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Fundação Gulbenkian inicia estudo sobre leitura digital

      
Foto: Fundação Calouste Gulbenkian
Foto: Fundação Calouste Gulbenkian
O sociólogo Gustavo Cardoso, diretor do Observatório da Comunicação do ISCTE (Obercom), é o coordenador da equipa e, no intervalo da primeira reunião realizada, em Lisboa, na Fundação Gulbenkian, e referiu em declarações ao PÚBLICO que o estudo além de focus groups com leitores, irá incluir um inquérito representativo da população (com leitores de todas as idades) e ainda uma série de análises da indústria – em termos editoriais – e também das bibliotecas.

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Na reunião, em que se discutiram “os termos do projeto”, se “deu um enquadramento” e se “pensou o que pode ser trabalhado”, participaram não só a equipa (Carla Ganito, Cátia Ferreira e José Neves), como os representantes da Fundação Gulbenkian (Manuel Carmelo Rosa e Maria Helena Melim Borges pelo Serviço de Educação e Bolsas; e Ana Paula Gordo e José Afonso Furtado pela Biblioteca de Arte) e ainda Teresa Calçada (pela Rede de Bibliotecas Escolares), Paula Santos (pela Associação de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas) e Luís Gonzalez Martin (pela Fundación Germán Sanchéz Ruipérez). Desde 2009 que esta fundação espanhola está a fazer uma investigação sobre a leitura em suporte digital, em e-readers e em tablets, em bibliotecas de Salamanca com pessoas de várias faixas etárias.

No projeto espanhol foram dados leitores digitais à população, em determinados contextos, para se tentar perceber a partir do contacto com essa tecnologia: como é que as pessoas lêem e o que muda.

“Em Portugal não será para já feita a mesma coisa”, explica Gustavo Cardoso. “Iremos em busca da percepção do que é a leitura digital, mas tentando encontrar uma maior diversidade de práticas que também sabemos que existem. Leitura digital para nós pode ser aquela que é feita num desktop ou aquela que pode ser feita num telemóvel, não apenas num tablet ou num ereader. O nosso enfoque neste trabalho são as pessoas e não tanto a tecnologia e a forma como a tecnologia é apropriada neste contexto.”

Com uma duração de dois anos, o projeto começa ainda este mês e quer ser um marco no país, tal como foi o trabalho sobre a iliteracia em Portugal que a fundação financiou há uns anos e que influenciou o conjunto de análises futuras. Envolve o CIES - Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e o ISCTE e tem a colaboração do sociólogo John B. Thompson, professor da Universidade de Cambridge, e do norte-americano Jonathan Taplin, que dirige o Annenberg Innovation Lab.

“Apesar de isto parecer estranho, mesmo no estrangeiro existem poucos estudos sobre a questão da leitura digital”, acrescenta Gustavo Cardoso. Existem muitos estudos sobre o que as pessoas lêem ou não lêem, sobre a edição de livros, outros mais ligados à parte tecnológica, mas “sobre a dimensão do fenómeno do que é que é ler” não existem muitos.



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