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Metared Portugal debateu o ensino a distância no Ensino Superior face ao COVID-19

      
A partilha das respostas das várias Instituições de Ensino Superior (IES) face aos desafios provocados pela pandemia do COVID-19, e mais especificamente o da transição para o <strong>Ensino não Presencial,</strong> foi o tema do primeiro Webinar da Metared Portugal que decorreu na passada quarta-feira na presença de 303 assistentes de 68 instituições na sua grande maioria portuguesas, mas também algumas estrangeiras (brasileiras, chilenas, inglesas e espanholas).<br/><br/><div><strong>A Metared Portugal é uma associação de instituições de ensino superior públicas e privadas portuguesas</strong> que conta com o apoio da Universia e que está aberta a outras entidades da administração pública que desenvolvam atividade relevante no domínio das TIC e em particular na sua aplicação no âmbito do ensino superior.<br/><br/>Com esta iniciativa, <strong>a Metared Portugal procurou juntar decisores universitários, técnicos e investigadores</strong>, bem como especialistas da FCT / FCCN para discutir os desafios da passagem abrupta e forçada para o ensino a distância, numa altura crítica em que são exigidas soluções rápidas mas eficazes. Partindo da premissa de que o uso de plataformas de ensino a distância para complemento às aulas presenciais era já uma realidade no ensino superior, a sessão moderada por Joaquim Godinho, secretário executivo da Metared Portugal e Diretor de Serviços de Informática. Universidade de Évora, procurou debater até que ponto os professores e os alunos estavam preparados para o seu uso generalizado de forma repentina.<br/><br/><img src=https://imagenes.universia.net/gc/net/images/universidades/3/30/303/303_participantes_de_68_instituições.png height=110 width=933/><br/><br/>Para Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora e Presidente da Metared Portugal, <strong>a transição do ensino superior do presencial para a distância foi necessária, mas abrupta</strong>, tendo as aulas à distância iniciado quatro ou cinco dias depois do encerramento das aulas presenciais nas instituições. Importa agora avaliar se neste modelo, estão ou não a chegar a todos os alunos. A reitora sublinhou a importância das iniciativas das Instituições de Ensino Superior para facilitar a inclusão digital de todos os seus alunos. No caso da Universidade de Évora, destacou, foi criado um fundo de emergência para aquisição de computadores para emprestar aos alunos.<br/><br/>Depois da transição do modelo lectivo, as questões proeminentes, quer para alunos, quer para docentes, são agora a avaliação e uma solução para a falta de aulas práticas nas disciplinas em que são fundamentais, seja na forma como se poderão processar à distância, seja na forma como deverão ser implementadas nos <strong>primeiros tempos do pós-confinamento</strong>.<br/><br/>Para Juan Gomez Ortega, Presidente da sectorial de Tecnologias de Informação e Comunicação da organização de reitores de IES espanholas, CRUE TIC, <strong>as universidades não estavam preparadas para esta mudança forçada,</strong> nem do ponto de vista técnico nem do ponto de vista legal para a docência e avaliação online. Colocam-se agora questões como «Como é que podemos fazer exames virtuais se o aluno perder, ainda que momentaneamente, o acesso online?» e «Será que do ponto de vista legal o aluno pode recusar-se a aceitar esta alteração na avaliação?». De qualquer forma, a resposta que as Instituições de Ensino Superior apresentaram quer em Espanha quer em Portugal, foi a melhor possível perante o cenário que se impôs. As Instituições de Ensino Superior devem preparar agora o regresso aos espaços da à universidade e como esta funcionará depois desta fase. <strong>Qual o modelo de ensino-aprendizagem pós COVID-19?<br/><br/></strong>Para Nuno Rodrigues, Vogal da FCT, devemos <strong>analisar a forma</strong> como os alunos estão de facto a aprender e que metodologias devem ser implementadas. Será que o futuro passa por um modelo misto? Ponderadas estas questões, há que enaltecer a forma como as equipas docentes reagiram perante estas imposições de última hora e o papel que entretanto assumiram, centrando ainda mais em si o processo educativo.<br/><br/>João Gomes, Diretor da Unidade de Serviços Avançados da FCT/ FCCN apresentou algumas das ferramentas que a Fundação põe à disposição das IES e que têm sido muito usadas neste modelo de ensino à distância: Colibri, Nau, Videocast, Educast ou um estúdio de gravação.<br/><br/>Na sua <strong>apresentação sobre Boas práticas no Ensino a Distância</strong>, Pedro Cabral da Unidade de Computação Científica Nacional da FCT, referiu que por vezes, cada docente está a utilizar plataformas diferentes. Alertou, no entanto, que para o aluno é importante que exista apenas um único local de gestão de aprendizagens. Destacou ainda a importância da criação de novas dinâmicas, por exemplo através da criação de pequenos grupos que, monitorizados pelo professor, permitam criar materiais com autocorreção. <strong>Os professores podem e devem recorrer à ajuda das equipas de e-learning já existentes</strong> na maioria das IES e podem pedir diretamente feedback aos seus alunos que entendendo a excecionalidade da situação, poderão ajudar a melhorar conteúdos e dinâmica.<br/><br/>Na óptica da avaliação a distância, Rui Ribeiro da Unidade de Computação Científica Nacional da FCT enumerou as ferramentas disponíveis para e-assessment e formas de autenticação. Referiu que, se queremos pensar em termos de futuro, deveremos encontrar formas fidedignas de verificar se aquela pessoa (no caso, o aluno) é ou não a mesma pessoa através (ao longo do) curso. Debruçou-se finalmente sobre os custos das soluções e lembrou o potencial da negociação conjunta para baixar o preço por teste.<br/><br/>Leire Nuere da Universidad Francisco de Vitoria e José Manuel Sota da Universidad de La Rioja partilharam <strong>ações de ensino e avaliação perante a COVID 19 nas universidades espanholas</strong> apontando que na sua generalidade enfrentaram as mesmas questões que em Portugal: Formação a distância satisfatória, as plataformas serviram as necessidades; formação a docentes e estudantes. A sua grande preocupação passa agora pela avaliação, bem como das questões legais e de proteção de dados (gravações). Numa tentativa de dar resposta a estas questões foi elaborado um documento com recomendações e propostas considerando todas as dimensões necessárias a este processo: metodológica, normativa (como a proteção de dados e dos direitos de docentes e dos alunos) e a tecnológica, bem como a necessidade de se preservar a qualidade dos processos de avaliação para garantir a validade dos títulos.<br/><br/>Para Maria Potes Barbas, <strong>Coordenadora do Grupo de Tecnologias Educativas</strong><strong>da Metared Portugal</strong>, o <strong>Blended learning</strong> será, depois desta fase, uma realidade que veio para ficar. Entre as melhores práticas que retirou da sua experiência na Universidade Aberta e que implementou no Instituto Politécnico de Santarém onde também dá aulas, destaca a avaliação contínua, a adaptação de conteúdos, e a planificação constante.<br/><br/><strong>Isabel Falé da Universidade Aberta, a única instituição portuguesa a funcionar exclusivamente a distância</strong>, comentou que o seu sistema de avaliação baseia-se em vários momentos de avaliação contínua à distância complementado por um único momento de avaliação presencial. Considera que a planificação é de facto chave neste processo, sendo muito importante para alunos e para docentes. Referiu ainda que qualquer sistema de avaliação que venhamos a implementar deve ter qualidade, para não desacreditar a avaliação on-line.<br/><br/>Infelizmente, devido a questões técnicas não foi possível realizar a apresentação de Filipe Chaves (Diretor da Escola Técnica Superior Profissional do IPCA) subordinada ao tema <strong>Somos Todos Digitais</strong>.<br/><br/>A discussão gerada pelo tema da Avaliação evidenciou a oportunidade de realizar outro encontro sobre o tema. Foram também lançados os desafios de organização de uma webinar sobre a segurança informática e um terceiro para ouvir os estudantes: como estão a viver este período e a encarar a resposta dadas pelas IES.<br/><br/>O vídeo deste webinar poderá ser consultado em <a href=https://www.youtube.com/watch?v=tj3YEdY4KiI>https://www.youtube.com/watch?v=tj3YEdY4KiI</a><br/><br/><span style=color: #ff0000;><strong>Sobre a Metared</strong></span><br/>A Metared é uma iniciativa que nasceu no IV Encontro Internacional de Reitores Universia, onde mais de 700 reitores de 26 países refletiram sobre a<strong> Universidade do Século XXI</strong>. Surge com a finalidade de servir de lugar de encontro, debate, reflexão e trabalho colaborativo sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação nas universidades, com total respeito pelo princípio da autonomia universitária. O seu contributo centra-se também na partilha de esforços e no contributo de boas práticas dos diferentes países.<br/><br/><span style=color: #ff0000;><strong>Sobre a rede Universia</strong></span><br/>A Universia é a rede universitária de referência para a <strong>comunidade ibero-americana</strong> e desde a sua criação conta com o mecenato do Banco Santander. Reúne 1.341 universidades, que representam 19,9 milhões de professores e estudantes. Em Portugal a rede integra 31 instituições de ensino superior. Mais informação em <a href=https://www.universia.pt>www.universia.pt</a>.</div>
A partilha das respostas das várias Instituições de Ensino Superior (IES) face aos desafios provocados pela pandemia do COVID-19, e mais especificamente o da transição para o Ensino não Presencial, foi o tema do primeiro Webinar da Metared Portugal que decorreu na passada quarta-feira na presença de 303 assistentes de 68 instituições na sua grande maioria portuguesas, mas também algumas estrangeiras (brasileiras, chilenas, inglesas e espanholas).

A Metared Portugal é uma associação de instituições de ensino superior públicas e privadas portuguesas que conta com o apoio da Universia e que está aberta a outras entidades da administração pública que desenvolvam atividade relevante no domínio das TIC e em particular na sua aplicação no âmbito do ensino superior.

Com esta iniciativa, a Metared Portugal procurou juntar decisores universitários, técnicos e investigadores, bem como especialistas da FCT / FCCN para discutir os desafios da passagem abrupta e forçada para o ensino a distância, numa altura crítica em que são exigidas soluções rápidas mas eficazes. Partindo da premissa de que o uso de plataformas de ensino a distância para complemento às aulas presenciais era já uma realidade no ensino superior, a sessão moderada por Joaquim Godinho, secretário executivo da Metared Portugal e Diretor de Serviços de Informática. Universidade de Évora, procurou debater até que ponto os professores e os alunos estavam preparados para o seu uso generalizado de forma repentina.



Para Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora e Presidente da Metared Portugal, a transição do ensino superior do presencial para a distância foi necessária, mas abrupta, tendo as aulas à distância iniciado quatro ou cinco dias depois do encerramento das aulas presenciais nas instituições. Importa agora avaliar se neste modelo, estão ou não a chegar a todos os alunos. A reitora sublinhou a importância das iniciativas das Instituições de Ensino Superior para facilitar a inclusão digital de todos os seus alunos. No caso da Universidade de Évora, destacou, foi criado um fundo de emergência para aquisição de computadores para emprestar aos alunos.

Depois da transição do modelo lectivo, as questões proeminentes, quer para alunos, quer para docentes, são agora a avaliação e uma solução para a falta de aulas práticas nas disciplinas em que são fundamentais, seja na forma como se poderão processar à distância, seja na forma como deverão ser implementadas nos primeiros tempos do pós-confinamento.

Para Juan Gomez Ortega, Presidente da sectorial de Tecnologias de Informação e Comunicação da organização de reitores de IES espanholas, CRUE TIC, as universidades não estavam preparadas para esta mudança forçada, nem do ponto de vista técnico nem do ponto de vista legal para a docência e avaliação online. Colocam-se agora questões como «Como é que podemos fazer exames virtuais se o aluno perder, ainda que momentaneamente, o acesso online?» e «Será que do ponto de vista legal o aluno pode recusar-se a aceitar esta alteração na avaliação?». De qualquer forma, a resposta que as Instituições de Ensino Superior apresentaram quer em Espanha quer em Portugal, foi a melhor possível perante o cenário que se impôs. As Instituições de Ensino Superior devem preparar agora o regresso aos espaços da à universidade e como esta funcionará depois desta fase. Qual o modelo de ensino-aprendizagem pós COVID-19?

Para Nuno Rodrigues, Vogal da FCT, devemos analisar a forma como os alunos estão de facto a aprender e que metodologias devem ser implementadas. Será que o futuro passa por um modelo misto? Ponderadas estas questões, há que enaltecer a forma como as equipas docentes reagiram perante estas imposições de última hora e o papel que entretanto assumiram, centrando ainda mais em si o processo educativo.

João Gomes, Diretor da Unidade de Serviços Avançados da FCT/ FCCN apresentou algumas das ferramentas que a Fundação põe à disposição das IES e que têm sido muito usadas neste modelo de ensino à distância: Colibri, Nau, Videocast, Educast ou um estúdio de gravação.

Na sua apresentação sobre Boas práticas no Ensino a Distância, Pedro Cabral da Unidade de Computação Científica Nacional da FCT, referiu que por vezes, cada docente está a utilizar plataformas diferentes. Alertou, no entanto, que para o aluno é importante que exista apenas um único local de gestão de aprendizagens. Destacou ainda a importância da criação de novas dinâmicas, por exemplo através da criação de pequenos grupos que, monitorizados pelo professor, permitam criar materiais com autocorreção. Os professores podem e devem recorrer à ajuda das equipas de e-learning já existentes na maioria das IES e podem pedir diretamente feedback aos seus alunos que entendendo a excecionalidade da situação, poderão ajudar a melhorar conteúdos e dinâmica.

Na óptica da avaliação a distância, Rui Ribeiro da Unidade de Computação Científica Nacional da FCT enumerou as ferramentas disponíveis para e-assessment e formas de autenticação. Referiu que, se queremos pensar em termos de futuro, deveremos encontrar formas fidedignas de verificar se aquela pessoa (no caso, o aluno) é ou não a mesma pessoa através (ao longo do) curso. Debruçou-se finalmente sobre os custos das soluções e lembrou o potencial da negociação conjunta para baixar o preço por teste.

Leire Nuere da Universidad Francisco de Vitoria e José Manuel Sota da Universidad de La Rioja partilharam ações de ensino e avaliação perante a COVID 19 nas universidades espanholas apontando que na sua generalidade enfrentaram as mesmas questões que em Portugal: Formação a distância satisfatória, as plataformas serviram as necessidades; formação a docentes e estudantes. A sua grande preocupação passa agora pela avaliação, bem como das questões legais e de proteção de dados (gravações). Numa tentativa de dar resposta a estas questões foi elaborado um documento com recomendações e propostas considerando todas as dimensões necessárias a este processo: metodológica, normativa (como a proteção de dados e dos direitos de docentes e dos alunos) e a tecnológica, bem como a necessidade de se preservar a qualidade dos processos de avaliação para garantir a validade dos títulos.

Para Maria Potes Barbas, Coordenadora do Grupo de Tecnologias Educativasda Metared Portugal, o Blended learning será, depois desta fase, uma realidade que veio para ficar. Entre as melhores práticas que retirou da sua experiência na Universidade Aberta e que implementou no Instituto Politécnico de Santarém onde também dá aulas, destaca a avaliação contínua, a adaptação de conteúdos, e a planificação constante.

Isabel Falé da Universidade Aberta, a única instituição portuguesa a funcionar exclusivamente a distância, comentou que o seu sistema de avaliação baseia-se em vários momentos de avaliação contínua à distância complementado por um único momento de avaliação presencial. Considera que a planificação é de facto chave neste processo, sendo muito importante para alunos e para docentes. Referiu ainda que qualquer sistema de avaliação que venhamos a implementar deve ter qualidade, para não desacreditar a avaliação on-line.

Infelizmente, devido a questões técnicas não foi possível realizar a apresentação de Filipe Chaves (Diretor da Escola Técnica Superior Profissional do IPCA) subordinada ao tema Somos Todos Digitais.

A discussão gerada pelo tema da Avaliação evidenciou a oportunidade de realizar outro encontro sobre o tema. Foram também lançados os desafios de organização de uma webinar sobre a segurança informática e um terceiro para ouvir os estudantes: como estão a viver este período e a encarar a resposta dadas pelas IES.

O vídeo deste webinar poderá ser consultado em https://www.youtube.com/watch?v=tj3YEdY4KiI

Sobre a Metared
A Metared é uma iniciativa que nasceu no IV Encontro Internacional de Reitores Universia, onde mais de 700 reitores de 26 países refletiram sobre a Universidade do Século XXI. Surge com a finalidade de servir de lugar de encontro, debate, reflexão e trabalho colaborativo sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação nas universidades, com total respeito pelo princípio da autonomia universitária. O seu contributo centra-se também na partilha de esforços e no contributo de boas práticas dos diferentes países.

Sobre a rede Universia
A Universia é a rede universitária de referência para a comunidade ibero-americana e desde a sua criação conta com o mecenato do Banco Santander. Reúne 1.341 universidades, que representam 19,9 milhões de professores e estudantes. Em Portugal a rede integra 31 instituições de ensino superior. Mais informação em www.universia.pt.

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