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De gestor financeiro a líder de mudança: o papel do CFO moderno segundo o barómetro da Michael Page

      

Em Portugal, 78,7% dos líderes financeiros ainda são do género masculino, restando aos profissionais do género feminino uma representação de apenas 21,3%. Curiosamente, quase metade dos líderes financeiros portugueses é jovem sendo que 45,3% tem idade inferior a 39 anos. 44% destes profissionais tem entre 40 a 49 anos e apenas 10,7% tem mais de 50 anos.

Quanto aos sectores que mais recrutam, a liderança cabe aos Serviços, a ocupar 22,7% dos inquiridos, segue-se a Saúde (13,3%) e a Indústria (10,7%). Mas, independentemente do sector, o Barómetro revela que actualmente as principais prioridades dos líderes financeiros são a optimização de processos (68,3%), a gestão financeira (62,4%) e a optimização de custos (60,4%). Com menor prioridade, são apontadas a gestão do risco financeiro (33,7%), fusões e aquisições (16,8%), implementação do planeamento de recursos (12,9%) e preços de transferência (8,9%).

Cada vez mais, as empresas requerem que os líderes financeiros disponham de pensamento estratégico e, simultaneamente, de competências de gestão financeira, comunicação e liderança. Entre as alterações previstas pelas empresas, a serem implementadas por estes profissionais nos próximos 12 meses, destacam-se a implementação de novas políticas (46,5%), de novos softwares (39,6%), de centros de serviços partilhados (17,8%), a centralização (16,8%) e o outsourcing (14,9%). Em contrapartida, apenas 5,9% vai apostar na descentralização e 5% no insourcing. Já 28,7% das empresas inquiridas afirma não terem planeadas alterações significativas.


Para Lourenço Cumbre, Manager da Michael Page Finance, “estamos a assistir à evolução do cargo de CFO. Em parte, muito graças à fase de crise económica que criou novos desafios e necessidades para as empresas, levando-as a adoptar novas estratégias. Estes profissionais assumem agora novas responsabilidades, numa evolução que tem deixado a maioria dos inquiridos, 79,2% mais precisamente, satisfeitos com a sua posição.” O termo “CFO” indica um profissional financeiro ao mais alto nível na sua empresa, fazendo normalmente parte do conselho de administração ou equipa de gestão.


“Actualmente, as empresas não recrutam trabalhadores mas recrutam talento,” refere Lourenço Cumbre perante o facto de 1 em cada 3 empresas inquiridas ter revelado sentir dificuldades na identificação e recrutamento do talento correcto para as suas necessidades de negócio. O barómetro indica que globalmente, 2 em cada 3 empresas identificaram a mesma dificuldade.


“O sector financeiro está em mudança e, o perfil profissional mais procurado hoje poderá já não o ser dentro de um ou dois anos. É necessário que os profissionais apostem numa formação e desenvolvimento contínuos”, aconselha o responsável da Michael Page.

A ampliação das responsabilidades e funções tem levado os líderes financeiros a procurarem para as suas equipas profissionais especializados em contabilidade (27,7%), controlo (24,8%), planeamento e análise financeira (8,9%), gestão de caixa (7,9%) e gestão financeira (7,9%).

“De uma forma global, o CFO actual soma ao conhecimento financeiro competências em áreas tão diversas como TI, legal, recursos humanos e procurement. O seu principal papel agora é o de impulsionador de mudança e de adaptação, o que está a levar as empresas a apostarem na formação e desenvolvimento dos seus colaboradores, tornando-os líderes financeiros,” conclui Lourenço Cumbre.

A maioria dos inquiridos definiu a sua posição como Head of Finance (38,6%) ou CFO (34,6%). Em contrapartida, foi muito menor a percentagem de inquiridos que se definiu como Financial Manager (16%), SVP (9,4%) ou CEO (1,4%). No entanto, a maioria dos líderes financeiros do género feminino definiu a sua posição como Head of Finance (33,3%) ou CFO (24,1%), e nenhum definiu como CEO.

De acordo com os inquiridos, os departamentos financeiros no mercado nacional são maioritariamente constituídos por um a nove elementos (73,3%). Numa realidade em que são comuns departamentos financeiros pequenos, apenas 18,7% é composto por 10 a 19 elementos, 5,3% por 20 a 49 elementos e somente 2,7% é composto por 50 a 99 elementos.


A NÍVEL GLOBAL
A nível global, a média salarial anual dos líderes financeiros varia entre os 125 000 Euros/ano e os 145 000 Euros/ano, consoante a região. O Médio Oriente é a região que regista média mais elevada (170 700 Euros/ano), seguida pela região do Reino Unido & Irlanda (152 200 Euros/ano), pela Ásia (150 600 Euros/ano) e América do Norte (143 700 Euros/ano). A Europa Continental situa-se em antepenúltimo lugar no ranking global com 114 700 Euros/ano, seguida apenas pela África (99 200 Euros/ano) e pela América do Sul (98 500 Euros/ano). 
A realidade global sofre alterações quando se comparam as compensações salariais. Apesar de também aqui a Europa Continental ocupar o antepenúltimo lugar, com uma taxa de compensação/bónus salarial média de 14,6%, é a região do Reino Unido & Irlanda que lidera o ranking, com uma média de 18,4%. Em segundo lugar surge a América do Norte (18,3%), seguida da Ásia (17%) e do Médio Oriente (14,8%). Em penúltimo e último lugares estão a América do Sul (13,9%) e a África (12,7%), respectivamente.  A média global é de 15,6%. 


A idade revela-se importante na abertura dos profissionais à mudança e a abrangência da sua acção para a evolução dos negócios, com os mais jovens a mostrar maior vontade pela implementação de novas políticas no seu departamento. Entre os inquiridos com menos de 35 anos, mais de metade (58,1%) prevê a implementação de novas políticas, face a apenas 11,7% que não prevê qualquer mudança. Em contrapartida, só 42,9% dos inquiridos com mais de 54 anos planeiam mudanças e 27,9% não prevê alterações.
A enfatização do papel do líder financeiro varia também consoante o factor idade, com as empresas a apostarem principalmente em profissionais com menos de 35 anos. 56,5% dos inquiridos, com menos de 35 anos, e 53,7%, com idades entre os 35 e os 39 anos, esperam alterações às suas funções nos próximos dois anos. Já na faixa etária acima dos 50 anos, 39,8% não espera qualquer alteração. Os profissionais que têm actualmente 35 ou menos de 35 anos podem esperar, nos próximos 20 anos, um crescimento salarial de 43%.

Quase metade dos inquiridos (48,5%) prevê permanecer na sua função, mas assumindo um leque mais abrangente de responsabilidades. No actual panorama de mudança, as empresas mostram confiança em profissionais do género feminino, com 52,9% das líderes financeiras a revelarem esperar o crescimento da importância do seu papel. No entanto, a análise do posicionamento e realidade dos CFO e líderes financeiros revela ainda a discrepância salarial entre géneros com os profissionais do género masculino a auferirem, em média, um rendimento 16% superior ao auferido pelos seus pares do género feminino. A distinção torna-se mais acentuada no caso dos bónus salariais, com uma diferença média de 22%.
Como expectável, as empresas de maior envergadura (com mais de 100 colaboradores) oferecem compensação salarial até 67% superior à oferecida pelas pequenas empresas (com menos de 10 colaboradores).

CFO, o cargo desejado
O Barómetro de CFO & Liderança Financeira da Michael Page identificou uma tendência importante de os CFOs passarem a CEOs, principalmente na Europa.
Em termos salariais, a longevidade da carreira dita inevitavelmente a sua compensação. Enquanto 50,1% dos líderes financeiros com menos de 35 anos aufere até 89 000 Euros/ano, cerca de 40% dos líderes financeiros entre os 50 e os 54 anos aufere valores a partir de 150 000 Euros/ano.

Os incentivos oferecidos pelas empresas são moderados, com os níveis da compensação variável acima dos 30% do valor salarial em apenas 15,2% dos casos inquiridos. No entanto, 29,1% dos profissionais do género feminino inquiridos indica uma percentagem de componente variável de apenas 5%.


Mobilidade e carreira
No espaço de dois anos, houve um crescimento de 4% no número de profissionais que estão disponíveis para mudar de país ou para se deslocar por razões profissionais. Se, em 2012, 81% se mostrou disponível, em 2014, 85% dos inquiridos responderam afirmativamente à mesma questão.

Cada vez mais, os profissionais mais jovens têm maior expectativa de um emprego motivador e bem compensado, o que leva 92% dos inquiridos com menos de 35 anos a mostrarem-se disponíveis para se deslocar ou relocalizar. A percentagem de profissionais do género feminino disponível é inferior (78,3%), o que pode ser uma das razões para o facto de ainda receberem remunerações inferiores aos seus colegas do género masculino.

Metodologia do estudo e perfil dos inquiridos
O Barómetro de CFO & Liderança Financeira da Michael Page recolheu, de Maio a Junho de 2014, respostas de 2.847 líderes financeiros de mais de 70 países, através de um questionário online. Os participantes trabalham em diferentes indústrias e em empresas de dimensões diversas, apresentando ainda diferentes níveis de senioridade. Os resultados foram contabilizados de acordo com a dimensão do mercado nacional de cada inquirido, transparecendo a função dos inquiridos, sector de actividade, dimensão da empresa, estrutura legal, género e idade.

Conclusão:

? Os líderes financeiros tornaram-se peça central para mudança e adaptação das empresas, podendo no futuro o CFO substituir o CEO como quadro directivo mais importante.

? Este Barómetro revela média salarial da Europa Continental em antepenúltimo lugar no ranking global, superada pelo Médio Oriente, Reino Unido & Irlanda e Ásia. Ainda a nível global, a remuneração dos profissionais do género masculino é 16% superior à dos seus pares do género feminino.

? Nos próximos 20 anos, os profissionais com 35 ou menos de 35 anos podem esperar um crescimento salarial de 43%.

? Em Portugal, considerando a crescente abrangência e componente estratégica da sua função, 79,2% dos líderes financeiros estão satisfeitos com a sua posição e apenas 20,8% afirmam-se insatisfeitos.

? 1 em cada 3 empresas no mercado nacional afirma ser difícil o recrutamento do talento ideal para fazer face às suas necessidades de negócio. Mas, se em Portugal 33,7% sentem dificuldades, a nível global a percentagem sobe para 66,3% (2 em cada 3 empresas).

Sobre a Michael Page
A Michael Page é uma das mais conhecidas e respeitadas consultoras de recrutamento do mundo. Estabelecida há mais de 35 anos no Reino Unido, tem actualmente 153 escritórios em 35 países. É uma empresa líder em recrutamento e selecção especializada de quadros médios e superiores, para projectos de carácter permanente e temporário, sendo constituída por consultores especializados, que apresentam formação e experiência profissional nas áreas para as quais recrutam.

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