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Alunos do 9º ano chumbam a Matemática

      
A Matemática tem sido, tradicionalmente, um dos grandes problemas para o ensino básico e secundário português e, pelos que os primeiros resultados indicam, vai continuar a ser. Nas notas nos exames nacionais do 9º ano do ensino básico (3º ciclo), a média a Matemática, que tinha sido, em 2010, já de apenas 50 valores, desceu agora para 43, numa escala de 0 a 100. Também a taxa de alunos reprovados aumentou, de 26% em 2010 para 31% este ano.

No caso dos resultados a Português, a tendência também é negativa. Apesar da taxa de reprovação se ter mantido nos 9%, a média das notas no exame de Língua Portuguesa desceu para 51 valores, uma quebra significativa em comparação aos 56 conseguidos em 2010.

Estes resultados acabam por chocar com os números apresentados no estudo "Ensinar a ler na Europa: Contextos, Políticas e Práticas", divulgado, no início da semana, pela Comissão Europeia. O relatório destacou o incentivo à leitura no pré-escolar e o Plano Nacional de Leitura como medidas responsáveis para uma evolução positiva de Portugal no que respeita aos níveis de literacia nos alunos de 15 anos.

A validade dos resultados positivos do estudo já tinha sido posta em causa por Joaquim Azevedo, que questionou a possibilidade de uma medida de incentivo à leitura no pré-escolar ter um impato tão imediato nos estudantes do 9º ano.

Os exames nacionais do ensino básico do 3º ciclo decorreram em 1295 estabelecimentos de ensino, dos quais 1087 da rede pública e 208 do ensino particular e cooperativo. As provas de Língua Portuguesa e de Matemática foram realizadas por cerca de 90 mil alunos. É de referir também que as classificações de exame têm um peso de 30% para o cálculo da classificação final de cada uma destas disciplinas.

Enquanto se analisa o significado destes números e se espera pela evolução que se vai sentir nos resultados dos exames do ensino secundário, é de lembrar que o ministro da Educação, Nuno Crato, já anunciou, no programa de Governo apresentado a 28 de Junho, que os alunos do 6º ano passarão a ter uma prova de final de ciclo com peso na avaliação final, como já acontece, com os estudantes do 9º, 11º e 12º ano. Uma medida que segue em linha com o "combate ao facilitismo" que Nuno Crato já apresentava como a sua grande luta mesmo antes de chegar ao Governo. A extensão desta avaliação ao 6º ano deverá acontecer já no próximo ano letivo.

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