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Entrevista

iMed Conference 7.0. traz os maiores especialistas internacionais em diversos temas a Portugal

      
iMed Conference 7.0. traz os maiores especialistas internacionais em diversos temas a Portugal

Diogo Luz

Presidente da comissão organizadora do iMed Conference 7.0.

Estudante do 5º ano de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Tal como já divulgámos, os melhores especialistas mundiais da actualidade nas áreas da Medicina e Ciência vão reunir-se em setembro em Portugal no iMed – Innovating Medicine Conference® 2015, o melhor congresso para estudantes de medicina e de ciências da vida da Europa.

O Universia tenta desvendar um pouco do que podemos esperar desta iniciativa com esta entrevista a Diogo Luz, Presidente da comissão organizadora do iMed Conference 7.0.

 

1. Como é que surgiu a necessidade ou a ideia de criar um evento como a(o) iMed Conference em Portugal?

Diogo Luz: O iMed Conference surgiu há 7 anos como consequência de um ambiente que na altura se sentia hostil para os estudantes das ciências da vida e mais particularmente para os estudantes de Medicina. Nesta altura, e de certa forma ainda hoje, a ambição era um valor que se encontrava em défice nestes estudantes, muito por culpa do desinvestimento que se fez, e se tem feito sentir, na ciência, na diminuição das perspetivas de carreira na medicina e na investigação, assim como numa atitude conformista que parece prevalecer no povo português. O iMed Conference surge neste contexto com o claro objetivo de ser um foco de motivação e ambição que tenta possibilitar aos estudantes que o visitam as ferramentas e os métodos necessários para o sucesso, assim como a inspiração para os incentivar a lutarem por ele.
Acima de tudo, queremos que os participantes percebam que é possível sermos os melhores das nossas respetivas áreas, que é possível sermos investigadores, médicos ou cientistas reconhecidos internacionalmente, que é possível ganharmos prémios Nobel, que não devemos ter medo de fugir à regra e, acima de tudo, de que não nos devemos conformar com o negativismo associado às altas ambições.


2. Quando o evento foi criado pela primeira vez, há sete anos, esperavam que viesse a ter a visibilidade e impacto que tem atualmente na área da medicina e investigação a nível internacional? Como é que se dá esta consolidação do evento?

DL: Acho que nunca se esperou que o congresso crescesse tão depressa como tem crescido até hoje. Na altura da sua criação, esperávamos estar a criar um evento que pudesse vir a ser um congresso importante a nível nacional e, talvez a longo prazo, a nível europeu. A realidade é que somos hoje o maior congresso para estudantes das ciências da saúde a nível nacional e estamos agora a começar a tomar uma posição cada vez mais relevante no panorama europeu e internacional.
Na minha opinião, este crescimento foi, em grande parte, devido à aposta que já há alguns anos temos vindo a fazer em oradores internacionais de renome mundial, tendo o iMed sido o primeiro congresso em Portugal a reunir 4 laureados NOBEL numa única edição, apresentando, ano após ano, programas científicos de uma qualidade excelente abordando os temas e as investigações mais inovadoras e que apresentam real possibilidade de vir a alterar o paradigma da prática médica no curto e no médio prazo.

 

3. De todo este variado programa que inclui palestras, workshops práticos, encontros informais, etc, que atividades costumam suscitar maior curiosidade/adesão por parte dos participantes?

DL: De um modo geral, as palestras têm sempre grande adesão, assim como os workshops práticos, mas acho que onde realmente temos observado bastante interesse por parte dos participantes tem sido nas nossas competições. Nomeadamente no Clinical Mind Competition, onde, com a ajuda da consultora científica da série “House M.D.”, a Dr.ª Lisa Sanders, desafiamos os participantes com casos clínicos inesperados, atribuindo aos vencedores estágios de voluntariado de prestação de cuidados de saúde primários em países de língua oficial portuguesa. Tanto esta competição, como o Innovate competition, onde atribuímos 12.000€ em bolsas de investigação, têm sido fortes fatores de diferenciação do nosso congresso suscitando um grande interesse por parte dos estudantes portugueses e, cada vez mais, da comunidade estudantil internacional.

4. Dos temas a abordar na edição deste ano, qual consideram poder vir a ter mais impacto entre os participantes?

DL: Por regra, tentamos sempre selecionar temas que sejam relevantes no panorama médico atual e que apresentem áreas de inovação importante para a prática médica no curto e no médio prazo. Tendo isto em conta, espero que todos os temas que escolhemos para esta edição tenham impacto nos participantes, mostrando que a inovação é uma realidade e que, mais cedo ou mais tarde, ela irá afetar a forma como tratamos e olhamos para os nossos doentes.


5. Podia explicar-nos um pouco as abordagens que pretendem fazer aos temas a debater, dando uma breve explicação?

       5.1 A comunicação com doentes em coma;

DL: Este tema surgiu a partir do nosso interesse na investigação sobre os vários graus de alteração da consciência, leia-se nos diversos graus de “coma”. Nesta palestra pretende-se abordar o que se sabe de novo em relação a estes doentes. No caso que será apresentado foi inesperadamente comprovado que é possível estes doentes compreenderem estímulos e suscitando estes respostas mensuráveis. Algo que até agora nunca tinha sido comprovado.


       5.2 A prática clínica num cenário de guerra;

DL: Este tem sido um tema que nos tem escapado nas edições passadas. Os participantes mostram todos os anos bastante interesse neste tipo de palestras (mais exemplificativas e menos teóricas), nomeadamente no que diz respeito aos médicos em cenários de conflito. É com esse objetivo que montámos esta palestra este ano, como uma forma de mostrar aos participantes qual é o dia-a-dia de um médico neste tipo de contexto e quais os desafios que este tem de superar diariamente.

       
       5.3. A inovação na cirurgia robótica;

DL: Com este tema tencionamos desvendar o futuro da cirurgia. Com a área da robótica a sofrer inovação atrás de inovação, decidimos trazer a Lisboa um exemplo do que poderá vir a ser uma das principais ferramentas do cirurgião do futuro.


        5.4. O papel da optogenética na neuroregeneração;

DL: Um dos temas mais falados na área das neurociências, a optogenética surgiu no panorama científico com um potencial enorme de descobrir novas soluções para uma grande variedade de doenças neurológicas, nomeadamente para as doenças neurodegenerativas. Para discutir da melhor forma este potencial terapêutico, convidámos um dos poucos investigadores que já está a aplicar esta terapia a um modelo animal, como forma de tratamento para a retinite pigmentosa. Esperamos com esta palestra, que os participantes percebam esta nova técnica e as aplicações que poderá vir a ter no futuro próximo.

         5.5. Como a Big Data poderá vir a influenciar o tratamento médico no futuro?

DL: Este é outro tema que pode vir a ser dos “breakthroughs” da medicina contemporânea. A ideia que irá ser explorada será a de como se consegue aplicar grandes quantidades de estatísticas fisiológicas (“big data”) para otimizar o tratamento de doenças crónicas com apresentações clínicas fora do comum e de difícil controlo.

 

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