

Sabe como utilizar o WhatsApp para trabalhar?

Adriana Prates, fundadora da Dasein Executive Search, considera que o melhor é usar sempre a lei 70, 20, 10. “70% dos assuntos precisam ser profissionais; 20% institucionais, com temas relevantes ao negócio da empresa, links construtivos e instrutivos. Os outros 10% podem ser usados em assuntos leves, informais e divertidos, mas jamais sobre temas polémicos, como politica, futebol e religião”. 

Nos grupos profissionais do WhatsApp deverá também evitar o uso de abreviaturas nas palavras o que pode tornar o discurso confuso. Os emojis que podem transmitir uma comunicação demasiado informal para o meio corporativo podem igualmente ser mal interpretados. Em caso de dúvida evite.

Nunca seja indiscreto na comunicação virtual escrita

Existem assuntos que devem ser tratados pessoalmente, como um pedido de aumento, insatisfações laborais ou até um pedido de folga.

Tenha em atenção que não deverá utilizar o telemóvel ou computador da empresa onde trabalha para armazenar arquivos pessoais e quanto as redes sociais da empresa são para uso exclusivo do fim a que se destinam.

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Nunca deve ser “politicamente incorreto” ou falar mal de colegas ou superiores. Esta atitude, ao contrário da saída do grupo, pode ser punida na justiça. Os advogados lembram que as provas são facilmente reproduzidas se as ofensas morais acontecerem via redes sociais ou chat. A mesma premissa é aplicada quando o chefe maltrata através da comunicação escrita um empregado.

Também é importante que o empregado tenha a postura correta quando estamos a falar de comunicação com as chefias. A objetividade é um trunfo. Não se esqueça que as pessoas estão normalmente ocupadas e por isso não deverá “florear” o discurso. A expressão inglesa “straith to the point” ilustra bem como se deve tratar de assuntos de trabalho no WhatsApp.



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