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“O ponto forte do curso são as pessoas que formam parte do mesmo”

      

Na passada quarta feira, dia 25 de maio, realizou-se na Universidade Politécnica de Madrid, a entrega de prémios da I Edição do Prémio Ibero-americano Miríada X-SEGIB ao melhor MOOC (Curso Online Massivo em Aberto) publicado na plataforma Miríada X. Esta iniciativa impulsada pela Universia, em conjunto com a Telefónica Learning Services e a Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), tem como objeto promover a difusão da formação virtual que oferecem as universidades ibero-americanas.

 

Nesta primeira edição, o vencedor foi o curso Aplicação das Redes Sociais ao Ensino: Comunidades Virtuais, do professor D. Oriol Borrás da Universidade Politécnica de Madrid, que agora nos conta a sua experiência após ter recebido o prémio.

 

1. Porque razão decidiu participar na Miríada X?

Queria chegar a mais pessoas, aproveitando o potencial dos próprios alunos e reutilizar o material de um curso presencial que desenhei para professores da UPM.

Já tinha participado num MOOC da Miríada X (Software livre e conhecimento em aberto) coordenado pelo professor da UPM Angel Fidalgo, assim que me pareceu uma boa plataforma para subir o curso, pois conhecia-a bem.

 

 

2. Pode explicar-nos brevemente em que consiste o seu curso “Aplicação das Redes Sociais ao Ensino: Comunidades Virtuais”?

É um curso que, além de dar a conhecer os princípios básicos das redes sociais, oferece uma visão geral das redes mais conhecidas (Facebook, Twitter o Google +), servindo de ponto de partida para a sua aplicação posterior ao ensino

O ponto forte do curso são as pessoas que fazem parte do mesmo. Ou seja, a comunidade de aprendizagem que se gera ao seu redor, em que os alunos contribuem com as suas ideias e, portanto, aqueles que geram o conteúdo. Imagine um lugar onde os professores podem oferecer toda a sua experiência educacional num espaço partilhado com os alunos de estudos relacionados com a educação, incorporados nas redes sociais (nativos digitais), que também podem fornecer a sua experiencia e visão de um fenómeno que faz parte do seu dia a dia.

 

Na 1a edição do seu curso, inscreveram-se 4.911 pessoas e na sua 2a edição já estão  mais de 6.000 inscritos. Por que acha que número de registados tem vindo a crescer a cada edição? Introduziu alguma novidade no curso que motive este aumento?

Penso que será pelo boca a boca. Não se anunciou ainda esta edição pois está pendente da confirmação da data de desenvolvimento do curso, que seguramente será a meados do próximo mês de outubro.

 

 

3. Do seu ponto de vista, pode dizer-nos quais são as vantagens de se fazer um curso online através da Miríada X?

A projeção e visibilidade que oferece a plataforma. Além disso, a tranquilidade de termos um grupo de técnicos por trás que pode resolver qualquer problema com que nos possamos deparar.

 

 

4. Graças ao avanço das comunicações, vivemos uma etapa de auge dos cursos em aberto, também conhecidos como MOOCs. Qual a sua opinião sobre os cursos online, massivos e em aberto e como vive esta experiência?

Eu sou um seguidor deste movimento desde que há alguns anos assisti a um vídeo de Stephen Downes, um dos principais criadores dos primeiros MOOCs.

Além disso, desde que comecei a trabalhar no Gabinete de Tele-educação da UPM que participei no projeto OpenCourseWare e me "viciei" ao movimento em aberto e tento publicar sempre em aberto (Coleção Digital Politécnica). Assim que, outras iniciativas que incentivam a que qualquer pessoa tenha acesso à educação me parecem louváveis.

No entanto, creio que devíamos apostar na qualidade dos cursos e evitar que a iniciativa se converta numa cadeia de montagem de MOOCs para subir conteúdos em vídeo e acrescentar quatro questionários. Acredito verdadeiramente nos cMOOC e defendo que se fundamentam na cooperação entre os alunos e no peso que estes têm em  MOOCs com uma arquitetura pedagógica por detrás, e não enquanto meros repositórios (xMOOC).

 

 

5. Como vê o futuro das iniciativas educativas online?

Dizem este é um tsunami e que vai ser uma moda passageira. Eu acho que a "seleção natural"cabará por seleccionar as melhores iniciativas. Não estamos a dizer nada que não tenha sido  dito milhares de vezes.

Ainda assim, eu gostaria de ver o possível futuro de um outro ponto de vista. Entendo que não devemos deixar toda a responsabilidade sobre os professores e as instituições, mas também sobre o aluno ou consumidor de cursos que terá que evoluir e aprender a ser um"bom aluno 2.0", melhorando as suas competências digitais e participação, publicando em aberto, discutindo as contribuições dos colegas, resolvendo dúvidas, relatando maus hábitosem comunidades de aprendizagem, etc.

 

 

O que significa para si ganhar este I Prémio Ibero-americano Miríada X-SEGIB?

Para além de um grande orgulho, é uma honra para mim representar a instituição que pertenço e para manifestar a qualidade da educação que a UPM oferece. É também um reconhecimento do meu trabalho e tempo dedicado, ainda que tenha que reconhecer que estou ansioso por começar uma nova edição e melhorar como docente e cidadão 2.0.


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