Wednesday :: 03 / 09 / 2014

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Descafeinado faz mal ao coração

Um ou dois cafés por dia não faz mal, mas mais de três descafeinados pode aumentar o risco de contrair uma doença cardíaca, segundo um estudo científico, citado pela BBC.


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Isto porque o descafeinado pode aumentar os níveis de colesterol, de acordo com a investigação do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

A BBC lembra que a conclusão surge numa altura em que uma equipa dinamarquesa tinha também voltado a insistir na ideia de que oito ou mais chávenas de café por dia numa grávida podem duplicar o risco de perda de bebé. Por isso, aconselhavam as grávidas a não beberem mais de três chávenas por dia.

O estudo americano analisou um universo de 187 pessoas, um terço delas bebia entre três e seis cafés por dia, outro terço bebia a mesma quantidade mas de descafeinado e o outro grupo não bebia nem café, nem descafeinado.

No final, o grupo que bebia descafeinado tinha mais 18% de gorduras no sangue, ao passo que nos outros grupos a quantidade de gorduras que podem levar à produção de colesterol manteve-se inalterada.

Uma proteína responsável pelo mau colesterol (apolipo B) subiu também 8%.

Um elevado nível de colesterol mau é um dos factores de risco para o metabolismo, que pode levar a problemas cardíacos e a diabetes, relembra a BBC.

Por outro lado, um outro estudo indica que a cafeína reforça a barreira sanguínea do cérebro ? estrutura que protege o sistema nervoso central contra substâncias químicas presentes no sangue.

Estudos anteriores tinham mostrado que um nível alto de colesterol no sangue prejudica o isolamento da barreira, o que, segundo especialistas em Alzheimer, torna o cérebro mais vulnerável a danos que podem causar ou estimular a doença.

A equipa de investigação da Universidade de Dakota do Norte, EUA, alimentou coelhos com uma dieta rica em colesterol e dividiu os animais em dois grupos ? um recebeu o equivalente a um café por dia e o outro não recebeu nenhuma dose de cafeína.

Após 12 semanas, os investigadores realizaram vários exames aos coelhos e identificaram que a barreira sanguínea dos que ingeriram cafeína estava menos danificada pelo colesterol do que a do segundo grupo.

Segundo Jonathan Geiger, coordenador da investigação, os resultados ajudaram a explicar que o colesterol é um factor de risco para a doença de Alzheimer e como a cafeína pode ser usada no seu tratamento.







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