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Combater a Infoexclusão

      
Combater a Infoexclusão
Combater a Infoexclusão  |  Fonte: istock

Este é um problema que afeta crianças e jovens que estão fora dos grandes centros urbanos; pessoas na terceira idade, que de alguma forma não se conseguiram adaptar às novas tecnologias; e também pessoas que estão em lugares do mundo onde a tecnologia ainda não chegou. No entanto, é preciso ter em conta que existem muitas pessoas com acesso ao meio digital e que, porém, não possuem níveis avançados de literacia digital. Isto torna os comportamentos online em práticas puco seguras. Também existem pessoas que, apesar de possuírem contacto com o meio digital, preferem não ter um perfil em redes sociais ou têm receio do desconhecido que as novas tecnologias podem trazer.

Desenvolvimento da Literacia Digital

A literacia digital é uma forma de medir as competências pessoais no domínio das novas tecnologias. Estudar o nível de literacia digital de uma determinada comunidade irá permitir uma maior campanha de bons modos do uso das TIC. Neste sentido, a União Europeia já desenvolveu um modelo estrutural que avalia as habilidades de cada um dos cidadãos nesta área. Este modelo (European Digital Competence Framework for Citizens) pode ser usado para estratégias educativas ou avaliação de capacidades para uma determinada função/emprego.  Ser digitalmente competente, ou possuir literacia digital, é muito mais do que saber usar um smartphone ou um computador. O que se pretende é: cidadãos capazes de usar as tecnologias digitais de modo crítico, cooperante e criativo. Isto é muito importante para o desenvolvimento de uma sociedade informada e que ajuda a combater problemas como as fake news e outras práticas pouco seguras online.

Projetos Educativos contra a Infoexclusão

No cerne do problema da Infoexclusão, sabemos que a melhor maneira de o combater é através da educação. No ensino obrigatório já existe a disciplina de “TIC” para promover a literacia digital e formar cidadãos capazes de explorar todas as possibilidades que as novas tecnologias nos oferecem. No entanto existem camadas da população que necessitam de atualização de conhecimentos na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Neste sentido existem alguns projetos educativos com vista a capacitar jovens e trabalhadores. Apresentamos alguns exemplos:

GEN10S

Este é um projeto da Google e tem como outros parceiros a SIC Esperança e a Ayuda en Acción. O objetivo deste programa é tentar reduzir desigualdades na área das competências digitais, como meio de minorar as barreiras socioeconómicas e de género. Para o efeito é realizada formação para jovens e professores em programação SCRATCH.

Infoexclusão Zero / AP Digital 4.0

A Direção-geral de Qualificação dos Trabalhadores da Função Pública (INA) possui um  Programa de Capacitação em Competências Digitais. Este projeto educativo pretende capacitar trabalhadores da função pública para compreenderem as realidades que estão associadas às tecnologias de informação. A informação visa essencialmente a capacidade de comunicação, gestão de dados, algoritmos, robótica e cibersegurança.

Levar a Tecnologia a Países em Desenvolvimento

Podemos ver a infoexclusão como um problema social que está associado a baixos níveis de literacia, pobreza e falta de infraestruturas. Para países em desenvolvimento é necessário que se trabalhem em conjunto estes vários problemas, para que as pessoas possam aceder à tecnologia e se possam desenvolver até mesmo ao nível do trabalho e produção. Neste sentido é premente que o desenvolvimento tecnológico e social em países mais ricos, possam acolher outro tipo de respostas para problemas que afetam o terceiro mundo.  



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