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31/07/2007
Azulejos que ensinam é o tema de uma exposição de azulejos patente até 30 de Setembro na Universidade e Coimbra. A exposição pode ser visitada no Museu Nacional Machado de Castro, Museu da Ciência da UC Centro de Matemática da UC e na Biblioteca Geral da UC
Albert Einstein declarou um dia: Quem, na juventude, não teve o seu entusiasmo despertado por Euclides, certamente não nasceu para ser cientista. De facto, o grande cientista foi impulsionado para a ciência através da leitura aos doze anos dessa grande obra de certo modo fundadora da matemática, 300 anos antes de Cristo, que é Os Elementos de Euclides. Deste livro, salvo do esquecimento graças aos árabes da Península Ibérica, publicaram-se milhares de edições ao longo dos anos, algumas em português. Uma das mais famosas nos séculos XVII e XVIII, e que foi traduzida em português, teve como autor o jesuíta belga André Tacquet, encontrando-se um exemplar da edição de 1672 no rico espólio da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.
Recorde-se que Euclides foi o fundador da Escola de Matemática da Biblioteca de Alexandria, que não só foi a primeira grande biblioteca (que está, nos últimos anos, a ressurgir...) como também a primeira Universidade.
Não admira por tudo isso que a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra tenha apoiado desde a primeira hora a ideia de fazer uma exposição sobre um conjunto notável de azulejos - julgamos que único no mundo - que ilustram os teoremas geométricos do sábio grego. É tradicional em Portugal a arte da azulejaria. Mas estes azulejos euclidianos, além de belos, são, de facto, azulejos que ensinam.
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