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Histórias de Metal e Outros Contos

06/12/2008

Longe da joalharia tradicional, do adorno que complementa o vestuário, a ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos investe noutras orientações para a jóia.



A joalharia artística, tal como as novas orientações do design, veicula mensagens intencionais de quem as concebe. O acto de comunicar, através de uma jóia, pretende ser uma partilha da mensagem com o receptor, se este estiver disposto a entrar no jogo criativo, interpretando.

Histórias de Metal e Outros Contos é uma exposição de jóias de alunos do curso de Artes/Joalharia da ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, patente na Livraria Centésima Página, em Braga, de 6 a 31 de Dezembro 2008.

Longe da joalharia tradicional, do adorno que complementa o vestuário, a ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos investe noutras orientações para a jóia. A joalharia artística, tal como as novas orientações do design, veicula mensagens intencionais de quem as concebe. O acto de comunicar, através de uma jóia, pretende ser uma partilha da mensagem com o receptor, se este estiver disposto a entrar no jogo criativo, interpretando.

Que história poderá contar uma jóia? E como a contará?
Bem longe da joalharia tradicional, do adorno que complementa o vestuário, a ESAD - Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos investe noutras orientações para a jóia.

A joalharia artística, tal como as novas orientações do design, veicula mensagens intencionais de quem as concebe. Certas vezes, no microespaço de uma jóia, o autor envia-nos um recado implícito ou metafórico, outras vezes invoca algo ou alguém, inclui uma crítica social, um conto ou uma narrativa. Mas, como em toda a arte, quase sempre o conteúdo é cifrado ou, pelo menos, a mensagem não tem leitura imediata.

O artista-joalheiro, inscrito no seu mundo subjectivo e emocional, na sua viagem reflexiva, realiza uma transumância por memórias ou investe na ficção-invenção. Isto observa-se nos conceitos e nas configurações das jóias. Mas também no modo como o joalheiro desafia os materiais e as técnicas que correspondem às palavras na escrita. Trabalhados, conferem expressão plástica, cor, vigor, permitindo comunicar ideias. As matérias assim processadas são, portanto, mais relevantes como meios de figuração do que pelo seu valor económico.
O acto de comunicar, através de uma jóia, pretende ser uma partilha da mensagem com o receptor, se este estiver disposto a entrar no jogo criativo, interpretando. Assim, o acto de partilhar é investido de valor, tornando-se possível, apenas, quando existir uma pretensão recíproca entre o artista e o receptor: isto é, se ambos quiserem estabelecer livremente uma troca cujo móbil é, através da interpretação, atribuir sentido à história, ao conto contido na jóia.

As peças em exposição na Livraria Centésima Página são da autoria de:
Ana Fradizela
Eva Rocha
Joana Ribeiro
Liliana Gonçalves
Marta Santos
Sara Costa
Tânia Nunes



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