Cursos mais procurados do mundo: plataforma elearning 101

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1. O que são o elearning e o b-learning?
2. A importância do elearning para as empresas
3. O elearning na formação escolar do aluno
4. Os cursos online mais procurados no mundo
5. Como os smartphones podem influenciar no elearning
O elearning trata-se um tipo de ensino online que oferece a possibilidade de aprendizagem à distância, visto que este sistema utiliza a internet como forma distribuição de conteúdos. Os locais onde estes conteúdos se encontram disponíveis designam-se comummente de plataformas de elearning, e são os elementos que estão na base do ensino à distância.
Uma outra vertente do elearning são os regimes b-learning, muito utilizados por diversas Universidades por todo o país e que se distinguem do regime elearning na medida em que o aluno terá de se deslocar pontualmente à instituição de ensino para efetuar exames, provas, ou eventualmente ter aulas práticas que sejam indispensáveis à disciplina leccionada, ainda que a maior parte do bloco seja realizado através do ensino à distância.
O elearning não traz benefícios apenas para os estudantes e instituições de ensino. As empresas também podem utilizar este tipo de tecnologia para evoluir, expandir, ou maximizar as potencialidades dos seus colaboradores de forma simples.
Segundo o estudo da elearning Market Trends & Forecast realizado em 2016, os negócios que utilizam o elearning são mais duradouros e possuem uma força de trabalho mais produtiva. Isto porque a estratégia de utilizar o ensino online pode atualizar os funcionários sobre as últimas tendências nas suas respectivas áreas - conhecimento positivo para as suas carreiras e para a própria empresa.
Além disto, o elearning também pode ser uma forma de investir nas pessoas que já estão a trabalhar na empresa, sem que haja necessidade de recorrer a mais mão-de-obra no mercado. Esse aspecto é benéfico tanto para o funcionário, que se sente bem a trabalhar num ambiente que incentiva o crescimento profissional, como para a empresa, que terá menos gastos mantendo bons resultados.
Utilizar o elearning no mercado de trabalho compreende ainda um segundo aspeto fundamental para as empresas, que é a questão da atualização real, e não a ilusão de estar atualizado. Este sistema impede que haja um desfasamento temporal no que respeita a atualizações face às últimas tendências, estando assim a empresa constantemente em processo de reinvenção e renovação das suas estratégias de mercado, uma vez que está alinhada com os últimos avanços nas respectivas áreas de interesse.
Para terminar, o elearning serve ainda como critério de avaliação de competências dos funcionários. Se um empresário está à procura de um programa que analise o progresso de um profissional dentro do seu ramo de atividade, é possível verificar isso através do ensino online.
Utilizar o elearning nas empresas pode portanto ser uma excelente solução para evoluir as competências e maximizar as potencialidades dos colaboradores de uma empresa, dado que o investimento no desenvolvimento profissional destes será conseguido em pouco tempo e com estatísticas que apresentam ótimos resultados.
De acordo com os resultados apurados no estudo da empresa norte-americana Market Trends & Forecast, os países da América do Norte foram os que mais investiram no elearning nas escolas. Logo atrás, surge a Europa e os países emergentes da Ásia.
Desde o início do ensino online, o setor que mais beneficiou desta modalidade foi o dos alunos até aos 18 anos. Nos Estados Unidos, principalmente após a crise económica de 2009, o elearning foi ainda mais adaptado às necessidades de cada escola.
Este fenómeno pode ser explicado por três diferentes motivos. O primeiro está relacionado com os custos dos cursos à distância em comparação com os dos cursos presenciais. Por mais que exista um investimento inicial para adquirir os dispositivos eletrónicos, o custo benefício acaba por ser maior.
O segundo motivo está diretamente relacionado com o aumento dos tablets e dos smartphones entre os jovens. Nos Estados Unidos é comum encontrarmos adolescentes que utilizam estes gadgets em sala de aula. Em vez de proibir o uso, as escolas decidiram aproveitar os benefícios que a tecnologia pode trazer para o ensino.
O terceiro fator está relacionado com as possibilidades que a tecnologia nos oferece e que as escolas não podem proporcionar. Com o elearning, os alunos podem misturar os cursos com um jogo e aprender enquanto se divertem. Além disso, a tecnologia desenvolve competências de liderança, adaptação e de pensamento rápido, que são importantes para os futuros profissionais.
As escolas ainda são a fatia que mais utiliza o elearning, o que se deverá manter nos próximos anos. Os países emergentes como Índia e China são mercados que estão a apostar nos benefícios do ensino online para os seus alunos e, por isso, esta tecnologia deverá tornar-se cada vez mais comum.
Aprofundar os segredos do cérebro humano, conhecimentos técnicos inerentes à complexidade da inteligência artificial, e ter a capacidade de falar bem em público - especialmente a língua inglesa - são as 3 tendências do elearning nos gigante da área que são as plataforma Coursera, edX, e Udacity.
Em plena explosão tecnológica, Deep Learning, Ciência de Dados, e Programação são os cursos mais populares desta plataforma em 2020. Por isso o curso de Machine Learning (que ensina como funcionam os computadores sem serem explicitamente programados, sendo portanto uma área irmã da Inteligência Artificial) e o Learning How to Learn (que explora a forma como o cérebro aprende) são os mais populares.
Também os MOOCs gratuitos para aprender inglês das Universidades de Cambridge e Harvard são muito populares nesta área. “Às habilidades técnicas foram adicionadas nos últimos anos as capacidades sociais e a comunicação: o mercado requer pessoas capazes de aprender rápido e saber interagir de forma efetiva ", explica Jeff Maggioncalda, CEO da Coursera.
Em conjunto com outras plataformas de prestígio, como a edX ou a Udacity, a Coursera colocou em 2011 no mapa os chamados MOOC (Massive Open Online Course) que permitem que qualquer pessoa no planeta possa ter acesso ao conteúdo que até então era exclusivo para os alunos de estabelecimentos de ensino de elite.
Em 2011, os professores de informática Daphne Koller e Andrew NG da Universidade de Stanford lançaram a Coursera, que hoje conta com mais de 150 universidades afiliadas e entre os seus acionistas está o magnata Carlos Slim. A maioria dos cursos oferecidos por esta plataforma são gratuitos, mas se o aluno pretender um certificado no final do curso terá de pagar uma taxa, assim como terá de pagar as propinas por uma parte dos graus académicos disponíveis nesta plataforma. Mas atenção porque a Coursera disponibiliza Apoios Financeiros para estes fins mediante um requerimento devidamente justificado e que irá ser submetido a análise. Vale ainda dizer que existem desde 2018 seis graus académicos totalmente gratuitos.
As plataformas elearning não declararam guerra às universidades de forma nenhuma, mas atraíram um número tão grande de alunos que mais de 300 centros de ensino superior em todo o mundo se filiaram para oferecer os conteúdos mais avançados.
Outra das grandes tendências é a aprendizagem do inglês. Na lista dos 10 cursos mais procurados do ano na edX, o primeiro é como preparar o TOEFL, que é seguido pelo IELTS e um outro curso de gramática. "Vemos um grande interesse em aprender novas línguas e há uma grande procura por cursos que permitem avançar profissionalmente. A informática e o empreendedorismo também estão em alta", diz Anant Agarwal, fundador da edX, que ultrapassa 13 milhões de estudantes em todo o mundo e possui mais de 130 universidades afiliadas.
À semelhança da Coursera na plataforma edX a inscrição nos cursos é gratuita e, só se o estudante desejar receber um certificado oficial, é que deverá efetuar o pagamento de uma taxa entre 50 euros a 300 euros em média.
"O que nos diferencia das universidades tradicionais é que oferecemos formação ao longo da vida", diz Sebastian Thrun, fundador da Udacity, com mais de oito milhões de estudantes em todo o mundo.
Udacity aposta em programas de tecnologia de curta duração
A Udacity é a plataforma de formação mais tecnológica e em 2017 lançou as nanocarreiras, um total de 20 programas especializados em tecnologia de curto formato que criaram em conjunto com o Google, a IBM, o Facebook, a Amazon, entre outros. Estas empresas valorizam esses programas quando contratam novos funcionários.
No caso do Google, entre os seus funcionários já existem 40 alunos da Udacity. "Um dos cursos de maior sucesso é como construir carros autónomos. Avançamos para o futuro. Essa é a nossa especialidade. "
Quando falamos em elearning, muitas pessoas pensam em cursos realizados através do computador. No entanto a utilização de smartphones nos cursos online tem sido cada vez mais comum, e essa tendência só tende a aumentar.
O primeiro motivo para incentivar o uso de smartphones no elearning deve-se ao conceito Bring your Own Device (BYOD), que defende que se cada pessoa utilizar o seu próprio dispositivo eletrónico sentir-se-á mais livre para trabalhar, aumentando a produtividade.
Os professores podem, por exemplo, sugerir aos seus alunos cursos que estejam disponíveis para smartphones e permitir que eles o façam na sala de aula. Além disso, os smartphones trazem cada vez mais ferramentas e “features” que melhoram a experiência do utilizador. Os cursos online podem agora ser feitos de maneira tão eficaz através de um smartphone, como através de um tablet ou computador.
Por fim torna-se possível carregar o conteúdo do curso para qualquer lugar. Essa facilidade é excelente para o ensino online, uma vez que é possível estudar, mesmo que não esteja fisicamente dentro de uma sala de aula.
Os smartphones, podem portanto estar intimamente relacionados com o crescimento do elearning em todo o mundo, e até contribuir para que aumente mais ainda. Aproveite os benefícios do seu smartphone e comece a estudar através dele.