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Modelos de aprendizagem em tempos de covid-19: do presencial para o online

      
a transição eficaz de modelos de aprendizagem presencial para modelos de aprendizagem online exige aconselhamento e ponderação.
A transição eficaz de modelos de aprendizagem presencial para modelos de aprendizagem online exige aconselhamento e ponderação.  |  Fonte: iStock

De forma repentina, milhões de docentes viram-se obrigados a transitar de um modelo de aprendizagem presencial para um modelo de aprendizagem online, baseado na rede. No entanto, passar do presencial para o online é uma mudança que deve ser pensada de forma crítica, ou correremos o risco de exacerbar as desigualdades existentes no acesso e uso das tecnologias digitais. Deve ser, sobretudo, uma mudança pensada segundo o espírito que esteve na essência do desenvolvimento da web e, por sua vez, dos modelos de aprendizagem online, maioritariamente de orientação socioconstrutivista, com um enfoque na colaboração e na dimensão social da aprendizagem. 

No entanto, e apesar das décadas de investigação e prática na área da educação online, temos vindo a assistir a alguns cenários que desvirtuam todo o seu potencial. O cenário mais preocupante a que assistimos passa pela replicação das experiências presenciais no contexto online; isto é, docentes a reproduzir/transmitir o que faziam em sala de aula presencial num ambiente virtual. Basta olharmos para a utilização massiva dos sistemas de videoconferência (e.g. Zoom). Isto porque quem vem do presencial não tem, necessariamente, a consciência de que a aprendizagem online é diferente de aula expositiva síncrona, e que os tempos (e não apenas os espaços) são outros.

Efeitos de desgaste são notórios ao fim das primeiras semanas. E, se os desacertos iniciais são aceitáveis, agora que percebemos que este cenário será a nova realidade por muito mais tempo torna-se imprescindível que os docentes procurem o apoio de profissionais experientes e da comunidade científica. Neste sentido, apresentamos três dicas essenciais à transição para um modelo de aprendizagem online, baseadas em algumas recomendações de especialistas nacionais e internacionais:

  • Obtenha aconselhamento, invista no seu desenvolvimento profissional e mantenha-se informado

Não é boa ideia improvisar. Ensinar online não é um “bicho de sete cabeças”, mas precisa de uma abordagem diferente do ensino presencial. Procure informar-se junto das equipas especializadas da sua universidade, ou eventualmente de colegas com experiência na área. Há inúmeras iniciativas a decorrer que vale a pena acompanhar, quer a nível nacional (e.g. o blogue eagoraead com recomendações de inúmeros especialistas), quer num contexto internacional (e.g. a Aliança Mundial pela Educação da UNESCO com inúmeras ferramentas e recursos de apoio). Outra base de informação útil é o Repositório Aberto da Universidade Aberta Portuguesa, onde se encontram uma infinidade de trabalhos na área, como por exemplo o seu Modelo Pedagógico Virtual. Ou mesmo o Google Scholar que, como em qualquer área científica, ajuda a explorar a literatura existente. Por outro lado, há ainda a oferta de cursos online de acesso livre, como por exemplo o curso “eProfessores: do presencial para o online”, oferecido pelo Instituto Politécnico de Leiria.

  • Não converta a sua aula teórica em vídeo, muito menos de forma síncrona

Uma aula expositiva tradicional é uma forma ineficaz de aproveitar o tempo com os seus alunos. Para além de ser quase impossível obrigá-los a estarem concentrados durante toda a sua exposição (por muito que seja um/a bom/boa orador/a), os mesmos só se preocuparão com o estudo aquando a avaliação. Transmitir aulas em vídeoconferência será desmotivante para ambas as partes. Tente descartar essa opção para a realização de aulas teóricas, até porque não conseguirá garantir que todos os alunos estejam nas mesmas condições para tal. Se optar pela utilização de vídeos, utilize vídeos curtos (de entre 3 a 5 minutos), com o seu rosto e voz, e no sentido de enquadrar a sua perspetiva relativamente ao conteúdo ou de orientar o estudo. No que respeita aos momentos síncronos, utilize-os para evitar sentimentos de isolamento que possam surgir, ou mesmo para promover a dinâmica de grupo. Ter um chat com notificações móveis (e.g. Whatsapp) é uma boa opção, permitindo aos alunos se sentirem confortáveis e apoiados ao saberem que o que escrevem é recebido pela turma. Por outro lado, esclareça dúvidas no imediato só em questões pessoais ou urgentes, encorajando sempre que possível o aluno a colocar as suas questões num espaço online partilhado (e.g. fórum do Moodle), para benefício de todos os colegas.

  • Organize o estudo e a interação com os alunos numa plataforma central

Utilize um espaço online (e.g. Moodle, Blackboard, Blogue) onde possa centralizar e estruturar toda a sua unidade curricular: desde a calendarização das atividades previstas, aos recursos de apoio, espaços de discussão, informações relevantes, submissão de trabalhos, ligações para outras ferramentas, entre outros. Identifique explicitamente quais os materiais que os alunos devem estudar e, mais ainda, o que pretende que atinjam com esse estudo. Inclua atividades formativas, como pequenos desafios, questões, problemas e suas respetivas soluções, apoiadas na utilização de rubricas de avaliação, ajudando os alunos a perceberem quais os critérios para uma resposta fundamentada, coerente, relevante, etc. Defina espaços de debate e reflexão sobre a matéria entre toda a turma, onde possa intervir regularmente, e não apenas espaços para esclarecer dúvidas. Desenhe esses espaços indicando as principais questões que requerem debate, tendo como suporte a disponibilização de casos e situações reais, contraditórias, dilemáticas, que não sejam de resolução simples e que despoletem a discussão e colaboração entre toda a turma.

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