Wednesday :: 22 / 10 / 2014

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Novo Curso de Medicina na Universidade do Algarve

Futura Faculdade de Medicina da Universidade do AlgarveEste Curso de Medicina da Universidade do Algarve, criado em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, é totalmente inovador e destina-se a jovens licenciados em áreas relacionadas com a saúde.


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A inovação deste curso passa pela coincidência das seguintes três características:

- o processo de selecção que permite a entrada só de alunos já licenciados numa
das ciências relacionadas com a saúde
- o modelo pedagógico em regime tutorial totalmente experimental baseado em
estudos de casos clínicos
- ensino da medicina clínica e familiar praticado nos Centros de Saúde

O curso, que se pretende facilitador da aprendizagem, tem uma duração de 4 anos, na sequência de um 1º ciclo de três anos de licenciaturas em ciências relacionadas com a saúde. Deste modo pretende-se a formação de médicos preparados para a prática da medicina desde o início do internato.

Entre 2004 e 2008, o número de vagas em Medicina em Portugal cresceu de 1185 para 1614 (+429).

Em 2008 ingressarão no ensino superior no curso de Medicina 1614 novos estudantes, o que representa um aumento de 151 lugares em relação a 2007.
Estas vagas distribuem-se pelo concurso nacional de acesso (1489) e pelo concurso para licenciados (125).
O concurso para licenciados, introduzido pelo Decreto Lei n.º 40/2007, de 20 de Fevereiro, destina-se aos que tenham concluído um primeiro ciclo de estudos que assegure um adequado nível de conhecimento nas áreas de formação de base do futuro médico, permitindo, assim, a realização do curso de Medicina num período de tempo mais curto.

O Governo aprovou na passada quinta-feira o novo curso que arranca em 2009 com 30 vagas, apenas disponíveis para licenciados.
Esta é aprimeira vez na sua legislatura, que José Sócrates dá luz verde a uma nova faculdade, depois de Mariano Gago ter decretado o congelamento da criação de novas instituições.

Esta nova instituição vem dar resposta a uma reivindicação antiga: a sul do Tejo não há qualquer instituição de formação de médicos e estima-se que faltem cerca de 50 médicos de família na região. Portugal é um dos países com um menor número de diplomados em medicina por cada cem mil habitantes: sete quando a média da União Europeia é de nove.

A nova faculdade deverá abrir as portas em 2009/10 com cerca de 30 vagas, chegando às 100 no prazo de alguns anos.

O projecto prevê ainda um modelo inovador que é o de aceitar apenas como candidatos licenciados que demonstrem vocação para ser médicos. Um sistema que poderá acolher licenciados desempregados, que na área dos profissionais da saúde subiram cerca de 10% entre Junho de 2007 e Junho de 2008

O projecto não deverá implicar a construção de um novo edifício já que a universidade tem instalações disponíveis para albergar o novo curso. O novo mestrado integrado em Medicina será lançado em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa que deverá acompanhar o projecto e disponibilizar alguns docentes para leccionar nos primeiros anos.

A comissão de avaliação internacional do cursos de medicina deu um parecer favorável a este curso, considerando que tem um projecto inovador. O modelo escolhido é igual aos dos cursos de medicina das universidades do Canadá e Holanda. Assim, o curso só receberá candidatos que tenham um 1º ciclo (licenciatura), numa outra área, que deve estar relacionada com cursos como biologia, enfermagem ou ciências biomédicas.

Este novo curso terá a duração de sete anos, seguindo o modelo de 3+4, o que significa que após terem terminado uma licenciatura numa área generalista, e caso entrem no curso, os alunos terão que completar mais 4 anos que lhes permitirão transformar-se em médico e ter um diploma de mestrado integrado. Uma estrutura que vai obrigar a uma alteração do modelo de acesso ao ensino superior.

A grande inovação deste novo curso de Medicina é o facto de apenas aceitar licenciados, como candidatos. Um modelo que a Universidade do Algarve foi buscar aos cursos de Medicina do Canadá e Holanda, onde ao contrário do que se passa nas universidades europeias, o modelo aplicado nos Estados Unidos e Canadá passa pela frequência de uma outra licenciatura, antes de entrar em Medicina. Após a frequência de um curso relacionado com ciências, os alunos podem entrar numa corrida conhecida pelo elevado grau de competitividade, de grande exigência. Ao entrarem para o curso, os alunos têm de fazer quatro anos até adquirirem o grau "medical doctorate" (M.D).

Actualmente os cursos de medicina são leccionados na Universidade dos Açores (ciclo básico), na Universidade da Beira Interior, Universidade de Coimbra, na Universidade de Lisboa, Universidade da Madeira (ciclo básico), na Universidade do Minho, na Universidade Nova de Lisboa, na Faculdade de Ciências Médicas da universidade do Porto e no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, também na Universidade do Porto.







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