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Entrevista

Amor em tempos de Apps: "Os emogis são a ponta do iceberg das relações humanas “over the wire”", diz Professor Paulo Pinto

      
Amor em tempos de Apps:

Paulo J. Pinto

Professor do Ensino Superior desde 1994. Atualmente, a tempo inteiro na Universidade Lusíada de Lisboa tendo a seu cargo unidades curriculares dos cursos de Informática, Engenharia Informática, Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Comunicação e Multimédia, Economia, Gestão, Turismo, Gestão das Organizações Desportivas

  • Considera que, com o uso da tecnologia, a forma de nos relacionarmos amorosamente tem vindo a mudar?

Com certeza que sim. Com o uso da tecnologia ao serviço do social, as pessoas encontraram novas formas de comunicar e, como naturalmente as emoções são objeto de comunicação, elas próprias encontraram novas formas de expressão. Os emogis são a ponta do iceberg das relações humanas “over the wire”.

  • Quais são as principais razões pelas quais as pessoas preferem usar a tecnologia para se relacionar?

Não sei se preferem a tecnologia para se relaconarem. Sei que a usam para esse fim. Penso não haver uma principal razão. Eu, por exemplo, há 40 anos atrás, comunicava por telefone e por carta, hoje comunico por telemóvel e por e-mail. A razão é a mesma, o meio é que mudou.

  • Que perigos enfrentam as pessoas que recorrem a sites para encontrar um companheiro/a? E perante estes perigos, que precauções devem ter os utilizadores destas Apps ou sítios web?

O perigo de decepção. E de perda de dinheiro, porque estes sites têm sempre algum custo associado. Esses sites (e estou a falar dos mais honestos) procuram ligar as pessoas pelas preferências desmonstradas e pelos interesses que eventualmente tenham em comum. Mas todos sabemos desde a Idade Média que os casamentos “arranjados” por qualquer outro tipo de interesse que não seja genuinamente emocional estão condenados ao fracasso e, consequentemente a uma potencial infidelidade material ou não. Claro que há exceções. E há exceções porque somos humanos, o que significa que alguns… resultam!

  • Qual o perfil mais comum dos utilizadores que decidem encontrar um companheiro através da internet?

Não sendo frequentador destes sites, a resposta terá de ser um pouco especulativa, mas creio que só existem dois móbiles, e consequentemente dois grandes perfis associados, a este tipo de utilizadores: a curiosidade e a solidão. Os primeiros procuram descobrir coisas novas e ver uma outra realidade. Os segundos, por incapacidade social direta (misogenia, timidez, etc.), procuram suprir essa incapacidade através desses sites. Em qualquer dos casos penso que esses utilizadores apresentam-se de forma mais ou menos diversa do que são na realidade. Os primeiros para “esconderem” a sua personalidade e os segundos para aumentarem as hipóteses de sucesso no relacionamento.

  • Qual a percentagem de pessoas que procuram o amor na internet e quais são as Apps ou páginas mais usadas no nosso país?

Isso não sei mesmo, já que não sou utilizador desse tipo de sites. Mas penso que essa informação poderá estar disponível nos Observatórios de Internet ou em sites de avaliação deste tipo de sites.

  • Que probabilidades de êxito tem um casal que acaba de se conhecer na internet?

As mesmas que tem quando se conhecem de outra forma qualquer. O êxito apenas é ditado pela “quimica” que se gera entre as pessoas. O meio para lá chegar é irrelevante.



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