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Back up Your Life, gestão da identidade digital depois da morte

      
Os gestores da identidade digital são uma profissão de futuro
Os gestores da identidade digital são uma profissão de futuro
  • O que fazer a toda uma vida digital quando desaparecemos? Deveremos dar acesso às nossas contas das redes sociais aos familiares mais próximos?
  • Estas e outras questões estão já a ser tratadas pelos gestores da identidade digital que podem esclarecer sobre este tema.
  • A fundadora da Back up Your Life decidiu abrir uma empresa nesta área depois de ter tido uma experiência complicada depois da morte da mãe.

Quando a mãe de Annette Adamska ficou tretaplégica, a filha teve que organizar toda a sua vida online, sem saber onde estavam as passwords ou quais era os desejos da mãe. Foi com base nesta necessidade, que decidiu abrir uma empresa para que ninguém tenha as mesmas dificuldades.

No momento em que a mãe sofreu este grave acidente, Annette Adamska percebeu que pouco sabia sobre ela, não tinha ideia de como gerir o dinheiro nem das contas online ou contra-senhas que estavam escondidas, escritas num diário.

Mãe e filha tiveram alguns meses para falar sobre como tudo ficaria em ordem antes da primeira morrer, no entanto ficaram muitas dúvidas por responder.

De uma experiência negativa ao lançamento de uma empresa

Esta experiência motivou Adamska a converter-se numa organizadora profissional através da Back Up Your Life, uma empresa cujo objetivo consiste em preparar as pessoas para o dia em que já não possam falar por si próprias, com um foco especial na sua vida digital.

Os seus serviços incluem conversas projetadas para identificar tudo o que o utilizador deseja documentar, armazenar e partilhar. Por exemplo, alguém que encomenda uma caixa de comida todas as semanas através de um serviço automatizado solicitado na Internet, corre o risco de continuar a receber a encomenda mesmo depois da morte.

Adamska desenha planos para lidar com as contas nas redes sociais, subscrições online, armazenamento de contrassenhas, pagamentos recorrentes, trabalho criativo, só para citar alguns exemplos. Mas sobretudo assegura-se que os familiares e amigos designados pelo utilizador saibam como aceder à informação e como administrar tudo.

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Algumas coisas que parecem insignificantes, como os perfis nas redes sociais, podem dificultar a dor dos familiares. “Nada faz com que a dor seja mais fácil, mas há coisas que podem agravá-la. Realmente querem que os seus entes queridos recebam uma felicitação de aniversário digital depois da morte?”

Este não é o primeiro serviço de gestão digital depois da morte, mas o de Adamska destaca-se porque se centrar na ajuda às pessoas quando se aproximam do final das suas vidas. A empreendedora tem como objetivo ajudar as pessoas em viver em paz e afirma que “no fundo, tem esta missão porque não quer que ninguém tenha que passar pelo mesmo que ela”.



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